<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500</id><updated>2012-02-16T13:01:06.993-08:00</updated><title type='text'>Opinião não se discute</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>323</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2846873638099782753</id><published>2012-01-09T12:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T12:52:10.885-08:00</updated><title type='text'>Dois mundos</title><content type='html'>Todo começo de ano vêm passar as férias conosco duas crianças, uma de Abaetetuba, outra que morava em Benevides e agora está morando mais próximo. O convívio é sensacional e altamente enriquecedor do que significa um outro mundo, outro universo que existe e funciona ao nosso lado. Eu diria que se fosse demonstrar naquela "teoria de conjunto" das aulas de Matemática, o nosso mundo estaria contido no deles. Começa pelo figurino, pela linguagem, pelos gostos, pela alimentação. Em tudo é diferente do nosso. O dos meninos geralmente inclui camisa de clube, bermudão e chinelos, cabelo pintado de louro. Bem, não é o caso do "nosso" menino, mas geralmente é assim. As meninas, vestem-se de dançarinas do calypso, da maneira mais absurdamente sensual/grotesca, bustiês mínimos, brilhosos, casacos jeans com tachas, saiotes ou mini shorts e tamancos de salto, não interessa se têm um, dois ou quinze anos de idade. Não têm nenhuma informação do mundo, porque não lêem jornais nem assistem a noticiários. Uma menina de quinze anos, estudando no melhor colégio de Abaetetuba, não sabe o nome das capitais brasileiras, sequer que existem continentes, nada de matemática, nada de nada. Mas conhecem toda a programação do SBT e Record, assistem clips na Rauland, não digo isso de maneira pejorativa aos meios de comunicação, mas falo de estética. É uma falácia o tal Ibope, medido no Estado de São Paulo. Audiência, mesmo, é do SBT e Record. Anos atrás, a menina que fez Tainá 2 foi ao programa do Faustão. "Quem é Faustão?" A alimentação é a mais condimentada possível, à base de mortadela, quilos de extrato de tomate e o que pintar, de Cheetos a peixe frito com açaí. A linguagem é um dialeto, mas penso que pelo número muito maior de pessoas, dialeto é o nosso. Têm concordância própria, figuras de linguagem diferente, enfim, difícil entender. Estética.&lt;br /&gt;Estamos no estacionamento da Estação das Docas e lá fora, na pracinha, um vendedor de lanches toca a pleno volume (claro), um tecnobrega, acompanhado com grande prazer pelos meninos. Sabem todas as letras. São normais aquela rotação elevada, a voz do cantor ou cantora parecendo gasguita, as letras absurdas/grotescas. É o pessoal que lancha o "completo", por 1 real e eu pergunto o que pode ser completo por apenas 1 real, salgado e suco.. O cara do Media Lab está estudando o tecnobrega e como tiraram proveito dos equipamentos tecnológicos, do ritmo, sem entender nada, saber inglês, ter instrução, nada, apenas dando jeito, se virando, adaptando para sua linguagem, para seu grito por Educação, Cultura, querendo também participar do grande prato. As revistas nas bancas estão cheias de mulheres nuas. Nas novelas o sexo rola na hora do jantar. Nos programas infantis, o consumo desenfreado é estimulado e o sexo permeia as questões. Então as meninas se vestem de "periguetes" embora tenham oito, nove anos, namoram mais cedo, engravidam mais cedo, são estupradas por pedófilos, enfim, a série é longa. E desse mundo não queremos participar. Nós que estudamos em bons colégios. Que somos da classe média, falamos duas línguas, viajamos nas férias para Salinas ou Miami. Que passeamos no Boulevard Shopping e compramos roupas de griffe. Que ouvimos a Jovem Pan com suas Beyoncés e Rhiannas, falando de sexo, mas em inglês. Ou então de sertanejo universitário, ouvido bem alto nos caminhões/carros importados que passam. Que assistimos tv a cabo ou Tv Globo, com sotaque de Ipanema. Creio que deve haver diversos trabalhos em nível de universidade a respeito. Apenas não temos acesso a eles. Que merece estudo, isso merece. Depois de escrever sobre Gaby Amarantos, as crianças chegaram e penso sobre tudo isso. Penso que nossos músicos perdem seu tempo ainda influenciados por Milton, Caetano, Djavan, Chico. Influenciados por Nilson Chaves, nosso grande artista, que nunca deixou de tocar carimbó, adaptado a seu estilo. Penso que todos deviam mergulhar nesse tecnobrega, não para fazer igual, com vozes aceleradas, agressivamente agudas, pedindo socorro, as letras explícitamente sexuais, nada disso, mas fazer melhor, cantar melhor, tocar melhor, com melhores melodias e letras e estabelecer um canal de conexão, uma ponte que penso, seria muito estimulante para ambos os lados. Como está, não pode ficar. Convivemos, dois mundos, mas não nos comunicamos no que é essencial. Paralelo ao nosso que pensamos ser o verdadeiro mundo, há outro mundo de pessoas absolutamente deixadas à parte, sem Educação, Cultura, Saúde e Saneamento, mas dando seu jeito, dando nó em pingo d'água para aparecer. Quando ano pelas ruas do Centro, ouvindo os "falares", ouvindo os tecnobregas tocando de todos os lados, sinto-me estrangeiro, sinto que ando naquele outro mundo, este sim, dono do lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2846873638099782753?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2846873638099782753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2846873638099782753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2846873638099782753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2846873638099782753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2012/01/dois-mundos.html' title='Dois mundos'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-747861410371664184</id><published>2012-01-02T10:20:00.001-08:00</published><updated>2012-01-02T10:45:49.937-08:00</updated><title type='text'>Gaby no Faustão</title><content type='html'>Assisti a participação da cantora paraense Gaby Amarantos, no programa do Faustão, na Globo. Foi algo imposto, pago pela Som Livre, a gravadora da casa. O apresentador fez seu trabalho de maneira correta, mas não entusiasmada. A paraense e sua banda, completa, tiveram direito, ainda, às bailarinas do programa. Três músicas foram mostradas. Não entendi a ausência de "Xirley", que parece ser o que chamamos de "single", ou "música de trabalho". De qualquer maneira, as duas primeiras são muito ruins. A terceira, "Bebadoida", sob o ponto de vista pop, é muito boa. Se ela "representa" o Pará? Não. Não representa. Quando muito, representa a si própria, cantora brigando por espaço e representa a gravadora que está apostando em uma novidade para o mercado, no tecnobrega. &lt;br /&gt;Não, eu não gosto de tecnobrega, mas compreendo o que acontece. Ouço por onde passo. Sei que é a expressão, o grito por socorro cultural de toda uma população, o que se pode sacar no volume, nas melodias em notas altas, ritmo intenso, vozes que guincham. Mas quando vêm produtores de fora, se juntam com os daqui, pegam o ritmo, dão uma burilada no instrumental que ganha peso e colocam uma cantora com voz, personalidade e visual, sei que isso é música pop e pode dar certo. &lt;br /&gt;Acabo de ler uma página da Folha de São Paulo entrevistando Joinchi Ito, que está à frente do famoso e badalado Media Lab, que estuda novas formas de cultura e tecnologia. Ele diz, textualmente, estudar o tecnobrega. É pouco ou quer mais?&lt;br /&gt;Já havia o brega. Não me demorarei explicando. E então coloque jovens que crescem ouvindo no rádio, de um lado, bregas rasgados e merengues, do outro, Beyoncé e Rhianna. Eles querem fazer algo. Não falam nem compreendem inglês, mas compram computador e programas. Aprendem na marra. No chute. Sampleiam as batidas, os instrumentais. Fazem versões. Fazem letras. Não satisfeitos, alteram a rotação para ficar mais dançante, as vozes esganiçadas. Sem nenhum contato com um mercado local que também não existe, muito menos chegar às grandes gravadoras, eles se espalham nas aparelhagens, distribuindo gratuitamente seus produtos que logo passam a ser vendidos por camelôs e assim, alcançam o Pará inteiro. O mercado mundial em crise, sem saber o que fazer com os discos, com direitos autorais e a galera do tecnobrega faturando apenas nos cachês, implantando seu próprio mercado, de maneira informal. Os camelôs faturam vendendo mídia pirata e os artistas, nos shows. Antes, a banda Calypso já havia feito do seu jeito, sem intermediários, vendendo direto ao público.&lt;br /&gt;Gaby Amarantos foi notada. Produtores se interessaram. Viram o potencial da banda Calypso. O tecnobrega tem batida dançante, mistura ideal de pop e pode enfrentar, quem sabe, o axé que ninguém aguenta mais, o forró bosta e o tal do sertanejo universitário. &lt;br /&gt;Há muito acho que outros artistas com potencial musical e poético deviam pegar essa batida tecnobrega e fazer algo melhor, seja na qualidade, seja na direção do pop, como Gaby. A versão original do "Bebadoida" é irritante de tão ruim, mas o refrão, com Gaby, é irresistível. O problema é que nossos artistas de maior qualidade têm preconceito contra o pop e insistem num estilo ainda preso aos anos 60, 70, dos festivais. O mundo mudou. A música. O mercado. Quanto a representar ou não o Pará, deixo de lado. Nossa Cultura está abandonada há mais de vinte anos e não é a Gaby que vai resolver. &lt;br /&gt;Que a iniciativa da Funtelpa, que levou alguns artistas a São Paulo propiciou mais pessoas a avaliar os artistas, sem dúvida alguma. Agora, sem querer dar uma de sabichão, o que precisamos, para que vivamos uma nova "Belle Epoque", como disse Paes Loureiro na "Bravo", é um programa profissional para toda nossa Cultura, de valorização, criação de mercado local. Esses artistas que foram a São Paulo e muitos outros, apareceram na marra, na luta, e ainda não se impuseram a não ser para meia dúzia mais antenada, mais ligada na internet e pequenos shows aqui e ali. Como conquistar outros mercados se não conquistamos nem o nosso? Se nem existe o nosso mercado? E o Estado tem a missão de por um lado, dar ao povo todas as condições para ter acesso às diferentes formas de Cultura e do outro lado, dar ao artista todas as condições para mostrar sua arte ao povo. É preciso técnica, profissionalismo, seriedade, a se juntar com o entusiasmo que sobra, felizmente, na atual equipe de Cultura, comandada por Nilson Chaves, na Fundação Tancredo Neves.&lt;br /&gt;No mais, Gaby está apoiada por todos. No mesmo dia em que esteve no Faustão, em outro programa, Nelson Mota dizia os destaques de 2011 e ao final disse que em 2012, o nome é Gaby.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-747861410371664184?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/747861410371664184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=747861410371664184' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/747861410371664184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/747861410371664184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2012/01/gaby-no-faustao.html' title='Gaby no Faustão'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6699912121583676161</id><published>2011-12-20T10:50:00.000-08:00</published><updated>2011-12-20T11:19:38.079-08:00</updated><title type='text'>Bookends</title><content type='html'>É porque eu estava no carro e tocou "Bookends", com Simon &amp; Garfunkel, uma canção que me leva para a adolescência, a alegria, esperança e melancolia pela timidez que me caracterizava. Eu gosto do Natal. Não me interessa se é uma data consumista. Também sou consumista. Me policio quando meu consumo se aproxima de uma atitude contra a ansiedade que tenho, muita. Mas minha família me acostumou ao Natal. Família grande. Quando éramos crianças, a entrega de presentes acontecia na manhã do dia 25. Então ganhei um "papafilas", que havia pedido. Um ônibus, puxado por um "cavalo de aço". E depois fui desfilar com ele no Lago Azul. Meu pai estranhou, quando voltei. Ao invés do "papafilas", eu puxava pelo fio um caminhão artesanal, feito com latas de óleo de cozinha, rodas com tampas de refrigerante. Eu trocara meu "papafilas" com Cícero, um dos filhos do caseiro. Paciência. &lt;br /&gt;Também na minha infância, lembro do primeiro contato com Papai Noel. No térreo do Edifício Renascença ficava a loja Salevy, de Samuca Levy, a quem chamava de tio. Na época do Natal, a loja, que era uma espécie de shopping da cidade, invadia a calçada com barraquinhas e em um determinado dia, fazia a "chegada do Papai Noel". Durante a semana, corriam boatos que Noel chegaria de helicóptero ao teto do prédio. Quanta imaginação. Era um senhor apelidado de "Buraco", que ganhava a vida fazendo propaganda volante, pelas ruas do comércio, aproveitando para cumprimentar os amigos que passavam. Pai da família dona da Rauland. Ele era Noel. Chegava mais cedo e ficava escondido, aguardando o momento. Para passar o tempo, tomava umas e outras. Lá fora, uma multidão vibrava, enquanto Noel descia e em cada andar ia até o pátio para jogar bombons. E quanto mais ele se aproximava do quinto andar, maior era meu sofrimento. Noel em pessoa? Quando enfim ele entrou, me joguei embaixo de um sofá e o deixei entrar e sair livremente. Depois, Edgar veio me contar, curioso: Papai Noel conhece o papai. Chegou, falou com ele e olha, Papai Noel bebe! Papai deu a ele um copo de whisky. Mas como meu pai o conhecia? Será que poderíamos abusar daquela amizade e escolher alguns presentes?&lt;br /&gt;Algum tempo depois quebrei a inocência de meu irmão Janjo ao leva-lo a esconder-se comigo atrás de uma poltrona e assistir nossos pais arrumarem os presentes. Foi mal.&lt;br /&gt;O Natal começava nos primeiros dias de dezembro, na montagem da árvore. Claro que ficávamos distantes e ameaçados, já que certamente quebraríamos as bolas, na época, de vidro. Havia miniaturas, presépios e toda a cerimônia e estórias contadas por minha mãe. Estávamos de férias e aproveitávamos tudo. Hoje penso como ela dominava nossas mentes, povoando-as de imaginação.&lt;br /&gt;Mas houve, mais tarde, um Noel bem interessante. Era Acelino Campos, a quem chamávamos de tio. Já velhinho, aposentado, vestia a roupa vermelha e ia de apartamento em apartamento fazendo carinho nas crianças. O problema é que o Tio Campos também gostava de beber umas e outras e quando chegava no quinto andar, já estava bem "encharcado", dizendo palavrões, xingando todo mundo, até que sua esposa, cuidadosamente o retirava do ambiente.&lt;br /&gt;Eu gosto do Natal. Eu e meus irmãos sempre fomos calorosos e irônicos em nossas brincadeiras. Meus pais. O velho vinha com um envelope e entregava um cheque de presente. Coisa pouca, uma lembrança, claro. Como sinto falta dele!&lt;br /&gt;Um dia me dei conta que era um perfeito adulto. Agora, eu recebia cartinhas de meus filhos. Dava dinheiro para as listas de natal. Mandava preparar bolos, doces, a ceia. É uma sensação diferente, mas confesso que acho um grande barato sair e comprar presentes. Gosto de presentear. Faço isso com amor. Quero presentear meus próximos. Fico feliz, assim. Não me queixo nem fico insuportável por conta do exagerado consumo, como gritam. Neste Natal dois irmãos estarão fora, bem como suas famílias. Eu mesmo estarei sem um de meus filhos que está longe, viajando. Eu e os irmãos somos todos de meia idade para cima mais cônjugues, namoradas, filhos e suas esposas. Um grupo mais heterogêneo. Mas quando chega a meia noite, rezamos e distribuindo presentes, os nomes cantados em voz alta, descubro-me a mesma criança que pediu o "papafilas" de Natal e o trocou por um caminhão artesanal, feito com latas de óleo. Sinto uma melancolia gostosa que nada mais é do que nostalgia pelos Bookends e a emoção de poder estar aqui, com as pessoas que amo, principalmente minha mãezinha querida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6699912121583676161?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6699912121583676161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6699912121583676161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6699912121583676161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6699912121583676161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/12/bookends.html' title='Bookends'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3551913594231264141</id><published>2011-12-20T10:26:00.000-08:00</published><updated>2011-12-20T10:50:43.623-08:00</updated><title type='text'>Surpresa?</title><content type='html'>Quem tem tv a cabo ou é meramente mais curioso além dos jogos de futebol que passam nos canais abertos, sabe perfeitamente o tipo de futebol que vem sendo jogado na Europa, principalmente na Espanha, precisamente pelo Barcelona. Hoje, muitos jovens já torcem abertamente por Barça ou Real, Arsenal ou Manchester, atraídos pelo bom e moderno jogo, os gramados perfeitos e a ética posta em prática. Tudo ao contrário que acontece no Brasil. Durante a semana que antecedeu ao jogo entre Santos e Barcelona, não me preocupei com as manchetes enchendo a bola de Neymar &amp; Cia. Tudo era promoção do jogo. Mas parece ter sido necessário os brasileiros levarem o previsível baile para que todos se dessem conta do abismo em que nos encontramos. O que melhor tem saído é que a derrota fez o futebol brasileiro ir para o divã. Agora, todos querem mudanças. O técnico do Santos, com a estupidez usual, fez de conta que não levou uma lição atordoante. Pepe Guardiola ainda deu a última bofetada, dizendo que o Barcelona tenta jogar como os brasileiros jogavam. Na América do Sul, recentemente, o tipo da Universidade Católica do Chile tornou-se campeão da Copa Sulamericana de maneira invicta. Deu surras no Flamengo e Vasco desmoralizantes. Seu técnico, desconhecido, argentino, copia o modelo catalão de jogar. Quanto menor a distância entre o último defensor e o último atacante, mais compacto estará a equipe. Toque de bola. Toque de primeira. Toque rasteiro. Não desperdice a bola. Controle da bola pelo maior tempo possível. Circulação da bola, como no basquete ou futsal, aguardando uma infiltração, geralmente na diagonal, para driblar o impedimento. E gente que sabe jogar bola. Todos. Um zagueiro como o esforçado Durval, não poderia estar ali, naquele jogo. Não sabe jogar. Está nervoso. Neymar é melhor que Messi? Não brinquem. O brasileiro até pode chegar a ser como o argentino, mas vai precisar jogar competições importantes, suportar pressão, jogar para o time, ter toda ética do mundo, disputar Copa do Mundo e ser um gênio. Ainda falta muito. Fiquei com pena de Ganso. Não conseguiu jogar. Ainda assim, foi autor dos poucos passes, dois ou três, que representaram perigo para Baldez. E Mano Rodrigues, o que diz? Até agora sua seleção serviu apenas para vender o passe de corinthianos ruins de bola. Não tem seleção, não tem esquema, não tem nada. Será que há porvir para nós?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3551913594231264141?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3551913594231264141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3551913594231264141' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3551913594231264141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3551913594231264141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/12/surpresa.html' title='Surpresa?'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-9094451730557180140</id><published>2011-12-20T10:09:00.000-08:00</published><updated>2011-12-20T10:26:35.535-08:00</updated><title type='text'>Sem noção</title><content type='html'>Não é querer ser saudosista. Achar que o passado é melhor, mas creio que a juventude de agora, em Belém do Pará é simplesmente sem noção. Não posso acreditar quando jovens que estudam nas melhores instituições (se é que elas existem por aqui), viajam para os melhores lugares no exterior (se é que realmente vão aos melhores lugares), vestem as roupas de griffe e trafegam em pequenos caminhões brancos, reluzentes, importados, pois bem, não posso acreditar quando lotam lugares tidos como os mais badalados para ouvir música sertaneja! É demais. Mas acontece. Há comerciais na tv dos discos desses ninguéns (para mim). Ouvi alguém chamar de "sertanejo universitário", o que é muito pior. Seria o "agrobrega". Até o final dos anos 80, para não ir muito longe, a juventude optava pelo rock, mesmo o de bermudas dos Paralamas ou o político dos Titãs. O rock continua sendo exaustivamente usado por toda a propaganda jovem, por sugerir uma rebeldia que já não existe. O tal "rebelde sem causa" do Ultraje a Rigor. Mas o jovem brasileiro, com tantas causas a abraçar, prefere uma cerveja e um abadá para pular e beijar até cansar. Mas sertanejo, please, é demais. Estéticamente não consigo achar o ponto. Sei que depois do rock anos 80, veio a mistura de brega e balada. Que os sertanejos entraram na onda. Então houve uma queda, talvez por excesso de exposição de Chitãozinho (que apelido!!!!) e que tais. De repente, duplas de jovens bem apessoados, mas extremamente cafonas toma conta do Brasil e em Belém, muito mais. Sertanejo universitário!!! É o fim do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-9094451730557180140?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/9094451730557180140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=9094451730557180140' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/9094451730557180140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/9094451730557180140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/12/sem-nocao.html' title='Sem noção'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-5896158956394073432</id><published>2011-12-07T11:09:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T11:10:53.322-08:00</updated><title type='text'>Ávida Vida que segue</title><content type='html'>1. Como foi pensado e produzido o livro. Quanto tempo levou para ser concluído?&lt;br /&gt;Há um ou dois anos atrás, lancei “O Tempo do Cabelo Crescer”, uma seleção feita entre os poemas dos livros “Navio dos Cabeludos”, “Rei do Congo”, “Surfando na Multidão” e “Incêndio nos Cabelos”. É porque fazia muito tempo que não lançava nada em poesia, acabei me dedicando a outros gêneros e com o livro, quis me reapresentar. Já o “Ávida Vida” reúne poemas que escrevi ao longo de uns cinco anos, muitos deles por provocação de meu irmão Janjo, a quem o trabalho é dedicado, autor de todas as capas dos meus livros. Ele me provoca com imagens feitas para toalhinhas do Roxy Bar e eu escrevo. Achei que era o momento de reunir essas obras e pensei em uma frase de Pirandello, que ouvi na peça “O Homem com a Flor na Boca”, encenada pelo Cacá Carvalho: a vida é tão ávida de si mesma que não se deixa saborear”. Então virou “Ávida Vida”, que tem tudo a ver comigo. Sou curioso e ávido por informação. Faço várias coisas ao mesmo tempo. Estou sempre cheio de projetos. E a vida é tão veloz, há tanta informação pipocando aqui e ali que fazem acelerar mais ainda minhas sinapses.&lt;br /&gt;A capa do livro é autoria de meu irmão Janjo, mas a foto é do amigo Luiz Braga. Fiquei feliz em perceber que ele usou a mesma técnica de seus últimos trabalhos, a partir de night shot. Foi feita na Praça da República, lugar importante para mim, em um obelisco feito para homenagear Magalhães Barata em sua Interventoria, creio, em 1930. É um lugar bonito, muito abandonado, mas que nos últimos dias vem recebendo uma maquiagem da Prefeitura. E é foto de Luiz Braga, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Faça uma breve descrição do livro.&lt;br /&gt;A poesia é tão rica, tão vária, que me permite escrever. Li um escritor francês, jovem, dizendo algo maravilhoso: escrever é muito fácil. Por isso é tão difícil. Respeito muito os poetas que maturam anos e anos seus poemas, como ourives. Eles estudam, sabem as regras, e eu não sei nenhuma. Me tornei escritor por pura ousadia. Não sei bem se escrevo poemas. Quem sabe pequenas cenas teatrais com um vies poético? Como disse, é tão vária? O golpe poético nos atinge sem mais nem menos e emociona. Como abrir uma gaveta e encontrar pistolas adrianino, fazer a faísca e iluminar a noite de uma cidade cinza. Se são autobiográficos? Não sei, quem sabe? Às vezes. Um escritor escreve sobre o que vê, sobre o que quer dizer. Usa mascaras, personagens, mas às vezes usa mascara de seu próprio rosto. As palavras são navalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Ele é distribuido por qual editora? Onde pode ser adquirido?&lt;br /&gt;Não, este livro não é distribuído por ninguém. A poesia tem tido pouco mercado, pouco interesse. Acham chato, respeitável demais, difícil de entender. Queria que o poeta voltasse a ser como um cantor pop, identificado com o público. Queria excitar as pessoas, acertá-las com o golpe poético. Às vezes, um sorriso de canto de boca já me sacia. Como Haroldo Maranhão, sou como um cão hidrófobo que sai pelas ruas à procura de uma vítima, um leitor. Nesta terça, no Teatro Cuíra, onde será o lançamento, haverá no palco um microfone. Quem for até lá e ler um dos poemas do livro, o receberá gratuitamente. Quero que circule. Quero ser lido. Quero a poesia lida. O que sobrar, ainda vou pensar onde colocar à venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Fale sobre sua carreira como escritor.&lt;br /&gt;Comecei escrevendo uma peça de teatro, “Foi Boto Sinhá”, com a ajuda do grande poeta José Maria Vilar Ferreira. Acho que venci a timidez de apresentar algo de minha autoria. Estava lendo os poetas marginais nos anos 70 e percebi que vinha escrevendo algo semelhante. Paes Loureiro, que fez a apresentação do meu primeiro livro, disse que eu trazia comigo a informação da música pop. Correto. Escrevi outros livros com poemas, duas fitas cassete, reuní meus textos de teatro, depois vieram romances, crônicas, contos e agora retomo a poesia. Com os romances, fui lançado nacionalmente. Um deles, “Casa de Caba”, foi traduzido e lançado na Inglaterra, com o título “Hornets’Nest”. Também participei de coletâneas nacionais e internacionais, estas, lançadas no Peru e no México. Tudo o que escrevo se passa em Belém, meu cenário, minha casa. Pretendo no ano que vem lançar mais um livro nacionalmente, “Selva Concreta, com short stories, episódios de uma fictícia série policial de televisão, claro, passada em Belém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Quantos livros publicados (nome + ano)?&lt;br /&gt;Não sou muito bom em datas.&lt;br /&gt;Navio dos Cabeludos, poemas&lt;br /&gt;Rei do Congo, poemas&lt;br /&gt;Surfando na Multidão, poemas&lt;br /&gt;Incêndio nos Cabelos, poemas&lt;br /&gt;Os Éguas, romance, Boitempo Editora&lt;br /&gt;O Teatro de Edyr Augusto, textos teatrais&lt;br /&gt;Moscow, romance, Boitempo Editora&lt;br /&gt;Crônicas da Cidade Morena 1, crônicas&lt;br /&gt;Casa de Caba, romance, Boitempo Editora&lt;br /&gt;Crônicas da Cidade Morena 2, crônicas&lt;br /&gt;Um sol para cada um, contos, Boitempo Editora&lt;br /&gt;O Tempo do cabelo crescer, coletânea de poemas&lt;br /&gt;Ávida Vida, poemas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-5896158956394073432?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/5896158956394073432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=5896158956394073432' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/5896158956394073432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/5896158956394073432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/12/avida-vida-que-segue.html' title='Ávida Vida que segue'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7594508107654212999</id><published>2011-11-30T17:54:00.001-08:00</published><updated>2011-11-30T18:09:26.885-08:00</updated><title type='text'>Era uma vez o melhor futebol do mundo</title><content type='html'>Acabo de assistir à derrota do Vasco, no Chile. Somente as circunstâncias próprias do futebol para garantir mera possibilidade dos brasileiros vencerem. O time chileno é melhor. Muito melhor. Agora, até o orgulhoso técnico da nossa seleção já declara estarmos defasados em relação ao futebol mundial. Inteiramente, eu diria. A culpa talvez ainda seja da derrota de nossa seleção inesquecível em 82 e a vitória em 94. Vieram nossos cabeças de área. Nossa preocupação em defender, destruir, justamente quando nossa melhor qualidade era atacar, criar. O futebol mudou. O Barcelona escalou em seu último jogo, dois volantes na zaga central e de quarto zagueiro (para usar nomenclatura antiga, difícil de entender para os mais novos, outro dia explico). Em artigos, desde que militava na imprensa esportiva, já dizia isso. Quem melhor para sair jogando? O primeiro passe é essencial. Disse o locutor da Globo que o técnico da Universidade Católica do Chile escalou laterais como volantes, dois pontas abertos e muita movimentação. É isso. O jogo ficou mais rápido. O passe, não de curva, espetacular, mas difícil de dominar, mas rasteiro, principalmente na Europa, se tornou preponderante. Drible no momento certo, que digam os jogadores do Barcelona. Os ingleses, com pouco menos talento, fazem o mesmo. A distância entre o último homem de defesa e o último atacante é a menor possível. Todos muito próximos. Era final de jogo e havia dois jogadores marcando os espantados vascaínos. Zagueiros hábeis, rápidos na cobertura. Ataque móvel, trocando de posições com os meio campistas. E marcação. Os zagueiros brasileiros ficam loucos quando são marcados, mas aqui no Brasil, parece vergonha atacante marcar zagueiro. Nossos jogadores de meio campo, quatro, cinco às vezes, não têm habilidade. Nossos zagueiros, mano a mano, apelam para a falta, pois são ruins. Quando La U esmagou o Flamengo no RJ, vi tudo. A distância em que estamos. Atrasados. Violentos. Ruins. Lentos. Fazendo ligação direta. Jogando no erro do adversário. Fazendo faltas por falta de categoria. Os chilenos e muitos outros ganhariam, creio, de todos os nossos times. Até do Santos, creio. Sim, eu também torço por Ganso e Neymar. Acho inclusive que há alguma chance contra um Barcelona menos interessado, preocupado porque está atrás do Real no campeonato espanhol. E o futebol tem suas circunstâncias. Mas mesmo com os dois craques, mais Borges na frente, dois ou três outros, o Santos joga antigo. Beques, armadores e atacantes distantes. E não é falta de preparo físico. Correm muito, mas correm para bater, derrubar. Não correm para trocar passes. Dizem que Messi não é o mesmo na seleção argentina. Não é. Cada argentino pega na bola e quer dar dois, três toques. Messi não joga assim. Fica diferente para ele. Outra velocidade. Outra logica. Coisa antiga. Os campos estão melhores. A bola rola. O passe rasteiro. A posse de bola. O domínio da bola sem medo do adversário, sabendo de sua condição técnica e do deslocamento dos colegas para dar o passe. O futebol ficou mais bonito, veloz, inteligente, com passes e dribles lindos, precisos. Ganso é o único armador brasileiro. Os outros são D'Alessandro, Montillo, aquele do Flamengo, todos não brasileiros. Não temos novos craques. Nossa seleção é ruim, mal conduzida, mal escalada, distante dos primeiros lugares no forum mundial. Nossos times também. É hora de acabar com nossa empáfia de ter o melhor futebol do mundo. Não temos mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7594508107654212999?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7594508107654212999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7594508107654212999' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7594508107654212999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7594508107654212999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/11/era-uma-vez-o-melhor-futebol-do-mundo.html' title='Era uma vez o melhor futebol do mundo'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-1287115788498396954</id><published>2011-11-29T11:38:00.000-08:00</published><updated>2011-11-29T11:39:55.622-08:00</updated><title type='text'>Mamãe eu quero ir a Cuba e quero voltar</title><content type='html'>Caetano cantou assim. Hoje está melhor. A revista Leal Moreira me pediu umas linhas e dicas sobre a música de Cuba, a partir do documentário Buena Vista Social Club. É por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quase todo mundo, adorei assistir Buena Vista Social Club, o documentário sobre a música, os músicos e alguns lugares maravilhosos de Cuba. Logo na abertura, vem Compay Segundo com seu “Chan Chan” a nos amolecer a alma com seu gingado perfeito. As ruas, os prédios, os carros antigos, me lembrando de uma Belém da minha infância, o velho Bel Air onde eu, Jefferson e Wellington Brasil passeávamos, dirigido por Nelson Lima. As cúmbias, os merengues de Haroldo Caraciollo na Rádio Clube. Uma babá de meu irmão Janjo, cantando a plenos pulmões versões de boleros escandalosamente melodramáticos. Que coisa. Vem Caetano Veloso e nos ensina “Tu me acostumbraste”, de Frank Dominguez, que recentemente, soube ter sido tumulto, na época, por ser uma canção de amor feita por homem para homem. Depois que aqueles barbudos fantasiados de militares tomaram conta, ficaram apenas os ecos das big bands americanas que tocavam nos cassinos. Mas dos ecos surgiram bandas como Irakere, cantores e músicos como Compay, Ibrahim Ferrer, Omara Portuondo, porque é bom dizer, a Educação é muito boa. E não esqueçamos de Silvio Rodrigues, o autor de “Yolanda”, tão propagada por Chico, Bethânia. Em tempos de Google, tente ouvir Bola di Nieve, que tornou célebre “Drume Negrita”. E não esqueçamos de Paquito D’Rivera, que conseguiu sair da ilha e é um dos melhores saxofonistas do mundo, ele que era do Irakere, como Arturo Sandoval, que após longa luta, também conseguiu sair, já ganhou Grammy, gravou até erudito e é um trompetista fenomenal, além de Chucho Valdés, Grammy 2011, com o cd “Chucho Steps”, ao lado dos Afro Cuban Messengers, “Best Latin Jazz Album”. Ufa, esse Irakere, hein? Dos novos, sugiro Gonzalo Rubalcaba e Roberto Fonseca, este último com o cd “Zamazu”, pianista sensacional. E gosto do primeiro disco de Marina de la Riva, brasileira, filha de cubano, que gravou “Drume Negrita”. Há muitos outros bem jovens, inclusive flertando com hip hop, mas não cheguei a me empolgar. Comece com “Buena Vista Social Club”. Já é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA OUVIR&lt;br /&gt;1. Compay Segundo – Chan Chan&lt;br /&gt;2. Ibrahim Ferrer – Dos Gardênias&lt;br /&gt;3. Ibrahim e Omara Portuondo – Quizas Quizas&lt;br /&gt;4. Silvio Rodrigues – Yolanda&lt;br /&gt;5. Paquito D’Rivera – todo o cd “Mosaic”, com Caribbean Jazz Project&lt;br /&gt;6. Arturo Sandoval – todo o cd “Danzón”&lt;br /&gt;7. Chucho Valdés – todo o cd “Chucho Steps”&lt;br /&gt;8. Gonzalo Rubalcaba – Besame Mucho&lt;br /&gt;9. Marina de la Riva – Drume negrita&lt;br /&gt;10. Roberto Fonseca – todo o cd “Zamazu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-1287115788498396954?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/1287115788498396954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=1287115788498396954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1287115788498396954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1287115788498396954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/11/mamae-eu-quero-ir-cuba-e-quero-voltar.html' title='Mamãe eu quero ir a Cuba e quero voltar'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6606840043947039929</id><published>2011-11-26T06:33:00.001-08:00</published><updated>2011-11-26T06:54:52.306-08:00</updated><title type='text'>Jimi</title><content type='html'>Votação na Rolling Stone coloca Jimi Hendrix como o melhor guitarrista de todos os tempos. Concordo. Tenho tentado ouvir alguns dos artistas novos, sobretudo brasileiros e não gosto. Talvez esteja ficando velho, deixando que tudo o que já ouvi se sobreponha às novidades. Li um artigo de Ismael Machado, a quem admiro, louvando Marcelo Jeneci. Já o ouvi. Um disco bom, meramente superior aos outros. Admirei sua doçura, entrevistado por Jô Soares. Ponto. E ponho Jimi para ouvir. Viajo. Estava deitado em meu quarto, descansando do futebol que jogara no Colégio Nazaré, naquela manhã de sábado. Meu irmão Edgar chega da Rádio Clube, onde já trabalhava. Éramos três no quarto, contando com Janjo. Vai em direção ao seu aparelho de som e põe para tocar um disco que havia ganho. "Electric Ladyland". E minha vida nunca mais foi a mesma. Era tudo o que precisava. Até então, ouvia tudo o que meu irmão ouvia. A voz, a música, a guitarra, o arranjo. Adiante estava no Rio de Janeiro, com minha avó. Em frente, Posto 6, Av. Nossa Senhora de Nazaré, havia uma loja antiga, dessas com cabine para ouvir os discos, de madeira escura. E lá ouvi "Are you experienced" e "Axis: Bold as Love". Nas maluquices do Brasil, os discos foram lançados fora de cronologia. Com os Beatles foi a mesma coisa. E veio "Woodstock", no Cinema Olimpia. Assisti sete vezes. O tal hino americano. Era muita coisa, ao mesmo tempo. Guardo até hoje um recorte de jornal com uma radiofoto de Hendrix tocando a guitarra com a língua, algo muito chocante para a época. Para mim. E então meu amigo Ivan Novais era dj da boate "Papa Jimi", na Presidente Vargas, ao lado do Edifício Piedade. Volto do estudo para vestibular, tinha 17 anos e subo na cabine para conversar. Encontro em um bolo de discos um vinyl com a gravação do show que Jimi realizou no Festival de Monterrey, sua porta de entrada nos Estados Unidos. Americano, tendo corrido o país acompanhando figuras como Little Richard, havia tentado a chance em Londres, onde rapidamente se tornou um guitar hero para Beatles, Stones &amp; Cia.  E abre o show com "Like a Rolling Stone". E arrasa. Não lembro se simplesmente peguei o disco ou se trocamos por outro. Nunca esqueço. E ouço de vez em quando. Do outro lado era o show de Otis Redding, no mesmo festival. Gravou pouco e no entanto, até hoje ainda há gravações inéditas ou remasterizadas. Um dos melhores é The Bag Rehearsals, creio, ensaios gravados em um cassete que estava em uma bolsa. Há pouco ouvi o disco novo de Leslie West, guitarrista e cantor gordo dos anos 60/70, que no Woodstock era da banda Mountain. O som é o de Jimi, na guitarra. O mesmo padrão sonoro. Sensacional. Há muitos grandes guitarristas e essas votações, por leitores, dependem muito do momento em que são feitas. Penso o momento que vivemos é o de jovens terem acesso a tudo, rapidamente. Ouvem uma carreira inteira em quatro horas e vêm conversar com a gente como se soubessem tudo. Não sabem do tempo que tínhamos, o tempo de ouvir cada disco até que saísse outro. As mudanças nossas e do mundo, nesse ínterim. E a expectativa pela chegada do novo. A escolha de Jimi como o melhor guitarrista de todos os tempos é justa por tudo o que ele fez, mais o sistema de relançamento e lançamento de suas gravações que nunca cessou e a nossa internet que facilitou a busca. Enfim, papo furado este, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6606840043947039929?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6606840043947039929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6606840043947039929' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6606840043947039929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6606840043947039929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/11/jimi.html' title='Jimi'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-743957874975224424</id><published>2011-11-26T06:25:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T06:33:19.924-08:00</updated><title type='text'>Jards</title><content type='html'>Acabo de ouvir "Jards", o mais novo cd de Jards Macalé. Sensacional. Já comentei aqui da minha admiração por Jards Anet da Silva, ou melhor da Selva, ou pior, da Silva. Macalé repassa algumas de suas pérolas com novos arranjos e a participação de algumas figuras como Thais Gulin, Luiz Melodia e Frejat. Suas parcerias com Waly Salomão e Capinam. Eu era bem garoto e já admirava a ousadia de "Gotham City", com o verso "há um morcego atrás da porta principal". Depois ele esteve em "Transa", de Caetano, como instrumentista e arranjador, o que valeu uma briga de longos anos, afinal, seu nome foi limado dos créditos. Os caras foram para o exílio e ele ficou, gravado por Gil, Gal e Bethânia. Experimentava blues, rock and roll. Gravou dois dos discos mais lindos da mpb, o primeiro com Lanny Gordin e Tutti Moreno, dois violões e bateria, rolando jazz, blues, rock, samba, forró, tudo. Depois "a linha da morbeza romantica". ainda melhor. Houve uma fase Moreira da Silva. Sumiu, voltou. Há um dvd com documentário. "Não choro, meu segredo é que sol rapaz esforçado, fico parado, calado, quieto, não corro, não choro, não converso". O "Jards" é simplesmente ótimo. Pena que faltou "quando você passa dois, três dias desaparecida, eu me queimo num fogo louco de paixão". Jards canta como bluesman, tem um violão melódico, cheio de acordes e parceiros como Waly e Capinam. É tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-743957874975224424?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/743957874975224424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=743957874975224424' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/743957874975224424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/743957874975224424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/11/jards.html' title='Jards'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-988592829943882077</id><published>2011-11-17T09:37:00.001-08:00</published><updated>2011-11-17T09:49:07.178-08:00</updated><title type='text'>Conversa rica</title><content type='html'>Foi muito boa a "Conversa Barata", que realizamos ontem no Teatro Cuíra. É parte do projeto "Cuíra por Memórias", patrocinado pela Petrobrás através do Ministério da Cultura, Lei Rouanet. Tudo vai desaguar ano que vem em um musical sobre Joaquim de Magalhães Barata. o famoso caudilho que reinou por uns trinta anos no Pará e ao que tudo indica, deixou persistentes sentimentos em muitas pessoas. A "Conversa" tinha por objetivo ouvir histórias, causos do Governador, contados por gente que com ele conviveu. A platéia, considerando a falta do costume cultural que sofremos hoje, foi muito boa. E variada em termos de faixa etária. No palco, José Maria Toscano, que ajudou a organizar; Mizar Bonna, escritora, que vem de uma família ferrenhamente anti-baratista, assim como o jornalista Bernardino Santos; Edson Salame, jornalista, que na época dos últimos dias de Barata, trabalhava como jornalista na Rádio Clube do Pará e o Dr. Aurélio do Carmo, que dispensa apresentações. &lt;br /&gt;Antes da "conversa", foram projetados vídeos sobre o Cuíra e seu teatro e um rápido documentário sobre Magalhães Barata. Subimos ao palco e eu passo a palavra ao Dr. Aurélio, que se diz emocionado, lagrimando, ainda sob o impacto das imagens. E então mergulhamos nos anos 50, alguns acontecimentos de antes, todos pedindo o microfone para falar. Mizar Bonna comenta o que passava por conta da família e também sobre a única derrota de Barata, para o general Zacarias de Assumpção. O Dr. Aurélio pede o microfone e diz que "Barata nunca perdeu uma eleição". Que o general Daltro, que havia presidido a votação lhe contara das irregularidades. Enfim, "Barata nunca perdeu uma eleição". Vem o jornalista Edson Salame e conta que por ocasião da votação para a criação do cargo de vice governador, o PSD, por ser minoria, "convenceu" vários deputados da oposição a votar a favor, ou seja, "comprou" deputados, ao que o jornalista Bernardino Santos protesta: todos, não! O meu pai era deputado e não foi comprado". Ih, e agora? Seguimos conversando e somos interrompidos por alguém da platéia. Um senhor de 94 anos, Aquilon Bezerra, que teve forte vida política, pede a palavra. E logo lhe vem a sensação da tribuna e ele lá, ereto, falando alto, pausado como em um discurso de improviso, defende Barata energicamente. A platéia não queria deixar ninguém ir embora, mas já estava tarde. Haverá outra "conversa". Não sei. Pode ser. Foi ótimo para a platéia. Foi ótimo para mim que agora começo a escrever o musical. Uma conversa riquíssima, essa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-988592829943882077?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/988592829943882077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=988592829943882077' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/988592829943882077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/988592829943882077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/11/conversa-rica.html' title='Conversa rica'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2621513420151707052</id><published>2011-11-15T10:13:00.000-08:00</published><updated>2011-11-15T10:23:52.367-08:00</updated><title type='text'>Livros por jornais</title><content type='html'>Deu hoje no Diário do Pará. Vai sair uma coleção de livros de autores paraenses, publicada pelo jornal. Bastará juntar cupons e trocar pelos livros. É algo feito em todo mundo. Uma estratégia de marketing para atrair mais leitores. A Literatura Paraense agradece. Sem nenhuma política cultural voltada para si, seja federal, estadual ou municipal; relegada a um stand na tão famosa e calhorda Feira Pan Amazônica, que prefere acarinhar nomes indiscutíveis como Veríssimo, agora alguns autores, entre já falecidos e uns três em atividade, terão seu trabalho chegando a um grupo de pessoas que pode até comprar livros, mas duvido que de paraenses. Estes sequer estão nas livrarias ou quando estão, também escondidos. Haverá um caderno explicando o trabalho de cada um e a distribuição de livros. &lt;br /&gt;Elias Pinto me ligou e eu aceitei. Reunirei crônicas no volume 3 de "Crônicas da Cidade Morena", porque considero uma obra mais popular e de mais fácil aceitação. É também um trabalho que não está preso a nenhum contrato com Editora, como os romances e contos, na Boitempo. E claro, como em tudo o que escrevo, Belém.&lt;br /&gt;Obrigado pela lembrança, Elias. Vai ser muito bom.&lt;br /&gt;Ah, ainda não sei muito bem o que fazer com "Ávida Vida", livro com poemas que já está comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2621513420151707052?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2621513420151707052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2621513420151707052' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2621513420151707052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2621513420151707052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/11/livros-por-jornais.html' title='Livros por jornais'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-9000015078898336375</id><published>2011-11-03T11:54:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T13:20:10.115-07:00</updated><title type='text'>Você compraria um livro com poemas?</title><content type='html'>A poesia foi minha terceira expressão na área artística. Já havia escrito minha primeira peça de teatro e encenado também. Já havia me tornado letrista, com alguns poucos parceiros, sobretudo meu pai, com quem fiz o samba enredo "Cobra Norato - Pesadelo Amazônico", para o Império de Samba Quem São Eles. Mas vinha mexendo com alguns pequenos textos, até ler alguns livros de poetas cariocas, os chamados "poetas marginais", que muitas das vezes mimeografavam suas obras e as vendiam em bares da noite do Rio de Janeiro. Me identifiquei com eles. Autodidata no teatro, nas letras e agora na poesia. E os marginais cariocas passavam por cima das regras, das rimas, usavam palavras do dia a dia, gírias, palavrões, enfim, era exatamente aquilo que eu buscava. Reuni meus escritos e mostrei a meus amigos que concordaram. Saiu "Navio dos Cabeludos", com capa de Rosenildo Franco. Depois veio uma fita cassete com o que chamei de "áudio poemas". Nunca ouvi nada parecido. Depois veio "O Rei do Congo", e daí em diante, todos com capas do Janjo, meu irmão. Houve outra fita cassete, "Óleo - porque faz a língua passear no céu da boca" e também "Surfando na Multidão, e "Incêndio nos Cabelos". E então vieram as crônicas, romances, textos de teatro, contos e enfim, "O tempo do cabelo crescer", uma antologia, tipo "the best of", que lancei há um ou dois anos. Ao longo do tempo, em relação à poesia, posso dizer que o interesse, que já não era tão grande, caiu vertiginosamente. Sou frequentador de livrarias e dificilmente os encontro. E me pergunto se alguém, hoje, compraria um livro com poemas. &lt;br /&gt;Sempre agi solitariamente. Não pertenço a grupos. Mesmo o Cuíra, grupo de teatro, nem chega a ser um grupo no que diz respeito a pessoas que estão sempre juntas, conversando e impedindo que outras entrem, emitindo conceitos sobre quem não faz. Na hora de lançar, alguns amigos ajudam, muito obrigado, mas me sinto só, na mesa, aguardando a chegada de alguém para comprar. Comprar? Poesia?&lt;br /&gt;Resolvi reunir os poemas que vinha acumulando. Eles não chegam a fazer um conjunto harmonioso. Antes, juntava palavras interessantes e escrevia em um método muito pessoal, difícil de explicar aqui. Mas juntos, não como antes, apenas juntados, digamos, de alguma maneira, eles se harmonizam no estilo que desenvolvi. A maioria foi feita para os guardanapos do Roxy Bar. Um purista pularia de raiva. Poemas em guardanapos sujos? E daí? Meu estilo, feito um Dom Quixote, tinha a idéia de fazer o poeta, a poesia voltar a ter a mesma popularidade de antes. O poeta como artista pop, o poema como a música pop, em comunicação direta com o público, com os jovens.&lt;br /&gt;O amigo Luiz Braga fez a foto. Meu irmão Janjo, a capa. Floriano Neto, a editoração eletrônica e João Carlos Santos, da Cartopack, imprimiu. Ainda não sei o que fazer. Se distribuo entre amigos ou se deixo alguns na Fox Vídeo para venda. Você compraria um livro com poemas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-9000015078898336375?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/9000015078898336375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=9000015078898336375' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/9000015078898336375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/9000015078898336375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/11/voce-compraria-um-livro-com-poemas.html' title='Você compraria um livro com poemas?'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-8924335828758726170</id><published>2011-11-03T11:49:00.001-07:00</published><updated>2011-11-03T11:50:03.454-07:00</updated><title type='text'>Poema do livro "Ávida Vida"</title><content type='html'>Brilho esmeralda &lt;br /&gt;Cometas diamantes &lt;br /&gt;Céu de brigadeiro &lt;br /&gt;Meu amor goza&lt;br /&gt;E faz do meu corpo um pandeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-8924335828758726170?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/8924335828758726170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=8924335828758726170' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8924335828758726170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8924335828758726170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/11/poema-do-livro-avida-vida.html' title='Poema do livro &quot;Ávida Vida&quot;'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3232526651187547329</id><published>2011-11-03T11:47:00.001-07:00</published><updated>2011-11-03T11:48:30.588-07:00</updated><title type='text'>Capa do livro de poemas "Ávida Vida"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-bLm2UdCioKM/TrLh8XglidI/AAAAAAAAALA/B8BtCIRSxGY/s1600/capa%2Blivro%2B%25C3%25A1vida%2Bvida%2Bcopy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bLm2UdCioKM/TrLh8XglidI/AAAAAAAAALA/B8BtCIRSxGY/s320/capa%2Blivro%2B%25C3%25A1vida%2Bvida%2Bcopy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670843308031969746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3232526651187547329?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3232526651187547329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3232526651187547329' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3232526651187547329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3232526651187547329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/11/capa-do-livro-de-poemas-avida-vida.html' title='Capa do livro de poemas &quot;Ávida Vida&quot;'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bLm2UdCioKM/TrLh8XglidI/AAAAAAAAALA/B8BtCIRSxGY/s72-c/capa%2Blivro%2B%25C3%25A1vida%2Bvida%2Bcopy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3569757207680864563</id><published>2011-10-31T08:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T08:14:28.571-07:00</updated><title type='text'>O que podemos chamar de harmonia perfeita</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/--xkmnU1FMwQ/Tq67PcQkLKI/AAAAAAAAAK0/PTVZ-4ryM1A/s1600/let%25C3%25ADcia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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Sei que é o pior dia e talvez o pior horário para dar um passeio. O local esteve lotado o dia inteiro. Não fosse um peso residual de energia deixado pelas pessoas, seria o lixo que deixam e principalmente, a galera que vai ficando até mais tarde. Há bêbados costumeiros, turmas que tocam violão já com a octanagem etílica nas alturas e os meninos darks, que se vestem de preto, casacos, e se reúnem para conversar, paquerar, fumar maconha e quem sabe o que mais. Em todos os grupos, é absolutamente liberado o homossexualismo, o que considero até um avanço. Nos dias de semana temos sempre pivetões aqui e ali e os casais homos à vontade. Mas a tarde estava bonita e fui.&lt;br /&gt;Encontro amigas com seus cachorros, crianças e ficamos conversando. Próximo, duas moças e um rapaz fumam maconha. O cheiro chega bem forte até nós, levado pelo vento. Resolvo dar um giro na Praça, para fazer Antonio (meu cachorro) caminhar alguma coisa. Vejo que em direção contrária à minha, vem uma patrulha da Guarda Municipal, três homens e uma mulher. Vai passar próximo ao grupo que fuma. Fará alguma coisa? Olho em volta. Há vários outros grupos à vontade, se me entendem. Tenho mixed emotions em relação à maconha. Não fumo. Já fumei. Não gostei. Nem senti efeito. Quanto aos outros, não sei o que os atrai. Mas acho que se liberam o alcool, deveriam liberar a maconha. Ou proibir tudo. Enfim, caso complicado. Dou a volta e agora encontro a patrulha, que circundou a estátua da República. &lt;br /&gt;Boa noite. Qual a atitude de vocês em relação à maconha. Um deles me responde, em um tom razoavelmente agressivo. Atuamos apenas na prevenção. Pergunto se pode definir melhor o que é a prevenção que fazem. O senhor é advogado, empresário, então deve saber o significado da palavra. Não, eu sou jornalista. Então melhor ainda, sabe o que quer dizer. Você não me entendeu. Sou um usuário da praça, pessoa comum, com meu cachorro, e pergunto ao funcionário público a respeito de um conceito que formulou ao responder uma pergunta simples. Se é um jornalista, devia nos ajudar. Publicar em alguma coluna, para ver se alguém faz alguma coisa. Onde o senhor está escrevendo agora. Não estou escrevendo. Peça para algum amigo. Mas espera aí, vocês estão respondendo à minha pergunta, com outras, de maneira até agressiva. Meu amigo, depois que soubemos da vereadora Vanessa Vasconcelos que paga sua empregada com dinheiro público, você acha que podemos fazer alguma coisa? Outro policial me diz que presta serviço no Ver o Peso e apenas hoje está trabalhando ali. Que conhece todos os maconheiros da Praça. Que não se resolve nada. Fazem flagrante, levam na Delegacia e logo depois estão soltos. Dá em "taturagem" me diz a moça. Pergunto o que quer dizer "taturagem". De maneira agressiva ela pergunta se nunca ouvi falar nisso. Não. Taturagem é quando não dá em nada.&lt;br /&gt;Me pergunto o que pode ser feito. Aqueles profissionais de segurança pública, embora destinados ao patrimônio público, estão em posição absolutamente frágil. Estressados, não estão ali para fazer segurança de nada, a não ser meramente por desfilar daqui pra lá, de lá pra cá. Estão ali para dar seu horário e receber salário ao final do mês. São atores naquele cenário. Maus atores. &lt;br /&gt;Chega um rapaz de bicicleta. Com voz firme, avisa que precisa de ajuda. Uma pessoa que há algum tempo atrás o assaltou e agrediu - mostra a marca de pontos na cabeça - agora está ali na Praça provocando-o. O guarda agressivo pergunta se ele fez um BO. Não. Fui para o hospital pegar pontos. Talvez mexido com nossa conversa anterior, ele chama os colegas para ir até onde o rapaz apontou. Também percebo que com isso, livram-se da conversa desagradável. Resolvo ir junto. &lt;br /&gt;No caminho, o guarda que dá serviço no Ver o Peso vai dizendo o quanto ganha, que tem família e da última vez que prenderam um traficante, ele tentou suborná-los o que não aceitaram. No entanto, alguém levou à delegacia R$2.600,00 reais e o soltou. Assim que saiu, passou a ameaçá-los. O Delegado Éder Mauro colocou aquele traficante Dote na cadeia e no dia seguinte um juiz mandou soltar. Diz-me também que na Delegacia do Comércio, quase não tem ninguém preso. São roubos leves, gente que rouba para matar a fome. Gente que mora na rua. &lt;br /&gt;Como fazer? Ali ao lado do Cuíra, temos uma galera que mora na rua. Nós os chamamos de "nossos imãs de geladeira". Penso que uma oferta de casa, comida e trabalho não os conquistará. Preferem, em seu pequeno pensamento, ficar na rua, onde não têm chefe, obrigação apenas de conseguir comida para almoço e talvez jantar. Passam ali o dia arengando, brincando, brigando, fazendo pequenos furtos, traficando. No centro da cidade. Há uma moça, Érica. Branquinha, chegou magrinha, novinha e caiu na prostituição. Viciou-se em crack. Está morrendo aos poucos. De dia, quase sem cabelo, corpo cheio de espinhas, boca vazia de dentes, pede esmolas, humildemente. À noite, após fumar, vira uma leoa, agressiva. E ninguém faz nada. Todos fazem de conta. Falo das autoridades competentes. Temos o dever de cobrar. Pagamos impostos altíssimos. E agora nos pedem que façamos algo pelo social. Até nas leis culturais, o artista inventa mil coisas para satisfazer o pedido de ter atitudes sociais. O artista quer apenas ser artista e mudar o mundo com sua arte. Social, ora bolas.&lt;br /&gt;Acompanho de longe a ação dos guardas municipais. Eles vão até o grupo. Todos de pé. São revistados. Acusado e acusador falam. Pedem para que o acusador dê o fora. Ele vai. Agora, levam o acusado até o posto, na esquina da Assis de Vasconcelos com a Osvaldo Cruz. O que acontecerá? Nada. Uma gota de nada no oceano caos em que vivemos.&lt;br /&gt;PS. Minha namorada me levou para passear na beira mar de Duciomar Costa. Nós, que vivemos cercados por este "muro de Berlém", se me permitem, somos tomados pelo rio, pela baía do Guajará. Um impacto. Não vai dar em nada. Do nada pra lugar nenhum, como canta Nilson Chaves. Enterraram milhões ali. Ou enterraram em algum bolso.. Até quando continuaremos agindo contra nós mesmos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7537648443364129453?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7537648443364129453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7537648443364129453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7537648443364129453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7537648443364129453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/10/caos.html' title='Caos'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3291778261374140909</id><published>2011-10-28T18:16:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T18:20:18.139-07:00</updated><title type='text'>O novo SUS</title><content type='html'>O médico pediu umas chapas da coluna. Pedi autorização. Tudo bem rápido. Acordei mais cedo, cheguei na Clínica Lobo, de meus amigos Arnaldo, Otávio e Tuca. A atendente recebe os pedidos. Diz algo relativo a dia 16. Como disse? Seu exame está marcado para o dia 16 de novembro. Novembro? Sim, senhor. Qual a razão? A Unimed estipula uma cota de exames para a Clínica e essa cota já foi ultrapassada há muito. Imagine se eu estivesse com dores, alguma suspeita grave, enfim, sem tempo, com urgência. Esperar até o dia 16? A Unimed virou o SUS da classe média. Uma vergonha. Poderia ter ido a outras clínicas menos concorridas, quem sabe. Mas onde achar esse tempo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3291778261374140909?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3291778261374140909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3291778261374140909' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3291778261374140909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3291778261374140909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/10/o-novo-sus.html' title='O novo SUS'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-4133842330052504224</id><published>2011-10-25T12:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-25T12:07:22.134-07:00</updated><title type='text'>Fala garoto</title><content type='html'>Fale garoto. Anda sumido, hein? Preciso de ti. Lembra o Skazi, o dj israelense? Claro que lembra, né? Ele vem aí pra tocar. Estás nessa? Sei. Pois é, andas sumido, mesmo. Escuta, rola de vir aqui na rádio na sexta, fim de tarde? O Skazi vem dar entrevista. Meu inglês é capenga. Dá uma força? Te espero. &lt;br /&gt;Como dizer não pro cara? Como dizer que havia saltado do barco há algum tempo. Que havia casado. Trabalho novo. Volta por cima. Vai ver é a mesma galera que trouxe novamente. Não, o tempo passou. Agora tem gente nova aí. &lt;br /&gt;Clara, vou falar no rádio amanhã. Me ligaram. Um amigo das antigas. Jovem Pan. O Skazi, um dj que faz sucesso no mundo inteiro vem tocar aqui em Belém. Vai dar entrevista. Querem que eu traduza. Sabe como é. Fim da tarde. Tranquilo. Venho jantar. Quem? Na casa do teu pai? Tranquilo.&lt;br /&gt;You, man! Aquilo foi um abre-te Sésamo. Cheguei mais cedo. Clima de frisson. Muita garotada na portaria. Som de música dançante no ar. Meninas lindas vão e vêm. O Amadeu agradeceu. Mandou servir café e tal. Será que ele vai lembrar de mim? You, man! Ele disse e veio me abraçar. Chamou pelo nome, Leonardo, ou melhor, Leo. Atrás dele vieram Nel, Cláudio e Beto. Eles se entreolham. Beto vem falar e dar um abraço. Somente então vem Cláudio. Nel dá um aceno, sei lá. A entrevista corre bem rápido. No começo, titubeio. Na segunda pergunta já engreno. Entendi até a metáfora. Saímos do estúdio. Skazi me convida para o show. You’re my guest, Leo. Estou casado. Traz tua mulher. Enquanto esperamos a minha hora, botamos o papo em dia. Beto me entrega dois ingressos. É no Parque de Exposições, depois tem um after no Lago Verde, na casa da Tininha, tu lembras onde é? Sim. A gente se vê por lá.&lt;br /&gt;O mais legal de tudo foi ele ter lembrado de mim. Do meu nome. Skazi é muito bacana. A gente se dá bem. O cara corre o mundo e lembra de mim. Quer dar um rolé no show? Depois lá da casa do teu pai. A gente entra, dá um abraço, dá o pivô e vaza. &lt;br /&gt;Clara e eu no Parque de Exposições. A fauna por todo lado. Gatinhas cheias de luzes, algumas fake, outras dopadas. Todos com garrafas de água, porque rola muita sede, outros para compor o visual. Vamos pro cercadinho vip. Meia luz, mas vejo a galera. Parece que foi ontem. Para eles, penso que é a mesma coisa. E eu estou a léguas. Lá vem o Skazi. Perfeito. Fera. Antes da final, chamo Clara. Vamos. Mas já? Antes que saia todo mundo. Quem fica pra última prova é repetente. Já estamos quase no carro. O show terminou. Leo, o Skazi mandou te convidar pro after. Insistiu. Tu sabes, no Lago Verde. Ah, Leo, nunca fui lá. Vamos? É, mas olha a hora. A gente não ia no teu pai? Só um pouquinho, pra ver se ele vem falar contigo. Ta bom. &lt;br /&gt;Lago Verde é um condomínio fechado e caro. Mansões, vigilância top, pois é cercado por conjuntos habitacionais baratos. O pai da Tininha é alguma coisa lá na Vale. A mãe se mandou. A Tininha manda. O pai nunca está. O terreno da casa é enorme. Pega quase todo um lado do lago, açude, no condomínio. Entramos e saímos, tá? Fazemos ato de presença. Também acho que não conheço mais ninguém. Já saí dessa. Agora tenho outra vida. A nossa vida. &lt;br /&gt;O Beto vem logo falar. Passa uma champagne. Duas. Não, só uma. O Nel está trazendo o Skazi na van. Vamos dar uma volta. Conhece quase todos. Há meninas novas. A turma pula e sua na improvisada pista de dança. Vem o Cláudio e pergunta se não animo de tocar um pouco. Nem pensar. Estou por fora. Clara pergunta onde é o banheiro. Apontamos. Ela volta. Está cheio de gente lá dentro. Vem a Tininha, com Sue a tiracolo. Clara não sabe de Sue, mas quando Sue me olha, compreende tudo. Tininha leva Clara ao banheiro do seu quarto. Sue me pergunta se estou bem. Sim. Beto vê um conhecido e vai. Olha. E então. Falamos ao mesmo tempo. Essa é a tua esposa. E tu? É. Clara. Com o Nani, tem um tempo. Nani, menino rico, carro esportivo, traficante da alta. Mas não digo nada. Apenas penso. Olha, sem frescura, se tu quiseres uma cheirada, tenho aqui. Mas não sei se. Não. Vim aqui só pelo Skazi. Cadê ele? Tininha volta com Clara. Passa um garçom e pego uma vodka. Cláudio vem e me estende whisky. Não, tenho vodka. Eu tomo, diz Clara. Skazi chegou. Nel com ele. Nos abraçamos. Apresento Clara. Temos uma meia hora. Ele conta de suas andanças. What about you? Saltei do bonde. Pressão em casa. Cadê trabalho? Formado em Arquitetura mas não era a minha. Meu sogro tem uma grande importadora e agora gerencio uma das lojas. Quer dizer, tem o cara que faz tudo e eu apenas fico por lá. É super cafona, produtos da China, já viu, maior exploração, mas tem a Clara. Se a vida é melhor? Não, cara, bom mesmo é quando ainda é adolescente, a vida é farra, dormir tarde, rir muito. Trabalho todos os dias Trabalho chato. É isso o que eu quero pra mim? E o que posso querer? Não tenho queda pra nada. Talvez a brilhosa tenha queimado muitos dos meus neurônios, man. A galera vem buscar o dj. Fazer as honras, circular, falar com a galera. Skazi, it’s showtime! Você já quer ir embora? Clara tem olhar diferente e agora balança dançando. Ela diz que colocaram algo na bebida. Deixa pra lá. Vamos dançar. Dançamos. A vontade vem coçando forte. Quem sabe uma noite apenas, uma cheirada. Assim não vale. Clara está colocada. Sue me olha. Faço sinal. Deixo Clara dançando. Nem me vê. Sue estende. Aspiro rápido e forte. A cocaína entra feito um raio afetando meus olhos, dando um choque cerebral. Vejo duplo. Ok, agora está bem. Sue beija minha boca. Forte. De língua. Sinto o corpo que conheço me abraçando. Seus seios em meu peito. Desacelero. Afasto. Obrigado. Chego na pista e agora estou no mesmo pique. Mas logo precisarei de outra cheirada. Duas, três. Skazi foi para o hotel. Sentamos em roda. Como nos velhos tempos. Nel e Cláudio, Beto e uma moça, bem bonita, de saia e sem calcinha, que havia jogado para o ar em um momento de euforia, Sue e Nani, ela me encarando, ele cagando pra isso, Tininha e Bob, eu e Clara. E então vem uma louraça, coxas grossas, seios bombados e se joga no divã. Beto me bate que é Keyla, recém separada de um cirurgião plástico e que pirou, decidindo se vingar através do cartão de crédito do otário. Nas festas, quando o ex casal se encontrava, cada um com outro parceiro, tudo podia acontecer. A moça do Beto não está bem. Mandaram fazer café forte. Nada. Beto sai para levar ao Pronto Socorro. Sobre a mesa de centro, várias carreiras. Mas agora já passei do ponto e Clara tem sono. Chegamos em casa. Arranhei o carro na garagem. Clara dorme. Eu assisto o amanhecer. E ainda tenho de trabalhar. No Lago Verde, a rave continuou.&lt;br /&gt;Não durmo. Vejo o dia chegar. Tomo um banho, vou para a Importadora. Circulo. Bom dia. Estou acelerado. Pego o carro. Saiu esgoelando o motor. Entro no Lago Verde. O after continua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-4133842330052504224?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/4133842330052504224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=4133842330052504224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4133842330052504224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4133842330052504224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/10/fala-garoto.html' title='Fala garoto'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-4735901900235679035</id><published>2011-10-16T19:39:00.000-07:00</published><updated>2011-10-16T20:09:21.185-07:00</updated><title type='text'>Ao Mestre, com carinho</title><content type='html'>Foi lendo um post de Yúdice Andrade sobre o Dia do Professor e a falta de manifestações mais efusivas que pensei sobre alguns professores que tiveram participação fundamental na construção do meu caráter, na minha educação, maneira de ver o mundo, ética, enfim, tudo. "Passei uma chuva" no Colégio São Paulo, tipo Maternal e segui para fazer o Primário no Suiço Brasileiro. Lá, apesar de ter grandes professoras, lembro principalmente de uma, Mercês, pequena, meia idade, na época, seria, talvez, 35 anos, cabelos crespos, boca pintada de batom. Era autoritária e dura. Eu a temia. E estudava. Naquela infância topei com outra grande figura humana, uma adolescente, filha do Consul da Inglaterra, Mr. Bolivar Kup, com quem iniciei meu aprendizado de Inglês. Talvez a maioria levasse como uma distração dela, mas não. Linda, doce, carinhosa, cabelos negros, branquinha, nariz arrebitado, trabalhou em mim  o aprendizado ligado à fantasia, que já trazia de casa. Histórias, músicas que sei até hoje, desenhos para colorir. E no entanto, eu a fiz corar de vergonha. Era uma recepção do consulado. Ela vê o pai e o chama para demonstrar meus progressos. Ele pergunta, simpático, "How are you?" e eu, como era de se esperar de uma criança, olho para ela e aviso "ainda não dei isso". No entanto, na primeira vez em que cheguei a New York, já adulto, me enchi de orgulho ao conversar fluentemente com o motorista de taxi. Nunca mais vi Beatriz Kup. Gostaria muito de revê-la. Adiante, no Colégio Nazaré, encontrei Edson Berbary que em um trabalho de pesquisa, indicou-me "Menino de Engenho" de José Lins do Rêgo. Ao invés de comprar, tomei emprestado um exemplar na biblioteca de meu avô, devidamente autografado. E nunca mais parei de ler. Não posso me esquecer do Padre Tocantins. Ele surgiu como professor de História. Até hoje não sei se era um grande gozador, mas suas aulas eram um espetáculo onde nós, alunos, caprichávamos na anarquia e ele, imperturbável, distribuía zeros. Chegava ao requinte de mandar para fora de sala um aluno para, em seguida, anunciar uma arguição, com uma pergunta tipo "Quem descobriu o Brasil". E escolhia para responder, exatamente, aquele que havia mandado para fora. Ainda olhava em volta, como que procurando o aluno. E anunciava o zero, para desespero do anarquista, do lado de fora, gritando "estou aqui!". Ou o Professor Camarão, de Português, grande boêmio, que em determinados dias, tamanha era sua ressaca, mandava filas inteiras irem embora, até a sala ficar vazia. E o Irmão Afonso, figura tão bela, magnífico ser humano, que às vezes corria atrás de nós com um compasso imenso, de madeira, com o qual dava aulas de Desenho. E aí veio o Vestibular e eu não sabia o que queria ser. Queria mais era viver feliz, adiando, talvez, a maturidade que batia à porta. E havia o professor Moura, de Matemática, tão orgulhoso resolvendo problemas que duravam uns três quadros negros, até que meu colega Nassar, tão tímido quanto inteligente o chama e mostra um erro. E ele demora alguns segundos, teima, teima, até, silenciosamente, apagar dois quadros e retornar ao ponto em que havia errado. Havia Manoel Leite, também em Matemática, orgulhoso e nos fazendo amar sua matéria. Nogueira, de Química, grande figura, que partiu tão cedo. Passei em Engenharia Civil e ainda demorei alguns anos para criar coragem e romper com tudo. Em novo Vestibular, passei para Jornalismo, na Ufpa, onde me formei. Alguns anos depois, fui Professor Substituto de Jornalismo 1, 2 e 3, creio, mais Publicidade em Rádio. Pude perceber a riqueza da profissão. O amor por dividir o conhecimento. De ensinar. De revelar o desconhecido. Mostrar o caminho. Perceber, também, o enfrentamento diário, você ali, diante dos alunos, tendo apenas seu conhecimento e um quadro negro. Imagino isso hoje, com os alunos tendo à disposição os gadjets eletrônicos. Pude ver que um professor, ao olhar seus alunos, percebe logo quem quer e quem não quer estudar. E me decepcionei em uma aula de jingle publicitário.  Inflamado, escrevo algo no quadro e quando me viro, noto que estou mais entusiasmado que a turma. Isso me fez desistir. Mas eu já tinha muitas outras coisas a fazer. E fiz. E faço. Mas sei que o Magistério é a profissão mais nobre que existe. Aquela que revela. Que dá a conhecer. Que abre a janela do conhecimento. Aquela que merece os mais altos salários para que possa ter a vida digna de sua responsabilidade. Que possa ler, ver, ouvir, assistir e assim, ensinar mais e melhor. Que possa viver, rir, se distrair porque sem leveza também não se vai longe. E que possa amar e ser amado. E aqui me lembro novamente de minha professorinha de inglês, Beatriz Kup. Como eu gostaria de revê-la! E antes que me esqueça, meus parabéns, Yúdice. Que sorte têm seus alunos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-4735901900235679035?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/4735901900235679035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=4735901900235679035' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4735901900235679035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4735901900235679035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/10/ao-mestre-com-carinho.html' title='Ao Mestre, com carinho'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-181782435700961563</id><published>2011-10-11T11:41:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T13:15:48.987-07:00</updated><title type='text'>Uma lagrima por Steve Jobs</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-n1RHkXwuMCY/TpSj6jzIC7I/AAAAAAAAAKQ/zdejL2VSAOU/s1600/Apple-Logotriste.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-n1RHkXwuMCY/TpSj6jzIC7I/AAAAAAAAAKQ/zdejL2VSAOU/s320/Apple-Logotriste.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662330857948974002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-181782435700961563?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/181782435700961563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=181782435700961563' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/181782435700961563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/181782435700961563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/10/uma-lagrima-por-steve-jobs.html' title='Uma lagrima por Steve Jobs'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-n1RHkXwuMCY/TpSj6jzIC7I/AAAAAAAAAKQ/zdejL2VSAOU/s72-c/Apple-Logotriste.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2814829181345624304</id><published>2011-10-03T12:17:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T12:59:07.921-07:00</updated><title type='text'>Na Fronteira</title><content type='html'>No final dos anos 60, eles todos eram adolescentes, entre 14 e 16 anos de idade. Passavam o dia no colégio e aos finais de semana, encontravam para os primeiros flertes, com as meninas, em clubes da cidade. Reuniam-se antes na cada de um. Comentavam entre si as possibilidades, as pretensões. Claro, nem todos já tinham aquele olhar "matador" dos gaviões que pensavam em ser. Saíam com hora marcada para voltar e alguns trocados para o refrigerante. Lá fora, faziam coleta e uma vez no clube, dividiam garrafa de rum misturado com Coca Cola, a Cuba Libre, para dar mais coragem. Ficavam ao redor do bar, desfilando de copo na mão, fazendo pose, investigando quem chegava ou saía. E elas, reunidas, fofocando, ou emburradas ao lado dos pais, aguardando um convite. Quer dançar? Meu Deus, para alguns era tão fácil que mal começava a música estavam rodando o salão, trocando de par, levando essa ou aquela para uma conversa. E ele continuava ali, ensaiando o convite, por horas, ate criar coragem, testar a voz de locutor. E vem a dança, ele sente o perfume da garota, que vai chegando mais próximo até colar o rosto, sentir a protuberância discreta dos seios, My God, o que fazer agora? Ache palavras, frases, ou quem sabe, pergunte se ela não quer ir ali adiante conversar um pouquinho. Muito ousado, muito saído, hein? Então fazer o quê? Aguardar as músicas passarem até ela, aborrecida, dizer-se cansada e voltar para a mesa e você passar mais uma semana desesperado, ensaiando frases? E então tocam a última música e eles todos vão saindo porque hoje é domingo e amanhã tem aula. Muitos saíram antes, mais ajuizados. E na rua, antes da despedida, vem um e convida "vamos dar uma volta na Condor", e todos sentem, sem demonstrar, o frio na espinha. Com rapidez, respondem que não têm dinheiro para o taxi, para pagar a mulher, mas o amigo logo diz que tem uma sobra e dá para os quatro irem de taxi. Claro, todos respondem. &lt;br /&gt;A Condor era ou é um pedaço do Guamá onde chegou a funcionar uma estação de recepção de passageiros que chegavam no hidroavião. Naquele tempo, ao redor da Praça Princesa Isabel, funcionavam boates populares onde prostitutas atendiam até na rua. A iniciação sexual dos rapazes era, quase sempre, com prostitutas, quase sempre entre 14 e 16 anos. Quase sempre. E ali, todos eram virgens. Aceitar o convite para ir à Condor era um desafio que os deixava ao mesmo tempo com os cabelos em pé e outros órgãos também. O amigo que convidou foi sentado no banco da frente. O motorista pergunta o endereço e ele diz: Condor! Todos nos entreolhamos. O motora abre um sorriso. Assim é que é bom. Tem que começar na sacanagem desde cedo. O amigo concorda e ele passa a contar suas próprias aventuras, deliciado. Não damos uma palavra. Só o amigo da frente. Há uma tensão crescente no banco de trás. Súbito, passamos de decorar frases para garotas tão virgens quanto nós para um encontro com as prostitutas. A fronteira entre a criança e o adulto em questão de minutos. Você revê todos os seus gestos, pensa no que dizer, lembra de fotos, filmes, causos, sonhos, masturbação e pergunta a si mesmo se está preparado para aquilo. A primeira resposta é NÃO. Naquele instante preferíamos, estranhamente, ser crianças inocentes, mas não podemos externar para não passar vergonha diante dos outros. Nem sequer nos consultamos. O silêncio pesa toneladas no banco de trás enquanto o motora prossegue e seu relato e ri com sua própria história. Chegamos. À nossa frente, a Praça Princesa Isabel, redonda, cercada por homens e mulheres que conversam, bebem, namoram, combinam e entram nas boates ou desaparecem por aqui e por ali. Frio no estomago. Onde eu páro? Dê a volta na Praça! Ah, já sei, querem dar uma olhada nas mulheres logo aqui do carro. Eu acho bom, acho muito bom. Tem que olhar antes a mercadoria, não é? Vocês, moleques.. Damos a volta. E agora? Paro aqui? Não. Pode voltar para o lugar onde nos apanhou! O motorista olha, incrédulo para o amigo que está na frente. Olha para nós, atrás. Dá de ombros, retoma o volante e retorna. Em silêncio, ele. Em silêncio, nós. Descemos, nos despedimos e voltamos a falar do assunto apenas no dia seguinte, no colégio. Bem, o assunto foi resolvido pouco tempo, para todos mas naquela noite, quase cruzávamos a fronteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2814829181345624304?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2814829181345624304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2814829181345624304' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2814829181345624304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2814829181345624304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/10/na-fronteira.html' title='Na Fronteira'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-4348092586434644028</id><published>2011-09-29T13:02:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T13:29:08.595-07:00</updated><title type='text'>Uma visita ao "Edgar Proença"</title><content type='html'>Não concordo com a Fifa. Não concordo com a CBF. Não concordo com essa Copa Roca, nesse instante. Não concordo com Mano Menezes e sua seleção cheia de negócios. Não concordo com a seleção de Mano Menezes que sequer tem esquema tático. Não concordo com o beija mão a Ricardo Teixeira (argh!). Não concordo com o futebol local. Me emocionei com o público entoando o hino nacional. Eu estava lá, cantando. Não concordo com nada do que está aí, mas resolvi atender ao convite da Vivo para assistir a partida entre Brasil e Argentina, ainda que ambos sem equipe titular. Há muito não ia a um estádio. Comecei muito cedo, sentado, quietinho, ao lado de meu pai, irradiando, e Grimoaldo Gonçalves, comentando. Adiante, o velho passou a comentarista e ao seu lado, desde Jair Gouveia, Cláudio Guimarães, Zaire Filho, Edgar Augusto, Abias Almeida e alguns outros que agora esqueço. Ali, aprendi a ler o jogo, entender o que se passava. E tudo isso sem esboçar qualquer emoção, para não prejudicar a narração. Com meus amigos, fui algumas vezes às arquibancadas. Muito pouco. Já adulto, passei a ir apenas nos clássicos. Adiante, por diversos motivos, comecei a escrever sobre futebol em A Província do Pará. Logo depois, fui chamado para comentar jogos para a equipe da Mais Tv, primeiro com Edson Matoso, depois com Paulo Cecim, de saudosa memória. Quando isso acabou, deixei de ir aos estádios, vendo somente na televisão. Nos dias de hoje, desde campeonato russo, inglês, francês, holandês, alemão, português, espanhol e até argentino, além do brasileiro. Com as tecnologias, acostumei com o replay, com outros ângulos, com o som ambiente, com tira teima. Por isso, ao ficar confortavelmente instalado nas cadeiras do Mangueirão, senti falta, senti distância. Não ouvia o som ambiente, talvez porque havia apenas uma torcida. Às vezes a jogada ficava distante demais. Quem é? Quem entrou? Não tem replay da jogada? E nos momentos de perigo, aquela multidão de pé, gritando. Parem de gritar! Futebol é para ser desfrutado, analisado, percebido, entendido. Torcedor de tv ou de cabine, é o que sou. Por outro lado, que lindo o estádio iluminado, lotado, cantando. Os jornalistas queixaram-se do gramado. De onde eu estava, não percebi tanto, fora alguns buracos. Não era para isso. Não havia jogos por lá. Enfim. Mas com o foco totalmente ampliado, diferente da tv, disse a meu irmão, quando Lucas recebeu o passe, que seria gol. Além de conhecer suas características, a ampla visão deixava claro que ele não sofreria nenhum assédio até o chute definitivo. Também é interessante ouvir o comentário das pessoas, a maioria cheia de absurdos, mas que fazem pensar. A ida ao Estádio demorou uma hora e meia. Para voltar, rompendo a confusão local, o caminho estava tranquilo. Claro, há uma emoção fortíssima no estádio, no testemunho do que acontece, mas confesso que minha chaise, minha tv digital com suas ofertas me atraem muito mais. Ou ainda há muito a fazer. Meu filho passa uma temporada em Londres onde já compareceu a dois jogos do seu Arsenal. Comenta as facilidades, o conforto e a ampla visão de qualquer lugar. Conta também que qualquer coisa é vendida e tem o símbolo do clube, que fatura. E não é assim? Uma iniciativa particular, com milhares de gastos. Pois no "Edgar Proença", em certo momento, o locutor anuncia que houve um total de 15 mil pessoas não pagantes. Oi? Como disse? Isso mesmo. Um escândalo sem tamanho. Como pode uma iniciativa particular sobreviver com 15 mil não pagantes? É essa a capacidade do Baenão, da Curuzu, sei lá. Não dá para entender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-4348092586434644028?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/4348092586434644028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=4348092586434644028' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4348092586434644028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4348092586434644028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/09/uma-visita-ao-edgar-proenca.html' title='Uma visita ao &quot;Edgar Proença&quot;'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2663246595732169508</id><published>2011-09-27T13:06:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T13:43:09.873-07:00</updated><title type='text'>Meu Experiência</title><content type='html'>É muito bom, em meio ao deserto de idéias que vivemos, poder festejar o Grupo Experiência por sua carreira nos palcos paraenses e sobretudo por sua permanência, a despeito de tantas dificuldades. É claro que com tantos eventos, tantos espetáculos e figuras, muito tenha ficado de fora não sendo, por isso, menos importante. Como aqui é meu blog, posso escrever sobre "Meu Experiência", afinal, foi o grupo, foi Geraldo Salles a permitir que eu estreasse com um texto teatral., "Foi Boto Sinhá". Com 16 anos, eu e meus irmãos ouvíamos, líamos a respeito das ópera rock "Jesus Christ Superstar" ou "Hair". E também David Bowie, Alice Cooper e outros. O rock andrógino. Mas o que era mesmo ser andrógino era algo vago, embora moderno, ligado a tudo de novo na cena. Why not escrever uma ópera rock?  Assim, veio a idéia do "Boto andrógino", que comecei a escrever, para musicar com meu irmão Janjo, ambos adolescentes efervescentes. Tanto que Janjo decidiu ser pintor e eu segui escrevendo. Como veio o contato com Geraldo, não sei. O que lembro é de estar em minha casa, na companhia do poeta José Maria Villar Ferreira, mexendo, colocando poesia, estrutura, no que se chamou "Foi Boto Sinhá", onde contávamos a famosa lenda até o momento em que, em vez do Bôto pegar uma caboca, pegava o caboco! E quebrávamos a estrutura regional e caíamos em algo de cabaré, em um deboche do macho amazônico, terminando em grande festa. As músicas, uma escrevi a letra, mas não lembro se a música foi de Waldemar Henrique ou Roberto Reis. As outras, faixa título do grande maestro e alguns carimbós tradicionais, já tocados pelo grupo de Mestre Venâncio. Estréia no Teatro da Paz, lotado! Nunca esqueci do começo. Black out e os tambores do carimbó fazendo meu coração dar saltos. Houve várias outras montagens, em todas havendo mudanças no texto, na maneira de encarar a questão do gay na sociedade. Seu ápice foi em um Mambembão onde o Grupo fez Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, colhendo aplausos, bis, matérias entusiásticas. Lembro de SP. Estréia em uma quarta feira de cinzas. Estamos chegando ao Teatro Anchieta, do Sesc, umas cinco da tarde. Havia uma fila. Deve ser para o cinema. Não. Era para um espetáculo extra do Boto. E ao final, pedidos de bis para a última cena. Fizemos o Bôto em Barcarena e Abaetetuba. Nesta, em um ginásio de esportes, duas, três mil pessoas em profundo silêncio, com medo do boto.. O que veio depois? Talvez tenha sido "Angelim, o outro lado da Cabanagem". Eram 150 anos do movimento.  Cacá Carvalho havia passado por aqui com seu "Macunaíma", de Antunes Filho. Muita gente no palco. Rui Barata me aconselhava. Escrevi. Meu amigo Rohan Lima decidiu fazer. Não era Experiência, mas lá estavam Paulo Fonseca, Rui Cabocão, Cleodom Gondim, Edgar Castro, tantos outros, mais Sonhão, então, apenas manequim, Henrique da Paz, emprestado do Gruta, mais Teka Sallé e suas bailarinas, Ronald, o saudoso bailarino e até Fafá de Belém que gravou, gratuitamente a música tema, de Antonio Carlos Maranhão. Foi a primeira peça patrocinada. Banco do Pará. Se estou certo, deu CR$80 mil. Pior, ao final de três meses em cartaz no Teatro da Paz, devolvemos a quantia, integralmente. Era assim. O que veio então? Uma comemoração pelos 20 anos do grupo? Sei lá. Decidiram encenar duas peças, com elencos diferentes, turma mais velha, turma mais jovem. A mais velha fez "Quem te fez saber que estavas nu", de Nelson Rodrigues, direção de Mercês, com Geraldo Salles, Natal Silva, Paulão e Beth Dopazzo em cena. Fiz a música. Pela primeira vez, a melodia. Até hoje acho bonita. A turma mais nova se deu melhor. Pegaram o texto de um jovem autor paulista e fizeram "A terra é azul". Fiz toda a trilha. Ganhei prêmios. Eu, Carlos Reimão e a gaita do Edgar Augusto, tocando em estúdio. Viajaram. Estiveram com Antunes e Gerald Thomas. Houve também "Dom Chicote", infantil, onde fiz a trilha, novamente. E aí fizeram "Quem te fez saber que estavas nu". Não lembro a autoria. Fiz novamente a trilha sonora. E então voltei de uma viagem disposto a escrever comédias tipo as que faziam no Rio de Janeiro e chamaram de "besteirol". Escrevi "A Menina do Rio Guamá" e foi mais um super sucesso. Teatro da Paz e Schivazappa lotados. Sessões extras. Festival do Experiência. Um espetáculo por dia. Era muito legal. Mas o tempo passou. Alguns saíram. Outros voltaram. Alguns foram e não voltaram mais. Me vi começando a trabalhar com o Grupo Cuíra. Veio Cacá Carvalho, mais próximo. Qual a razão de um texto? O que eu quero dizer com isso? Ficou o amor e a admiração por Geraldo Salles e a turma toda. Amizades eternas que se renovam a cada encontro, mesmo que esporádico. O "Meu Experiência" foi especial, emocionante, revelador e formador, sobretudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2663246595732169508?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2663246595732169508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2663246595732169508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2663246595732169508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2663246595732169508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/09/meu-experiencia.html' title='Meu Experiência'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-8990676153090758250</id><published>2011-09-22T07:01:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T07:02:38.803-07:00</updated><title type='text'>Eu já morri</title><content type='html'>Era para ser um dia normal, de aula. Mas Janalice percebeu algo diferente ao entrar. Não que sua passagem no pátio do colégio não provocasse, sempre, algum frisson, por conta da altura de sua saia. Mas era mais do que isso. Dentro da sala, cochichos e risos. Então a professora se irrita e alguém se levanta. Entrega um celular. A professora põe a mão na boca. Sai. O que é que tem no celular? Então Jacilene assiste a uma demorada cena de felação que ela protagoniza, junto a seu namorado Fenque, com direito a closes de sua genitália, a pedido. Chocada, não sabe o que dizer. A professora retorna. A diretora vem junto. Pede que ela saia. Que volte para casa. Que somente retorne com seus pais. E atravessando o pátio, agora ouve claramente o deboche de todos. &lt;br /&gt;Jacilene tem 14 anos.&lt;br /&gt;Em casa a mãe chora. Grita. Estapeia. Rasga suas roupas. Entra o pai, com a farda de cobrador de ônibus. Tira o cinto. Espanca. Expulsa de casa. Ela sai chorando pela rua. Em uma esquina, Fenque está com os amigos. Ela chega e pede ajuda. Ele a trata mal. Ri de sua cara. Os amigos também. Ela cobra. Ele dá um tapa. Sai fora. &lt;br /&gt;Jacilene vai andando, pela noite, na cidade, até o porto. Pede esmola. Consegue o dinheiro da passagem. Está no barco. Belém ao fundo. Desembarca e vai à pé até a casa de uma tia, que vivia no centro, com um namorado, e era sua madrinha, embora estivesse brigada com a mãe, por suas posições. Jacilene espera a manhã chegar para subir. Conta seu drama. A tia precisa perguntar ao namorado, dono do apartamento. Tudo bem, pode ficar, depois a gente conversa. A tia vai trabalhar. Jacilene vai dormir. O namorado fica por ali, assistindo tv. De tarde, Jacilene toma banho. Penteia-se em frente ao espelho. O namorado da tia entra. É a conta que precisa pagar para morar ali. Não pode denunciar nada. Fazem sexo. A tia chega no início da noite. Nada é dito.&lt;br /&gt;Agora, Jacilene passa os dias zanzando no centro, com medo de voltar para o apartamento e enfrentar o namorado da tia. Encontra uma putinha, Dionete, próximo a uma farmácia popular. Conversam. Se identificam. Brincam. Acham graça. Passa um cliente. Ela vai. Jacilene fica interessada. Está feliz. Arranjou uma amiga. No dia seguinte vai ao quarto da amiga, em uma pensão. Juntas, fazem confissões. Jacilene experimenta roupas. No outro dia, aparece um pivete, namorado da amiga de Jacilene. Conversam. Quer fumar? Ele presenteia a namorada com um cordão. Sentam em um bar. Outro dia, estão no quarto da amiga. Quer fumar um crack? Fazem sexo a três. Chega tarde. Leva bronca. Outro dia, estão juntas. Chega o cafetão. Expulsa o pivete a pontapés. Dá safanões na amiga. Olha com interesse para Jacilene. Ela volta para casa. Considera. Outro dia, com a amiga. Chega o cafetão. Vamos ali numa casa? Que casa? De quem? Um amigo. Vão. Ela entra e é agarrada. Grita, mas ninguém vai ouvir. O cafetão e a amiga pegam um dinheiro e se mandam. Entra em um quarto onde há mais quatro. Dois dias. No terceiro, tomam leite. Sentem sono. Mas cambaleiam em direção a uma Kombi de vidros peliculados. Circulam. Param. Jacilene está tonta mas vê que estão próximos de um colégio. Empurram para dentro uma menina. Assustada. Tremendo. Não consegue gritar. Alguém abafa. Escuro.&lt;br /&gt;Agora estão em uma casa, com quintal, fora da cidade. Jacilene sente o ar, o cheiro de mato. Um sítio? Uma tiazinha negra, alta, fica tomando conta, levando no banheiro e tal. Ela pede, com sotaque forte, para se comportarem, serem boas. Que foram escolhidas. Que são especiais. Que vão viajar para a Europa. Chega com umas roupas. Calcinhas, minissaias, corpetes, tops, tudo bem sexy. Vistam. Jacilene faz amizade com uma das meninas. Ela conta que foi sequestrada num show de pagode. Perdeu-se, por instantes, das amigas. Agora estão vestidas com as roupas sensuais. Uma a uma, desfilam na frente de alguns negros altos, fortes, que falam outra língua. Algumas são escolhidas. A amiga foi. Ela, não. Não há despedidas. Janalice fica. Ela vai trabalhar com a turma que ficou.&lt;br /&gt;A Kombi entra em um motel. Vai para o lado reservado. Uma piscina. Homens aguardam e saúdam a chegada. Alguns estão nus. Elas saem. Algumas gostam e já vão sorrindo. Uma churrascada. Dentro da casa. O cara é gordo, feio, bêbado. O cara estica umas carreiras de cocaína. Ensina como faz. Janalice já está muito dopada. Começa a vomitar. A fazer espuma. O homem a toma e faz sexo mesmo que ela nem reaja. Ele se aborrece. Dá um potente murro na cabeça. Ela se acaba pelo chão. Ele vai embora procurar outra. Ela acorda, junta roupas. Sai andando, meio dopada, atordoada. Não sabe como, acaba na rua. Vai andando sem rumo. Não dão por sua falta.&lt;br /&gt;Agora ela faz confusão em uma esquina. O policial a repreende. Ela enfrenta o policial. Está muito diferente agora. Para pior. O policial a leva para a cadeia. Não há cela para menores. Muito menos para mulheres. Ela continua respondendo torto. É colocada na cela com 20 homens e ali fica, sendo usada por eles. Um deles tem pena. Você não quer sair daqui? Não quer viver? Não. Eu já morri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-8990676153090758250?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/8990676153090758250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=8990676153090758250' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8990676153090758250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8990676153090758250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/09/eu-ja-morri.html' title='Eu já morri'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-347160222518807391</id><published>2011-09-20T15:44:00.000-07:00</published><updated>2011-09-20T17:36:12.820-07:00</updated><title type='text'>Película para não ver a verdade</title><content type='html'>Mais uma vez, alguém olha meu carro e me sugere colocar película. Em seguida narra o assalto que foi vítima. Não uso película. Há muito. Por várias razões. Primeiro porque acho feia sua utilização. Cafona. Antigamente, essas películas eram usadas apenas por autoridades com medo da população. Depois, ressurgiu como moda e logo depois, como proteção contra a violência. Alguma lei imbecil liberou. Não uso película porque, ao ficar atrás de um carro peliculado, não consigo olhar através de seus vidros, antecipar qualquer problema de trânsito. Quando vou atravessar alguma rua e há um carro peliculado, não consigo ver se vem outro carro. Tem de ser uma lei errada. Não uso película porque, um dia, li uma matéria onde o sujeito, sequestrado, contava que os ladrões passavam frente guarnições da Polícia rindo, porque não eram vistos. E também me recuso a ser covarde, me esconder. Me recuso a prejudicar os outros carros por conta de meus vidros peliculados. E me recuso porque é cafona pacas. Sim, sei que hoje um assalto é uma questão de loteria. Sorte. Qualquer um de nós, a qualquer hora do dia, em qualquer local, pode ser assaltado. Acontece a todo momento em vários pontos da cidade. É uma terra sem lei e somos as vítimas preferenciais, burgueses, classe média, que estudaram, trabalham loucamente e mantém um mediano padrão de vida. Às vezes, quando me falam, até fico pensando, mas chego às mesmas conclusões. E também avisei aos amigos. Não adianta passar de carro e apitar, chamando minha atenção. Não vemos nada. Não podemos reconhecer ninguém. Talvez seja isso. Não queremos ver a verdade. Enquanto ficamos em nossos altíssimos prédios, onde temos academia de ginástica, piscina, tv a cabo, internet, todos os serviços, estamos bem. Quando pomos os pés na rua, pisamos na lama. Pegamos o carro e queremos ficar dentro de um cocoon, protegidos de tudo, quem sabe, blindados. Bucéfalos importados, off roads disfarçados, cheios de luxo, parecem tanques de guerra e sim, preparados para chafurdar na lama da selva, mas sem se sujar. Não encaramos a verdade. Vivemos na selva. Voltamos para a selva. Fiquei primeiro aborrecido quando mais uma vez fomos ao noticiário nacional e internacional com violação de direitos humanos. Mas como se aborrecer? Vivemos a selvageria. Adolescentes que já praticam sexo há muito, violentadas por presidiários. Presidiários que prestam favores sexuais a presidiárias. É o fim do mundo. Selva total. E isso vivemos no dia a dia, quando vamos às ruas. E quando vamos, não queremos ver nada. Ficou confuso? É assim mesmo que está.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-347160222518807391?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/347160222518807391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=347160222518807391' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/347160222518807391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/347160222518807391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/09/pelicula-para-nao-ver-verdade.html' title='Película para não ver a verdade'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-8104703590832669457</id><published>2011-09-13T12:50:00.000-07:00</published><updated>2011-09-13T13:07:09.685-07:00</updated><title type='text'>Tropeçando em assuntos</title><content type='html'>Li por esses dias duas publicações de pensadores interessantes, o primeiro um sociólogo polonês, Zygmunt Bauman e o outro, Leonard Mlodinov. Entre eles, pode haver alguma semelhança, não sei, mas o que dizem é bom para refletir. Zygmunt está preocupado com mecanismos como Facebook, criando a ilusão de amizades, sendo que nada é face to face, e com um clic, desconectamos toda a amizade. Acha que somos solitários em uma multidão, cada um com seu headphone, alguns com headphone desligados, mas nas orelhas, apenas para evitar qualquer contato. Disse também que o mundo, a civilização, não pode viver sem dois valores essenciais: segurança e liberdade. O problema está na correta fórmula de equilibrar esses valores. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é o caos. Encontre a mistura certa e seremos felizes. Zygmund diz que nosso caráter é que vai fazer a opção certa do destino que teremos. Sócrates acreditava que o segredo da felicidade estava em criar uma forma de vida para si. Uma maneira de viver, afinal, cada um é cada um. Pense. Escolha seu destino. Mas é preciso estar preparado. Leonard Mlodinov não acredita na existência de um Deus. Acredita no princípio da aleatoridade. Tudo é aleatório. O que é preciso, como Shakespeare escreveu, é estar pronto. Para tudo, é preciso estar pronto. Leonard diz que seus pais se safaram do campo de concentração e ele pôde nascer. "Que Deus é esse que decidiu matar toda a minha família mas poupou apenas meus pais para que eu pudesse nascer". Tudo é o acaso. Tanto que ele, físico, em algum momento largou tudo e foi para Hollywood onde escreveu roteiros para dois ou três grandes blockbusters. Depois virou escritor. Ele acha que é preciso perceber quando o acaso surge e ir em frente, aproveitar as chances, mesmo que isso signifique mudar tudo o que vinha fazendo. Até lembrei dos versos de Ferreira Gullar em "Onde andarás", que Caetano Veloso musicou, "e é por isso que eu saio na rua, sem saber pra quê, na esperança, talvez, de que o acaso, por mero descaso, me leve a você". E o garoto que de repente, começou a ter notas baixas na escola e queixas dos professores. A mãe chamou pra conversar. "Ah, mãe, eu não quero ser chamado de nerd!". A mãe argumentou que grandes e famosos se tornaram assim por estudar, por tirar notas altas. Nananana. O máximo que conseguiu foi que ele elevasse as notas, mas nada de tanto destaque. Que coisa! A professora Rosely Sayão está preocupada com essa sociedade do espetáculo em que mais importante de tudo é a aparência, estereótipos que deixam de lado o conhecimento, trocado pelos highlights de rápida pesquisa no Google. E você, o que acha?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-8104703590832669457?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/8104703590832669457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=8104703590832669457' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8104703590832669457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8104703590832669457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/09/tropecando-em-assuntos.html' title='Tropeçando em assuntos'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7951010911118260563</id><published>2011-09-08T12:14:00.000-07:00</published><updated>2011-09-08T12:34:25.339-07:00</updated><title type='text'>A Feira do Livro</title><content type='html'>Havia decidido nada comentar sobre a Feira do Livro, que acontece anualmente em Belém. É que desta vez, após 15 anos, meu nome parece ter sido retirado da ficha negra, da censura, sei lá. Fui "reabilitado", digamos, como na União Soviética de Stálin. O Grupo Cuíra convidado a apresentar a peça "Abraço", que escrevi e dirigi, com Cláudio Barradas e Zê Charone. Não pude dizer não e assim prejudicar outras pessoas. Fomos bem tratados. Não posso dizer que recebemos o melhor dia da semana, segunda feira... Mas estava lá nossa caixa preta e mínimas condições. A Sala Marajó, de difícil acesso, recebeu bom e respeitoso público. Ao sair e dar uma volta, já com avisos de encerramento da noite, deparei, no stand do IAP, com o meu nome ao lado de famosos e excelentes escritores paraenses. Até uma foto havia. Bom, isso é que é reabilitação! &lt;br /&gt;Nada disso pode retirar minha principal divergência em relação à Feira. A falta de uma razão sensata para sua existência, promovida por uma Secretaria de Cultura. Se um empresário resolve fazer uma feira. Aluga o Hangar. Negocia espaços com editoras e livrarias. Contrata alguns palestrantes de renome. Dá, como política de boa vontade um stand para os escritores locais, nada tenho contra. É negócio particular. Mas quando é o Estado que a realiza, inventando tratar-se de Feira Pan Amazônica, homenageando países, no caso, a Itália e escritores como a desconhecida Dulcinéia Paraense, mas sem ter NENHUMA política cultural para a Literatura, está errado. Se é o Estado que realiza, a Feira precisa ser o ápice de um trabalho anual que não somente republica livros importantes, esgotados; faz com que os escritores da atualidade circulem pelo Estado, com status de artistas e lança novos autores, na idéia de, futuramente, constituir um mercado. Então, a Feira seria esse ápice, onde os escritores locais seriam os destaques, muito embora se possa ter, também, escritores como Ignácio de Loyola Brandão, Veríssimo e outros. Assim, como está, é bom negócio apenas para livrarias. E olha que elas se queixam. O povão vai até lá dar uma volta. Poucos têm dinheiro para comprar. E raríssimos compram algum autor local. Afinal, quem ganha com o esforço da Secult? Os escritores de fora que chegam, são cortejados, bajulados, acarinhados, levados a passear e voltam contando maravilhas. Quanto aos escritores locais? Nada. Li que desta vez será lançado livro de Dulcinéia Paraense. Corretíssimo. Muito prazer, Dulcinéia, que com mais de 90 anos, veio do RJ onde mora. Mas não basta. Uma seleção de seus livros deveria estar sendo motivo de exame e discussão nos colégios estaduais, municipais. Assim a homenagem se justifica. Como está, não é correto, para dizer o mínimo. Mas fui "reabilitado". Qual a sensação? Nenhuma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7951010911118260563?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7951010911118260563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7951010911118260563' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7951010911118260563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7951010911118260563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/09/feira-do-livro.html' title='A Feira do Livro'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-4812394657035210076</id><published>2011-09-08T11:51:00.001-07:00</published><updated>2011-09-08T12:13:02.651-07:00</updated><title type='text'>A MORTE DE UM PERSONAGEM</title><content type='html'>Estava aguardando o portão da garagem do prédio abrir quando veio o T. Rex (Kiko) avisar que o Ailton morrera. Ailton? Que Ailton? Ah, o Peito de Pombo. Acordou se sentindo mal. Levaram ao Pronto Socorro mas morreu logo. O corpo está ali no Gempac. O senhor vai passar lá? Mais tarde. Há poucas horas o havia visto com um corpo na mão. As noites de domingo, por ali, são quentes. A galera fica assanhada desde cedo. Ganha trocados tomando conta dos carros. Passa o Bento tocando merengue. Há uns três bares, certamente sem alvará nenhum, garantindo a cachaça. Fiquei triste. Partiu um personagem. Alguns não entenderam ou não fui bem claro no facebook. Não, ele não era meu amigo. Era personagem. Ele, a família e agregados. Nós os apelidamos de "imãs de geladeira". Por alguma razão, acamparam na esquina do Cuíra. Ouvi dizer que Ailton e Bete, sua mulher, tinham uma casa em área de invasão. Mas preferiam morar ali ao ar livre. Sujeitos às intempéries. Aos domingos, vinha um casal de filhos e criança de dois anos. Um dia desses, bebido, empilhou tudo na esquina e tocou fogo. Os bombeiros vieram. Virou tudo cinza. A Bete passou uns meses presa. Tráfico, claro. O velho ficou por lá. Um dia ela reapareceu. Gorda, aparência saudável e não como antes, quando parecia dissolver-se entre maus cuidados, fome, droga, sei lá. Reapareceu e ficou. O apelido de Peito de Pombo foi pela postura. Moreno, magro, cabelos quase brancos, olhar desafiador. Quando passava, rolavam a saudações respeitosas. Sempre. Mas que diabos, porque não iam para suas casas? Morar naquela esquina? Talvez fosse vida o que estivesse procurando. Morar em área de invasão, num dia a dia repetitivo? Morar ao ar livre. O mundo é sua casa. As discussões em voz alta, quem quiser que ouça. O mundo é minha casa. E eu assisti a várias discussões. Bebido, se abria em gestos. Braços se movimentando, aumentando a amplitude do que dizia. Batia no peito. Argumentava parecendo erudito. Traficante, certamente, mas a Polícia nada achava nas revistas. Um dia desses implicou com a Raimunda, puta velha, gorda, mas com boa clientela, chova ou faça sol, dias úteis e feriados, sentada na esquina. Ficaram se arengando. Será o imã do teatro que os atrai? De manhã, se espreguiçando na calçada, cigarro na boca, lendo jornais. Começo de noite, banho tomado, sapato branco, um dia pintou até paletó. Uma coisa! Todos ao seu redor. Em noite de teatro, tomam conta de carros. Procuram ser respeitosos, usam palavras difíceis, gentis. Até o Kiko, o T.Rex também já queria tomar conta. Agora não sei o que será da Bete. O filho, pivetão, anda por lá. E também um papudinho que há alguns meses trocou de turma e pode estar arrastando uma asa, se me entendem. Se dentro do teatro o público assiste às minhas obras, aqui fora sou eu que não perco uma sessão deles. E quando morre um personagem, fico triste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-4812394657035210076?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/4812394657035210076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=4812394657035210076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4812394657035210076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4812394657035210076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/09/morte-de-um-personagem.html' title='A MORTE DE UM PERSONAGEM'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6764458126784253140</id><published>2011-08-24T11:54:00.000-07:00</published><updated>2011-08-24T12:30:05.772-07:00</updated><title type='text'>Isso não pode ser esporte</title><content type='html'>Há muito tempo atrás, criança, assisti no Palace Teatro, que ficava atrás do Grande Hotel, uma luta entre dois famosos lutadores de "Vale Tudo". Não lembro a razão de estar ali. Não devia. A luta não durou nem dois minutos. Um chute na lateral da cabeça pôs um dos litigantes a nocaute. Nunca esqueci. A rapidez. A violência. A agressividade do ato. Tempos depois tivemos em Belém nossos próprios lutadores, mas na base da mentirinha. Havia Bufalo e Tourinho, eternos rivais, ele era o malvado, o outro o galã. E tantos outros. Na televisão Ted Boy Marino reinava. Rapaz, lembro do Bufalo como porteiro de festas, aguentando as provocações absurdas de João Batista, que hoje todos conhecem como "Dentinho", ou Azevedo Barbosa. Coisas de rapazes. Meu filho mais novo, aficcionado de lutas americanas que passavam no canal fechado, ficava revoltado quando lhe garantia que tudo aquilo era ensaiado, cheio de truques e ninguém se machucava tanto assim. Era de mentirinha. Mas então veio Mike Tyson. Meu pai dizia necessitar um banho gelado após assistir suas lutas. Parecia uma fera que se atirava ao oponente com um ódio desmedido e um sem número de socos potentes. Passei a assistir suas lutas, misturando curiosidade, nojo, agressividade, medo e talvez morbidez, como quem assiste a uma tourada onde aquele animal de toneladas vai para o chão. Não gostava das categorias mais leves. Via as lutas como quem assiste a uma tourada. Um dos bois irá ao chão. &lt;br /&gt;Agora, temos o MMA ou UFC, sei lá. Os Gracies chegaram ao Japão e aos EUA onde as lutas quase não existiam e transformaram tudo a partir do jiu jitsu que sabem, começou aqui em Belém, com Conde Koma. Os Gracies foram saindo. Seu estilo, perceberam, não era tão espetacular. Queriam sangue, muito sangue. Aqui enfim chegamos. Nas madrugadas de domingo, assisto algumas lutas. Percebo que me contraio, torço, e depois tenho dificuldade em dormir. Não é esporte. É carnificina. Lembro dos grandes filmes sobre gladiadores. Maciste, Spartacus. Agora mesmo, tentei assistir à série Spartacus, ao que tudo indica, feita na Inglaterra, o que seria um selo de qualidade. Uma decepção. Ótima produção, para vermos muitos nus femininos e masculinos frontais, cenas de sexo e muita violência. Há um outro dado que talvez as mulheres possam contestar, já que são sempre corpos femininos a terem preferência a aparecer nus. É que a nudez de homens, ou seus corpos sujos de sangue e lama sugere algo homossexual também. As câmeras lambem corpos masculinos sem parar. Nas cenas de sexo, são suas bundas que ficam em close. As lutas são espetáculos de balé e explosão de sangue. Zuenir Ventura escreveu sobre isso, hoje, em O Globo. Arnaldo Jabor. Parece que há um anseio pela destruição. Uma vibração por uma espada que fende um humano de cima abaixo. Que espetacularmente espalha miolos pelo chão. Pior, não parece haver uma história, um enredo em si. E eu fui assistir porque acabara de ler uma biografia de Julio César, que em algum momento passa próximo ao levante comandado por Spartacus. Parei. &lt;br /&gt;Entendi quando Lúcio Flávio em seu Jornal Pessoal sugeriu ao nosso Lyoto Machida sair fora do circo. Machida, tentando impor a filosofia do karatê, a honra do lutador, em um circo onde isso é o que menos interessa. Lyoto levou o soco e já caiu desmaiado. Shogun seguiu socando, provocando um grande corte em seu rosto, até o juiz suspender o combate. O paraense talvez não interesse mais à organização. Seu estilo é discreto, de poucos mais potentes golpes. E o circo quer sangue, muito sangue. Cotoveladas, pontapés como o de Anderson. E passam em câmera lenta, os rostos se contundindo, explodindo em sangue, muito sangue. Vai haver um combate no Brasil nos próximos dias. Todos os ingressos já foram vendidos. O coliseu estará armado. Algumas milhares de pessoa verão ao vivo. Milhões pela televisão. Isso não é esporte. Recuso-me a aceitar. Desculpem a brincadeira, mas somente me imaginar treinando oito, dez horas por dia, me abraçando, rolando pelo chão com outro homem, ao invés de minha namorada, francamente...&lt;br /&gt;Mas assistirei. Não resistirei. Também seria inócuo. Ficarei tenso, contraído, excitado para a violência e não adianta nada os lutadores, arrebentados, cumprimentarem-se como grandes amigos. Não é esporte. É um quadro dos dias que vivemos. A festa da violência. Rasgar, quebrar, machucar, contundir o outro. A não perfeição. A destruição como mobilizadora da sociedade e não a construção. Não é o brilho da inteligência e sim o da agressividade. A festa da violência. Da degradação que vivemos. Retornamos ao que disse aquele famoso deputado do mensalão, "instintos mais primitivos". Não é só dinheiro. É a sede da violência. Talvez assistamos para que o lutador, com seus murros, dê murros em nossas decepções, ilusões, falta de dinheiro, dificuldades. Nos cinemas, os filmes de destruição estão lotados. Destruído, nocauteado, sangrando abundantemente o lutador no octógono, comemos mais uma pipoca e nos sentimos vingados. Isso não pode ser esporte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6764458126784253140?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6764458126784253140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6764458126784253140' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6764458126784253140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6764458126784253140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/08/isso-nao-pode-ser-esporte.html' title='Isso não pode ser esporte'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-123380379245624105</id><published>2011-08-19T08:26:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T08:40:10.429-07:00</updated><title type='text'>Os artistas de teatro de volta à sua casa</title><content type='html'>Não faço política partidária. Faço política cultural, meramente por escrever livros,  peças de teatro, atuar com um grupo que audaciosamente administra penosamente um teatro há uns cinco anos, talvez. Lá no começo dos anos 90, minha barra estava pesada financeiramente e tive a oportunidade de trabalhar para o Governo. Foi a segunda vez. Na primeira, foi para fundar a Rádio Cultura Onda Tropical. Agora, foi na Secretaria de Cultura, sob as ordens de Guilherme La Penha. Quando cheguei, tinha apenas boas idéias. Nada sabia dos trâmites burocráticos, os relacionamentos internos, a vida em um órgão público. Foi difícil, apanhei e aprendi para a vida inteira. Mas creio que juntamente com minha equipe deixei boas sementes nas mais diversas áreas em que estive, seja porque estudei, viajei, aprendi e ousei tentar. Infelizmente, a única área em que pouca coisa foi feita foi a de Artes Cênicas, imaginem, justamente a área em que mais atuava, na época. E bem que devia dar certo. Houve várias e longas reuniões. Não lembro de todos, mas lembro principalmente de Luiz Otávio Barata, o genial, o temível, polemista, criativo. Tivemos longas conversas. Proveitosas, respeitosas, altíssimo nível. Luiz era um gentleman. Costuramos todas as arestas, procurando atender ambos os lados em suas questões. Enfim, tudo aceito, marcado, foi pedido uma última instância. Uma Assembléia com a turma de teatro. Disseram que seria coisa simples. Infelizmente, tudo foi negado. Questões políticas, intransigências. Pena. Nada aconteceu. E depois disso, veio a noite que se abateu sobre nós. Até agora, quando abrem possibilidades. Estivemos em uma reunião com Nilson Chaves, superintendente da Fundação Tancredo Neves. Um a um, alguns dos fazedores de teatro foram chegando. E cada um exclamando há quanto tempo não pisava ali. Olhamos as paredes, divisórias, cumprimentamos servidores antigos. Uma novidade. E lembramos como, antigamente, todos transitavam ali como sua casa, que é. Encontramos em Nilson e Marcos Quinam a vontade de ouvir. De fazer. Ouvimos palavras de conforto, de possibilidades claras. Debatemos questões. Lançamos idéias. Agora cada um faz o trabalho de casa. Reunimos na próxima semana, creio. As coisas se acertam. Há planos da Fundação que ainda não posso revelar, por não ter autorização, mas se metade do que foi conversado se realizar, começaremos a recuperar vinte anos de escuridão. E eu confio em Nilson. É meu amigo. Não tocamos em nenhum momento em política, a não ser em política cultural. Nilson quer a volta dos artistas, não só do teatro, mas de todas as outras áreas aos corredores do Centur. E eu os estimulo a ir. É a nossa casa. E sei que serão recebidos, antes de tudo, por outro artista. Um grande artista. Um cara com uma trajetória exemplar. Vamos voltar ao Centur?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-123380379245624105?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/123380379245624105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=123380379245624105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/123380379245624105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/123380379245624105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/08/os-artistas-de-teatro-de-volta-sua-casa.html' title='Os artistas de teatro de volta à sua casa'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3471994364936403031</id><published>2011-08-17T08:02:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T08:03:31.231-07:00</updated><title type='text'>Kelly - mas falta um título melhor</title><content type='html'>Kelly. Diz que veio lá de Ourém mas pra mim é maranhense. Vai ver já é até foló, disse a Irene. Péra lá, Irene, não força. A menina é jeitosa. Periguete, mas aqui vai fazer sucesso. Te mete! O macho dela vive rondando de moto. Distribui crack na João Alfredo. Eu, hein? Tenho mais o que fazer. E eu lá vou me meter!&lt;br /&gt;E lá estava a Kelly. Morena de corpo bem feito. O que fazia na Primeiro de Março? Seus atributos poderiam leva-la a clubes noturnos com público de maior poder aquisitivo. Ali, em breve o corpo estragaria, a mente explodiria e puf, desapareceria. Andava de top e shortinho, mostrando tatuagens, pra lá e pra cá, rebolando. Andava rebolando, mas rápido, parecendo resolver vários assuntos importantes ao mesmo tempo. Batonzinho básico e esse frescor da juventude que ilumina por onde passa. Quantas kellys já passaram por ali? Que o digam a Raimunda, a Maria, Irene, coroas, algumas com casa montada e tudo e clientela seleta. Amor? Amor? Vem cá.. Tudo bem? Vamos fazer um amorzinho gostoso? Não, obrigado. Eu sou aí do Teatro. Ah, do teatro. Do pessoal que faz Cultura, né? E não tem uma vaga pra mim? Não, acho que não, mas de repente, quem sabe, eu te chamo, tá bom? Eu sou a Kelly. Tem certeza que não quer ir ali comigo? Também tenho umas coisas pra vender. Não, obrigado. Tchau. Tchau, amorzinho. &lt;br /&gt;Riachuelo e Primeiro de Março. A primeira liga duas avenidas importantes, Presidente Vargas à Padre Eutíquio. Mas ali, naquela meiuca da Campina, funcionou uma lendária zona de prostituição. Hoje, acabou. Restam dois ou três bares. Quartinhos imundos. Putas velhas com alguns velhinhos que recebem a aposentadoria e vão pra lá. E de repente, algumas meninas novas, cada vez mais novas, atiradas, ousadas, desafiadoras. Rápido se tornam as donas do pedaço. A Primeiro de Março é a lata de lixo da Presidente Vargas. E há consumo de crack. A Polícia passa, faz revista, mas nunca acha. O Teatro e sua gente são respeitados. Muito. Relação ótima. O público nunca vai correr perigo. Isso é certo. Mas nem sempre a turma se comporta.&lt;br /&gt;Domingo. Tarde da noite. A sessão terminara. Pela Primeiro de Março, uma birosca havia começado vendendo pipoca, cheetos, refrigerante, sabão, coisas básicas. Agora vendia bebida. Agora tinha som alto. A galera estava mamada. A festa começou desde que o Bento passou no final da manhã, pela Praça da República, tocando merengue. A algazarra perturbou os atores. Fomos lá, na boa e nada. Veio a baratinha, conversou e seguiu na ronda. Kelly dava um show de tecnomelody. O namorado, jogado num canto, apreciava. Apareceu a Rotam. Moradores ligaram. Correria. O motoqueiro se mandou. A birosca não tinha alvará pra nada. Lá vai o dono. A Kelly rebarbou. Encarou. Tu queres me dá-lhe tu me dá-lhe. Agora tu vai pagar se me encostar um dedo. Vamos, me dá-lhe que eu quero ver. Me dá-lhe. O guarda tentou pegar o braço. Levou na cara. Mão aberta. Foi demais. Devolveu. Rolou na calçada suja. Levantou com uma pedra. Veio o Peito de Pombo, de gestos largos quando está bêbado. O perneta, que pede esmola pra fumar crack. Puxaram pelo cabelo. Ela agatanhou. Jogaram na viatura. A Rotam foi e ficou o silêncio. Um olha pro outro. Cada um pro seu canto.&lt;br /&gt;Passaram três, quatro dias. Vejo Kelly botando quente no Bom Paladar, na esquina com a Riachuelo. Rosto inchado. Murros. Na barriga. O namorado libertou. Não contou como. Nem eu sei. Agora tinha uma colega. Deusa. Uma moleca de 14 anos se tanto. Kelly sua heroína. Olhos esgazeados de crack. Top, shortinho e topando todas. Chegou o namorado. Montou na garupa. A moleca também. Saíram rindo e felizes. Poderosos. Fiquei com vontade de ligar pro Ismael. Ele faria uma bela reportagem. Foi bom não ligar. Acabei ganhando a matéria.&lt;br /&gt;A Érica está se desfazendo aos poucos. Foi mais uma Kelly. Branquinha, bonitinha, olhos espertos. Pegou a coisa. Não tem mais cabelo. Um ou dois dentes. Corpo cheio de feridas. O que resta é um humor ácido e inteligente. Fez dois canudos de papel e botava na cabeça, dizendo que a Kelly já era e a dona do pedaço agora era a Deusa. A Deusa? A molequinha de peitinhos salientes, bundinha assanhada e que era aprendiz da Kelly? Essa não. O Ricardão veio e crau! E a risada da Érica? Tinha uma mordacidade feroz. E todo mundo rindo. O perneta se divertia. O Peito de Pombo, também. &lt;br /&gt;Lá vêm as duas. A Kelly arrastava pelo cabelo a Deusa. Tinha uma faca de cozinha em uma das mãos. Havia sangue nas mãos da moleca. Parava onde tinha galera. Agora diz quem e a dona do pedaço. Diz. Quem é dona do homem. Do motoqueiro. Terminou? Pede perdão. Pede. Vamos adiante. Vai nada. O Peito de Pombo se meteu. Tu vais parar com isso agora mesmo. Aqui mesmo. Acabou. Tá doida? Dás ouvido pra qualquer uma? Isso não é contigo, velho. Sai que vai sobrar pra ti. Comigo não. Tu me respeita. Levou facada, mas foi de raspão. Não continuou. A Luana, mulher do Peito de Pombo, se rebarbou. Eles moram na rua. Na esquina. O Peito de Pombo lê jornal, despacha, conversa, trafica também. Ela até atende telefonemas. Mas agora Luana deu-lhe no pé do ouvido. O que é que tu tens com essa piva? Se ela está apanhando é porque merece. Me incomoda a violência. Ah, te incomoda? Tu pensas que eu não ouvi que tu andaste te engraçando pro lado dela? Hein? O Perneta me disse que pediu pra ela o xibiu mas ela deu foi pra ti. E foi esse o pagamento do crack. Cadê o dinheiro? Agora confessa se tu és homem. Diz aí se tu és homem, agora, na frente de todo mundo. Mulher, tu me respeita que eu não sou macho de ser peitado assim na frente da galera. Tu me respeita. Então diz aí, macho de merda. O Peito de Pombo se atacou. Saiu catando colchonete, roupa, sapato, fazendo um monte. A Luana tentou impedir mas levou safanão. Ficou de longe, xingando. O Peito de Pombo tocou fogo. Doido. Tocou fogo, o sacana. E virou pra ela e disse. Tu me respeita. Tu não mexes comigo. Agora tu vais ver. A fogueira cresceu. A Luana se mandou. O Peito de Pombo ficou com os braços parecendo aqueles bonecos de posto de gasolina. Vieram os bombeiros. Risco do fogo atingir a fiação elétrica. Mas não sobrou nada.&lt;br /&gt;A Deusa ficou sem as duas orelhas. Alguém contou. Foi parar na Casa de Transição, depois foi pro ... de Menores. E o vício de crack? Sei lá. Naquela noite, o motoqueiro ficou girando por todos os quarteirões entre a Padre Eutíquio e Presidente Vargas, procurando, procurando. De manhã cedo os programas policiais de rádio, o Barra Pesada e a turma do Diário do Pará trabalhando ali perto daquele prédio grande da Importadora, na Carlos Gomes. O perneta contou. Tava na fissura por crack e nessa, o cara faz qualquer coisa. Nem raciocina. Quase não dava pra reconhecer a Kelly. Talvez pela tatuagem de um anjo, no calcanhar. O motoqueiro passava de moto sobre seu corpo quando a Rotam chegou. Eles se atrasaram um pouco. Kelly era a isca da armadilha, mas não deu. TRAFICANTE MATA NAMORADA PASSANDO COM A MOTO SOBRE SEU CORPO. Os repórteres vieram checar algumas informações. O único que quis falar foi o Kiko. Mas o Kiko não tem condições. Não diz coisa com coisa. &lt;br /&gt;Noélia é o nome, a Irene disse. Aposto que esse cabelo dela é pintado e alisado. Irene, dá um tempo. Tu não dispensas nenhuma? E eu vou lá gostar de concorrência? Irene, tu já passaste dos 60, tens tua clientela, poxa. Mas sabe lá, de repente um boyzinho desses se engraça.. E olha que eu sou foló..&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3471994364936403031?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3471994364936403031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3471994364936403031' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3471994364936403031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3471994364936403031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/08/kelly-mas-falta-um-titulo-melhor.html' title='Kelly - mas falta um título melhor'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-8417191172811997818</id><published>2011-08-11T10:46:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T11:05:06.619-07:00</updated><title type='text'>Pai</title><content type='html'>Antes de mais nada, quero dizer que meu teclado nao esta colocando acentos, ok?&lt;br /&gt;Chega mais um Dia dos Pais, data apropriada para o comercio mas, why not, aproveitamos para homenagear nossos pais, tao queridos. O meu ja nao esta mais por aqui. Nunca pensei que faria tanta falta. Penso nele diariamente, para tudo e por isso, considero que ele anda ao meu lado. Nos seus ultimos anos de vida, viramos amigos muito proximos. Aposentado, passava diariamente em minha sala, para conversar. Altos papos. Herdei alguns dos seus amigos. Todos ja se foram, tambem, mas iam la comigo, tomar um cafezinho. Por questao de temperamento, nunca fui proximo fisicamente dele. Nada de abracos apertados, beijos e que tais. Se comunicava pelos olhos. Nao gostava de teatro. Nao era a dele. Preferia musica ou os filmes de Charles Bronson. Mas ia a todas as minhas estreias. Quando trabalhei fazendo comentarios esportivos, muitas vezes os colegas, ao inves de me chamarem Edyr Augusto, chamavam Edyr Proenca e queriam se desculpar. Desculpa nada, para mim, uma honra. Mas tambem nunca tive medo de seu nome. Nem eu nem meus irmaos. Nao fomos criados assim. Fomos livres, cada qual escolhendo sua direcao, sem pensar ou sofrer com comparacoes. Fomos parceiros de musica e futebol. Fui seu companheiro, calado, no banco da Prc5, nas cabines dos estadios durante muitos anos. Ele me ensinou a ver o jogo. Serve ate hoje. Foi com uma letra minha que ele voltou ao violao, a compor. Tenho musicas ineditas dele, aguardando a oportunidade para lancar em cd. As vesperas de sua morte, cheguei perto e passei a mao em seus cabelos. Nunca havia chegado tao proximo. No dia em que se foi, nao tive tempo de chorar. Precisava cuidar dos preparativos para o enterro. O choro veio algumas semanas depois, quando meu filho contou um sonho que teve com ele. Puxa, como sinto sua falta.&lt;br /&gt;E no entanto, agora sou um pai, na espera de mais um Dia dos Pais. Meus filhos sao adultos, um deles esta casado com uma pessoa fantastica. Meu pai dizia que sabia lidar com cada filho, pois cada um era diferente do outro. Isso mesmo. O amor de um pai para com seus filhos talvez seja o maior possivel. Maior ate do que por pai e mae, se e que podemos medir isso. E dizer que sao adultos! Para nos serao sempre criancas. E procurei ser muito proximo. Beija-los, abraca-los, elogia-los. Os tempos sao outros. Dividimos roupas, discos, livros. Discutimos todos os assuntos. Mas cada um e cada um. Desde os primeiros dias, quando me perguntavam o que desejava que fossem, quando grandes, respondia: que sejam felizes. Penso neles o tempo todo. Agora um vai fazer uma viagem. Dessas que nos, dos anos 70, sonhavamos em fazer e nao fizemos. O menor quer viajar. Mas ja e um homem feito. Claro que vai. Vai em frente. Mas ja disse, nao posso evitar, vai partir meu coracao. Mesmo. De chorar so de pensar. Vem mais um Dia dos Pais. Vamos sair para almocar. Felizmente, por forca de trabalho, estamos quase todos os dias juntos, de modo que o almoco e algo pro forma, embora o facamos com grande prazer. O que quero ganhar? Sempre me perguntam, claro. E eu respondo: Quero o amor de voces.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-8417191172811997818?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/8417191172811997818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=8417191172811997818' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8417191172811997818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8417191172811997818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/08/pai.html' title='Pai'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7529054257302848165</id><published>2011-07-28T11:37:00.001-07:00</published><updated>2011-07-28T11:37:38.690-07:00</updated><title type='text'>Sem dizer adeus volta ao Cuíra em agosto</title><content type='html'>Nunca tive muita simpatia por Magalhães Barata, o famoso militar e político que reinou no Pará durante grande parte do século XX. A implicância, inicialmente, talvez tenha a ver com minha mãe sempre lembrando da perseguição que um tio meu havia sofrido. Ela própria, em performance maravilhosa, conta de um enfrentamento que teria tido com o caudilho, na escola onde lecionava. Ainda hoje é difícil falar sobre Barata sem esbarrar em alguma pessoa, de mais idade, que também tenha algo a contar. Meu tio Líbero Luxardo lhe foi muito próximo, seja na política, secretariando ou como documentarista. Barata não era muito simpático. Baixinho, aborrecido, disparando ordens a torto e a direito, ameaçando, ouvindo, pisando forte, enérgico. Quase todos garantem que foi um homem honesto, mas que não reprimia como devia, atos escusos de companheiros. &lt;br /&gt;E não é impressionante como essas pessoas acabam envolvendo milhares de outras que passam a dar o sangue, entregando suas vidas, passando a transformar seus objetivos em seus! E de ato pensado ou não, esses líderes sabem usar as palavras corretas, engolfando multidões. Não querem saber se seus seguidores serão prejudicado. Nem pensam. Para eles, é natural. Sinto isso em relação a Barata e a muitos outros.&lt;br /&gt;Por outro lado, sou apaixonado por História. Estava lendo os dois tomos da biografia de Joaquim de Magalhães Barata, escrita por Carlos Rocque. Que beleza, pois ao contar a vida de Barata, também descortinou toda nossa história, principalmente até a primeira metade do século. Pessoas, lugares, momentos. Personagens que viraram nome de ruas. Viraram lenda. Parentes. E vem alguém e relembra o livro de Dalila Ohana, “Eu e as últimas 72 horas de Magalhães Barata”. Sabia da existência do livro, do sucesso de seu lançamento, na Livraria Dom Quixote, de Haroldo Maranhão, praticamente esgotando a edição. Mas não o havia lido. Compulsivo, corri ao Google e pesquisei até encontrar uma edição em sebo de Salvador. Foi o início do processo que resultou em “Sem dizer adeus”, que escrevi para Cláudio Barradas e Zê Charone apresentarem no Teatro Cuíra no ano passado e que agora retorna ao mesmo palco, durante os finais de semana de agosto.&lt;br /&gt;Quando o Cuíra chegou na esquina da Primeiro de Março com Riachuelo, o prédio construído em 1905 era uma garagem abandonada. Ao iniciar a limpeza, uma prostituta, dentre as que perambulavam por ali, perguntou o que seria do lugar. Acabou em “Laquê”, o primeiro espetáculo, contando a história da zona do meretrício, ali. História. Em seguida, contamos os 80 anos da Rádio Clube do Pará. Há tanta coisa a revelar! E há Magalhães Barata, como um estandarte daqueles primeiros 50 anos. Barata no poder, traído, indo para longe e retornando, triunfal, recebido por multidão na escadinha do cais do porto e desfilando 15 de Agosto acima. Veio o projeto “Cuíra por Memórias”, apoiado pela Petrobrás e que resultará em uma grande montagem em 2012. Mas antes, movidos pela imperiosa necessidade de contar, de dizer, revelar como chegamos até aqui, veio “Sem dizer adeus”.&lt;br /&gt;Como transpor para teatro o livro de Dalila? Difícil explicar. Dar a fórmula. Pior, fui levado à direção do espetáculo. Como dar um começo, meio e fim? Manter as tensões. Limitar a dois atores em cena. A cabeça de alguém que não costuma dirigir talvez tenha uma liberdade, uma falta de limites que acaba dando certo. Fui assistir aos filmes da época, feitos por meu tio Líbero e o Mendonça. Sim, as imagens. Tudo em p&amp;b, claro. Assim será. Projeções. Personagens dialogando, instigando, traçando a teia de pequenas perversões que acabaram por expulsar Dalila de sua casa, do lado de seu homem. Como resolver questões técnicas. Difícil. E ensaiar? Cláudio Barradas, exemplo de ator disciplinado, correto, audacioso e talentoso, é de outro tempo. Ter o timing certo para responder à projeção. Difícil, bem difícil. E as roupas? As de Barata, após muita consulta, descobrimos guardadas no Museu do Estado, quando deviam estar no Museu Barata, cheio de visitantes. Fotografamos tudo e mandamos fazer. A realidade é outra, atroz. O museu está fechado, com problemas de infiltração que nunca foram resolvidos. O resto, que se esqueça. Se depender de nós, não. &lt;br /&gt;Outro detalhe muito difícil foi evitar citações polêmicas, poupando familiares e até mesmo gente que está viva por aí. Queremos contar uma história, não promover um acerto de contas. Um trabalho de ourivesaria. De todos, o menos poupado talvez seja o arcebispo Dom Alberto Ramos. Barradas, padre, me diz que infelizmente, ele agiu dentro da lei da igreja, na época. No entanto, também podemos dizer que com um pouco de boa vontade, ele teria resolvido o assunto sem o toque perverso de obrigar a dona da casa a sair, por conta de extrema unção em um lar não católico, pois Barata e Dalila não eram casados. &lt;br /&gt;Zê Charone entrou em contato com a família Ohana. Conversou com amigas. Cláudio conviveu com Barata. No início, pareceu incomodado, sem saber como lidar com o personagem e o respeito pela figura. Não o imite. Faça a peça. Rápido, encontrou o tom. Preciso, justo, correto. Faz uma melodia do texto falado excepcional. Aqui e ali sugiro algo, como escuto. Não tem idéia do tamanho do orgulho que sinto em trabalhar com ele. Zê é a melhor atriz de sua geração. Quem é essa mulher Dalila Ohana? Assistimos Vincere, de Belocchio. Indignação pelo desrespeito. Pela maldade. Perversidade que foi vítima. Faltava um devaneio. Está lá, no livro, quando lembra momentos a dois, especulando sobre sua morte. “Pára de falar em morte, homem!”. E como seria seu enterro? E riem, apaixonados. Não se despediram. Ele gritou e gemeu por seu nome, rodeado pela ex-mulher e filhas, mais parceiros políticos interessados até o final em dividendos. Ela, ouvindo na alma, em uma casa, quase em frente, onde morava seu irmão Rubem. Muitos vinham contar. De repente veio a notícia no rádio. Havia morrido. Ainda não. Algum tempo depois meu tio Líbero saiu do quarto e anunciou sua morte. O Pará chorou. Dalila chorou. O Pará perdeu seu grande político. Dalila perdeu seu grande amor. Tudo acabou e ficaram sem dizer adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7529054257302848165?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7529054257302848165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7529054257302848165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7529054257302848165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7529054257302848165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/07/sem-dizer-adeus-volta-ao-cuira-em.html' title='Sem dizer adeus volta ao Cuíra em agosto'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6661634387468002646</id><published>2011-07-28T09:01:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T09:07:49.639-07:00</updated><title type='text'>Futebol é jogo para Ronaldinho e Neymar</title><content type='html'>Foi bom que o jogo entre Flamengo e Santos acontecesse da maneira que foi. Melhor ainda que muita gente, no mundo, assistiu e comentou. Bom para Ronaldinho, bom para Neymar. Melhor ainda, para o futebol. Este é o jogo que encanta a todos. Vinte e dois jogadores aplicados em jogar. Nada de pescoções, chutes, empurrões e agarra agarra embora, aqui e ali, contato físico tenha havido, como é natural. Acho que Luxemburgo venceu o duelo tático ao colocar Thiago pela esquerda, Ronaldo como centro avante pivô e David voltando para tocar e vir de frente para a bola. Ao girar com Leonardo abrindo espaço para o jovem Luiz Antonio pegar o santista Leo desprevenido. Ali surgiram os melhores lances rubro negros. E Ronaldinho sabia do momento, do jogo, quem estava assistindo, das comparações entre o jovem e o velho. Ele sabia. O gol de falta foi genial. De malícia. Genial. O penalti de Elano foi de quem não tem malícia. Eu já perdi penalti assim em peladas. Faltou-me malícia no momento final. Um jeito de corpo que engana o goleiro pra valer. Um algo a mais. Quanto a Neymar, deu seu show. Não acho que Ganso sumiu. Ele deu passes ótimos para gol. Um jogo alucinante. Futebol é isso. E nove gols! Imaginem se futebol é o do Paraguai que empata em zero a zero..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6661634387468002646?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6661634387468002646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6661634387468002646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6661634387468002646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6661634387468002646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/07/futebol-e-jogo-para-ronaldinho-e-neymar.html' title='Futebol é jogo para Ronaldinho e Neymar'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3530849682604247756</id><published>2011-07-27T13:18:00.001-07:00</published><updated>2011-07-28T06:55:09.975-07:00</updated><title type='text'>A farra da Copa</title><content type='html'>A cada dia que se aproxima a Copa do Mundo no Brasil são publicadas denúncias de irregularidades em todos os setores envolvidos. O pior é que nada será feito. Leiam a revista Piauí, nas bancas. Há uma entrevista com Ricardo Teixeira, presidente da CBF, genro de João Havelange, dois dos maiores escroques do planeta. Havelange percebeu cedo o alcance do futebol. Tornou-se presidente da Fifa, correu mundo e repetiu o que nosso presidentezinho da FPF faz para se manter no cargo para sempre. Conseguiu ter mais países na associação do que a própria ONU. São entidades particulares e se encobrirem direitinho seus gastos, cachoeiras de dinheiro para seus nababos. Foi presidente até quando quis, deixando para seu assecla Joseph Blatter. Mas elegeu para a CBF Ricardo Teixeira, até então um garoto zona sul, Rio de Janeiro, que casou com sua filha. Hoje ele frequenta Paris como quem vai ao Mosqueiro. Eu mesmo estive em um mesmo vôo, Paris São Paulo e espantava sua marra, sua pose de biliardário. Leiam a entrevista e entenderão tudo. Agora, com a Copa no Brasil, todos lucrarão. É um sem número de irregularidades, sobrando pequenas vinganças contra inimigos como o presidente do São Paulo. As próximas Copas já foram "vendidas", para Rússia e Qatar, que encheram seus bolsos. No meio disso tudo, o jogo futebol. Como ir atrás se eles compram todo mundo? Houve uma CPI contra Teixeira, mas logo acabou inconclusiva e com aplausos. Mesmo assim, estamos puxando seu saco, quem sabe, ele anuncia a Copa das Confederações para o Pará? Qua, qua, qua..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3530849682604247756?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3530849682604247756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3530849682604247756' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3530849682604247756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3530849682604247756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/07/farra-da-copa.html' title='A farra da Copa'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6526126367157786892</id><published>2011-07-27T12:44:00.000-07:00</published><updated>2011-07-27T13:09:42.792-07:00</updated><title type='text'>Futebol é jogo pra homem</title><content type='html'>Agora que os uruguaios já estão em casa festejando o título da Copa América, o de melhor jogador e espantosamente o de equipe mais disciplinada, talvez seja o momento de debater o que realmente aconteceu no torneio, mesmo que ainda ouçamos o barulho da queda de mais um técnico argentino. Primeiro, algo básico: a Copa América é um torneio de férias. Quase todos os jogadores de Brasil e Argentina vêm de uma temporada estafante, mental e psicólogicamente. Nas outras seleções, há também muitos atletas que jogam na Europa, mas a maioria não atua nos maiores clubes, mais exigidos. Mais ainda, todos as outras seleções têm algo a conquistar. Brasil e Argentina, não, embora os hermanos não conquistem nada há bom tempo e tivessem o torneio em sua casa. &lt;br /&gt;Na Europa, esses grandes atletas atuam em gramados perfeitos e dentro de uma ética dominante, no que diz respeito à intensidade física dos choques. Espero que me entendam adiante. Há um respeito pelo colega de profissão e principalmente pelo público que pagou caro para assistir o melhor. Mas o futebol na América do Sul nem sempre é o mesmo que se joga no Brasil, por exemplo. Os campos são ruins e o que chamam de "raça", "garra", "patriotismo" é, claramente, estupidez, boçalidade, quebra das leis do jogo, da ética e do respeito. Então vêm esses jogadores milionários, cansados, à beira do stress e se reúnem em seleção, onde técnico, dirigentes e imprensa os recebem em alto astral para os grandes jogos. Tudo bem, estar na seleção rende contratos, bons prêmios, vamos lá. A Argentina entra em campo contra o Uruguai. Seu técnico declara que se inspira no Barcelona, mas escala, para fazer companhia ao grande Messi, jogadores que se caracterizam por carregar a bola em lances agudos, como Di Maria e Tevez, por exemplo, ao contrário do Barça, que chega aos poucos, que tem a volúpia do passe curto, rasteiro. A torcida grita pedindo sangue, a bola fica dividida. Do outro lado o Uruguai, com nove jogadores dispostos a tudo, recorrendo a faltas, encontrões, chutes, divididas, mas com dois craques à frente, que recebem cem bolas podres, mas com apenas uma realmente boa, podem fazer gol. Deu no que deu. Eles marcam Messi duramente. Chutam, jogam o corpo, empurram, puxam. Messi não reclama. Se o fizesse, seria acusado de fracote. Futebol é para homens. O juiz também não faz nada. Levanta, levanta, eles passam dizendo. Que jogo é esse em que destruir, de qualquer maneira, é mais produtivo do que construir? E o Brasil com seus meninos mimados? O Paraguai passa a Copa inteira empatando. Não tem um Soares, um Forlan à frente. Empata. Todos atrás. Mourinho fez isso com o Barcelona uma vez e ganhou. Ao final da partida, até Eto'o estava dentro da área dando chutões. E saem vibrando, felizes, ganharam dos melhores. Neymar marcado aos pontapés, agarrões, arranhões, chutes. Levanta, levanta seu garoto mimado. Futebol é para homens. Na Europa, com dez minutos, Uruguai e Paraguai teriam vários atletas expulsos e advertidos. Isso não é jogo de futebol. Entraram no esporte errado. Talvez rugby, aquele em que todos se agarram e se jogam ao chão. E a bola é oval. O time do Brasil não sabia o que fazer. Seus zagueiros, à altura do meio de campo, tornaram-se armadores, sem saber armar, bem como cabeças de área. Ganso sumiu diante dos zagueiros. E os outros? O técnico brasileiro deveria despedir seu empresário. Pior, não deveria convocar atletas que também são empresariados pela mesma pessoa e que, flagrantemente, não reúnem condições para jogar. &lt;br /&gt;Enfim, creio que realmente a Argentina foi mal treinada, mas como o Brasil, mal escalado, dificilmente conseguiria ganhar de Uruguai e Paraguai que, com uma maneira de jogar que não pode ser considerada correta. Com boa arbitragem, não poderia ter acontecido. Com bons campos, também não. Se a América do Sul tivesse alguma importância, já estaríamos pensando em uma mudança de regras. Nos últimos dias, o Palmeiras empatou com o Flamento. O time de Scolari fez um Uruguai, com nove atrás mais Kleber e Maykon Leite à frente. Ao final, 1x1. Joel Santana fez um Uruguai contra o Corinthians e ganhou o jogo de 1x0. Está nas regras? Está, mas termina com o futebol show. Nove, dez ou onze homens, atletas, dispostos a não permitir que o outro jogue, sem se importar em jogar, podem acabar com o jogo futebol. É a vitória da mediocridade. E tem a cumplicidade dos juízes, com seu "levanta, levanta", quase debochando do craque, caído. Deixo pra lá a simulação, porque aqui estamos falando de ética. Mas em nome disso, a destruição do belo não pode vencer sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6526126367157786892?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6526126367157786892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6526126367157786892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6526126367157786892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6526126367157786892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/07/futebol-e-jogo-pra-homem.html' title='Futebol é jogo pra homem'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2827597881074577977</id><published>2011-07-26T13:37:00.001-07:00</published><updated>2011-07-27T12:41:27.655-07:00</updated><title type='text'>Amy ou deixe-a</title><content type='html'>Ainda estamos todos traumatizados com a morte de Amy Winehouse, ocorrida no final de semana. Acompanhamos as homenagens, o choro dos pais, do ex-namorado, ainda preso. Seus discos já estão bombando nas paradas. Outros com material inédito também virão. E outros artistas querendo aproveitar uma beirinha. Amy teve uma vida, que mesmo no ápice do sucesso foi muito triste e solitária. Foi uma pessoa doente, que morreu aos poucos, diante da mídia, sem que os esforços feitos para evitar isso tivessem efeito. Só não se pode proteger uma pessoa contra ela própria. Foi o namorado que a apresentou às drogas. Isso ele nunca vai poder se perdoar. Mas penso que mais cedo ou mais tarde alguém ofereceria, ela aceitaria e tudo aconteceria, por conta de sua saúde. Um amigo brincou dizendo que iria assistir seu show no RJ antes que fosse tarde. Em nossa sociedade de espetáculo, passou a ser mais show ela bêbada, drogada, tropeçando, errando letras, caindo de quatro do que seu repertório, que era muito bom. Parecia sempre perturbada, mesmo fora do alcance das lentes. A persona que Mark Ronson inventou para ela a partir de Back to Black era estranha. Bizarra. Obtusa. Aquele penteado, nariz grande e pontudo, queixo idem, olhos com maquiagem aumentando tudo. Um corpo que foi ficando cada vez mais magro, perdendo cintura, quadril, tudo, encimado por seios grandes. E a roupa de prostituta dos anos 60, barata. &lt;br /&gt;Confesso que Amy não me ensejou tanta paixão, ainda que tenha realmente gostado de seu hit “Rehab”. Mais gozado é que nem a banda era dela e sim de Sharon Jones, creio, uma negona que esteve há poucos dias no RJ e SP. Um “produto” muito bem embalado. Agora, ela cantava bacana e suas letras, principalmente, eram ótimas, modernas, ácidas, cruéis, sem self pity. As garotas ouviam e topavam. É com essa que eu vou. Mas aí Amy passou a frequentar mais clínicas de rehab do que desfiles e shows. Será que foi mais um mártir da mídia, ou seja, se esborrachou por nós, bebeu e se drogou por nós, que ao final do dia estamos em nossas caminhas, aquecidos, assistindo Jô Soares? Em nossa sociedade, pagamos caríssimo por jeans rasgados e sujos propositalmente. Compramos a idéia que o gastamos em mil peripécias, vidas, histórias. Amy se arrebentou por nós. Cantava o que queríamos dizer? Drogava-se e bebia por nós? Think about it. Seu maior hit brincava que todos queriam que ela fosse para uma clínica de reabilitação e dizia “no, no, no”. E nós cantávamos em côro. No, no no. Fique em cena e se foda por nós. Talvez ela tenha sofrido ao não conseguir compor outras músicas como as do “Back in Black”. Houve um material que não foi aceito pela gravadora. Onde estava toda a inspiração que estava aqui? Que vinha com a facilidade de um estalar de dedos? Ruy Castro disse que Jimi Hendrix, Janis Joplin, Kurt Cobain, Jim Morrison e Amy Winehouse teriam sido os mesmos grandes artistas senão tivessem sido vítimas das drogas. Eu concordo. Não consigo perceber a influência de Baco na verdadeira criação. Talvez porque não beba nem me drogue. Tomara que Amy agora esteja em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2827597881074577977?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2827597881074577977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2827597881074577977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2827597881074577977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2827597881074577977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/07/amy-ou-deixe.html' title='Amy ou deixe-a'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-8320025616449215365</id><published>2011-07-25T21:21:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T21:37:34.348-07:00</updated><title type='text'>Marina, Chico César e Laurie Anderson</title><content type='html'>Os tiozinhos estão bem servidos. Na loucura em que se transformou o mercado fonográfico, grandes nomes da mpb parecem ter ficado sem espaço. Onde seus discos são vendidos se as lojas estão fechando? Onde estão tocando? Como saber se saíram? Talvez lendo jornais e revistas, mídias ainda adquiridas por pessoas acima de 40 anos, talvez. Em outra época, o país estaria discutindo apaixonadamente os novos discos de Marina, Chico César e Laurie Anderson, esta última, inclusão minha. Há os novos de Chico Buarque e Zélia Duncan, mais o de Gal que vem aí. Bela temporada, não?&lt;br /&gt;Marina ainda funciona em trabalhos gravados em estúdio. É claro que ela já deu seu melhor. E sua voz foi embora há muito. Ainda assim, Climax, o disco novo tem bons momentos. Ela descobre acordes bacanas em melodias quase monocórdicas, mas tornadas palpáveis por intervenções de instrumentos. A parceria com Adriana Calcanhoto, na abertura, Não me venha mais com amor, é a melhor. A voz, em estúdio, quase fala, sussurra, mas passa. E o que se passou com Chico César, uma das, digamos, vítimas da morte do cd, das mídias que comentavam para uma turma jovem, tudo o que fazia? Jornalista, Chico gravou o primeiro trabalho e explodiu com sua mistura de ritmos nordestinos com eletrônica, letras que uniam tradição e modernidade com altíssimo bom gosto. Ele foi se encolhendo, mantendo a qualidade altíssima, mas se fechando na música mais tradicional, gravando com orquestras nordestinas e atualmente, sendo Secretário de Cultura da Paraíba. Gostaria de perguntar. Nas vezes em que esteve aqui em Belém, tive a oportunidade de privar de sua amizade e inteligência. No disco da Biscoito Fino, que substitui a antiga MZA, ele registra sucessos acompanhados por sua banda de sempre, mais um quarteto de cordas, penso, com tonalidades próximas da rabeca. Recebe Elba Ramalho, Ana Carolina e Maria Bethânia, esta, em gravação de estúdio. Sua voz, seus olhos de garoto esperto, poeta maravilhoso, cantando seus hits, possibilitando um reencontro com suas músicas que gostamos de cantar junto. Que maravilha, como é gostar de Laurie Anderson. A atual mulher de Lou Reed é uma das minhas paixões desde muito, movido pela curiosidade, quando soube de uma canção estranha, nas paradas americanas, chamada "O Superman". Laurie, artista multimídia, em uma época em que os computadores chegavam ao mercado fazia seu trabalho com um rosto de moleque levado, cabelos como quem leva um choque e uma mensagem poética potente, linda, moderna, agressivamente terna, se me permitem. Usava vocoders, sequenciadores, sua voz curta, quase sussurrando, nunca imaginando ser cantora, apenas mestre de cerimônias, xamã moderno. Flertou depois com as pistas de dança e após circulou pelos EUA com uma proposta sonora e visual, projetando imagens, filmes, cenas. Esteve no Brasil e não posso me perdoar de não ter ido vê-la em SP ou RJ. Andei ouvindo um de seus últimos trabalhos, "Homeland", hoje repetindo os sons de antes, com melhor aparelhagem, claro. São texturas leves, que conduz com seu violino e os poemas, sussurrados, calmos, mesmo os mais agressivos. Que coisa linda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-8320025616449215365?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/8320025616449215365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=8320025616449215365' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8320025616449215365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8320025616449215365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/07/marina-chico-cesar-e-laurie-anderson.html' title='Marina, Chico César e Laurie Anderson'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-141817693996450003</id><published>2011-07-25T20:59:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T21:21:25.469-07:00</updated><title type='text'>Os grandes líderes</title><content type='html'>Acabo de chegar ao fim de uma longa jornada, lendo os quatro livros da série "Imperador", escrita pelo inglês Conn Gulden, romanceando no limite entre ficção e fatos a vida de Júlio César, a grande figura de Roma. Imaginem que ao mesmo tempo venci a primeira temporada da série Boardwalk Empire e também de Game of Thrones. De grandes líderes, traições, mistérios, conquistas e amores, estou lotado. Nos próximos dias assistirei alguns filmes, antes de retornar aos livros. &lt;br /&gt;"Imperador" é uma grande série. O incrível é perceber que mesmo as grandes figuras, que conquistam multidões, povos, países, no fim, acabam por lutas internas, questões íntimas. Da infância à adolescência, Cesar teve Brutus como principal amigo, este criado ao seu lado sem grandes explicações, sem pai nem mãe. Em terreno limítrofe à propriedade do pai de César, Suetônio, garoto grande, malvado, que lhes dava grandes surras como somente os garotos e sua crueldade podem fazer. Adiante, Brutus descobre ser filho de Servília, famosa prostituta que depois se apaixona por César. Suetônio passa a vida invejando o vizinho e se preparando para o grande momento. Conn por vezes inventa personagens para fazer fluir a história, mas as explicações mostram que o mais importante é todo verdadeiro. César vai conquistando tudo, inclusive Cleópatra, e aumentando, também, a profunda inveja de seu amigo mais próximo, Brutus. O filho de Servília era belo, o melhor espadachim, guerreiro, mas não era César. Traiu a primeira vez e foi insuportavelmente perdoado. Que bem que eu te fiz pra você me querer tão mal? Além de Suetônio, é Brutus a desferir a facada mortal, no coração de Júlio César. Aquela série "Roma", que passou na HBO já mostrava este César que chega após uns dez anos guerreando e encontrando a cidade. O livro também serviu para reafirmar minha antipatia por certos grandes líderes. Pessoas com extraordinário poder de manipulação, que usam para reunir gente sem horizonte, ou cheias de vontades que não têm coragem de realizar, mas que se sentem movidos por um outro. Morrem pelos líderes. Lutam até o último sangue. O objetivo do líder vira seu objetivo, embora de nada dele possa aproveitar. E aí é que está. Manipulados, elevam aos píncaros esses líderes egoístas, que usando belos argumentos querem, realmente, um triunfo muito pessoal. Essa é a história de César e de tantos outros. Nesse sentido, é interessante assistir Game of Thrones, série inglesa muito bem produzida, inventando uma terra onde há sete reinos unidos em um só rei, além de uma muralha que os separa do inóspito e gelado norte, época medieval. A bravura, a honra, a honestidade, o nome da família, tudo é posto em jogo. Já foi dito antes, mas hoje, o cinema mais inteligente feito nos Estados Unidos está nas séries. Vale para The Boardwalk Empire, localizado em Atlantic City, época da Lei Seca, onde uma cidade é refém de uma quadrilha de contrabandistas. Grandes atuações, figurino, cenário e roteiro. Já rolou a primeira temporada e a segunda, lá fora, penso que deve ir ao ar antes do final do ano. Há figuras como Lucky Luciano e Al Capone engatinhando no crime. Misturam fato e ficção de maneira exemplar. Estive na Fox e há um livro, bem grosso, contando a história de Júlio César. Fiquei tentado a comprar, para checar tudo, conforme a coleção que acabei de ler. Mas achei maluquice demais. Há muitas outras histórias para ler, não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-141817693996450003?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/141817693996450003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=141817693996450003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/141817693996450003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/141817693996450003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/07/os-grandes-lideres.html' title='Os grandes líderes'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6517931665840473134</id><published>2011-07-01T07:35:00.000-07:00</published><updated>2011-07-01T07:43:34.917-07:00</updated><title type='text'>Flamengo até debaixo d'água</title><content type='html'>Vocês não sabem como já foi terrível ser Flamengo. Ser gozado pelo pessoal do Botafogo a cada final de semana. Era uma época em que o rubro-negro tinha em suas linhas atletas como Onça, um zagueiro destemido e ruim, atarracado e forte, usando calções enormes. Um meio de campo chamado Liminha, horroroso, e um beque paraguaio chamado Reyes. Por sorte, no gol, estava outro gringo, Dominguez, que tendo à frente tão promissora zaga, fazia as vezes de líbero. Mas eu perseverei. Meu pai, diante da deserção do filho mais velho, apaixonado por Garrincha e Didi, do Botafogo, tratou de me presentear com um relógio onde havia, no centro, um escudo do mais querido. Antes, no meu Flamengo de botão, o ataque era formado por Joel Henrique, Dida e Babá, que apenas meu pai havia assistido jogar. Dida era o craque. O camisa dez da seleção brasileira, na Copa de 58, até um garoto chamado Pelé tomar conta da posição. Pouco tempo depois, meu avô Edgar me levou ao Maracanã. Flamengo e Vasco. Não lembro se decidia alguma coisa. O ponta rubro-negro chamado José Ufarte, mais conhecido como Espanhol, fez um golaço e saiu do campo vibrando. Nunca esqueci. Em quase todos os outros grandes momentos, meu pai estava a meu lado, vibrando. Assistimos na tv o recém eleito Márcio Braga anunciar os novos tempos, que vieram com Zico e aquele time inesquecível. Estávamos juntos, colados à tv, juntamente com o saudoso Jocelyn Brasil, quando Nunes driblou o zagueiro do Atlético Mineiro e venceu o goleiro mineiro, dando o campeonato nacional ao Flamengo. Quando Andrade fez o sexto gol da goleada contra o Botafogo. Ou quando Zico bateu aquela falta e o goleiro chileno Wurth ficou olhando a bola entrar, confirmando a Taça Libertadores. E que tal contra o Liverpool, no Japão, começando a festa logo de manhã? Quando o Flamengo vinha a Belém jogar pelo campeonato nacional, lá estava o Edyr Proença com a delegação, com a turma da Fla Fla de Belém, recepcionando, sendo homenageado, todo feliz. Não sei explicar. Será uma combinação de cores no uniforme, que com o sol ou a iluminação noturna, provoca um sentimento de euforia? Cada vez que a equipe entra em campo sinto um arrepio de emoção. Já cheguei a passar mal. Estávamos no auditório da Embratel, quando os jogos ainda não eram transmitidos com essa facilidade de hoje. Flamengo e Vasco. O ponta do Flamengo livra-se de dois ou três e cruza. Zico entra e escora. Flamengo campeão. Todos no auditório levantam-se para vibrar. Não consigo. Algo me deixa preso à cadeira. Quero respirar e não consigo. Disfarço. Não vou estragar a alegria de ninguém. É bom ser Flamengo. É mais uma maneira de lembrar meu pai. Sempre que vou ao RJ, passo na Gávea. Por nada. Para dar uma volta. Para ir à Flaboutique. Lá, comprei a camisa 43, de Petkovic. Era um domingo de sol. Sozinho, assisti o vôo lindo da bola, chutada pelo sérvio, fazendo a curva e entrando no ângulo, dando mais um título. Levantei, quis gritar, mas veio apenas choro de emoção. Como recentemente, Maracanã, Ronaldo Angelim, o feio, magro, tímido e excelente zagueiro, marcando o gol de mais um título. Sou Flamengo e por isso, quando choro, choro de alegria, choro por lembrar de meu pai querido, que pegava o violão e cantava “Flamengo eu sou de coração. Flamengo até debaixo d’água. Quem fala mal do clube campeão. Ou é de inveja ou é de mágoa”. Em tempo, meus filhos são Flamengo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6517931665840473134?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6517931665840473134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6517931665840473134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6517931665840473134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6517931665840473134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/07/flamengo-ate-debaixo-dagua.html' title='Flamengo até debaixo d&apos;água'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-177172979825681754</id><published>2011-06-17T12:10:00.001-07:00</published><updated>2011-06-17T12:23:13.773-07:00</updated><title type='text'>Me ouva</title><content type='html'>Os domingos têm sido bem difíceis de suportar para quem mora nas redondezas da Praça da República. Com o verão, houve um aumento no número de pessoas que ali se dirige para passar o tempo, se divertir, ver um pouco de verde. O problema está na falta da Prefeitura, que, de resto, falta em toda a cidade. Mas está também no nosso egoísmo, nossa falta de civilidade, nossa má educação. A Praça transformou-se no que se chama de "mafuá". Afinal, vamos à Praça para respirar, passear ou para comprar as "maravilhosas" ofertas dos camelôs? Agora, vá mexer com eles! Aparecem sindicatos, "artoridades", o mundo, em sua defesa. E quanto a nós? Despejamos todo nosso lixo pelo chão. Comida, embalagens, garrafas, outros piores. Desde cedo, na esquina, um cidadão usa de todos os meios para nos transportar para aquelas feiras livres de povoados do interior. Usa para isso, uma bicicleta, onde está instalado um potente som, no qual fica tocando suas músicas. &lt;br /&gt;Começa umas oito da manhã e vai parar lá pelas três da tarde. É o mesmo que durante a semana faz propaganda para Marisa Carnes, o açougue da Presidente Vargas. Além de dançar, faz propaganda e pede "Me ouva, me ouva". Menomale que sua seleção junina musical é de razoável qualidade, de Gonzagão a Jackson do Pandeiro, sem resvalar para as atrocidades atuais. Mas aí, havia no teatro ao ar livre da Praça, uma banda de percussão tocando. Em seguida, inicia o projeto da Vale, em grande palco, onde bons músicos, chefiados por Adelbert Carneiro, tocam brega. Alto. Bem alto. Anotem porque já temos três concorrentes sonoros. Pode acrescer o arrastão do Pavulagem, que chega com seus milhares de seguidores bebendo, comendo, jogando tudo pelo chão e tocando alto. Bem alto. Satisfeito? Há o indescritível Bento Maravilha e seu Trio Elétrico, esculhambando com o governo, com o motorista que deixou o carro na esquina e ele bateu, pedindo suco, vendendo cd de merengue. Alto. Bem alto. Quando eles vão embora, restam os "crepúsculos" próximos à Assis de Vasconcelos. Todos de preto, pequenos grupos. O cheiro de maconha é tão forte quanto em outros dias da semana. É liberado. Também namoro entre pessoas do mesmo sexo. Nada contra, evidentemente. Mas não precisavam ficar quase às vias de fato. Há crianças por ali. A Praça é um campo pós batalha. A sujeira somente será retirada na segunda feira. A grama está alta. Não há iluminação. O bestalhão diz "me ouva, me ouva", mas não há como.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-177172979825681754?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/177172979825681754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=177172979825681754' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/177172979825681754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/177172979825681754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/06/me-ouva.html' title='Me ouva'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-4572872287404574747</id><published>2011-06-10T13:10:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T13:20:18.787-07:00</updated><title type='text'>A Felicidade Suprema</title><content type='html'>Acabo de me deliciar assistindo o último filme de Arnaldo Jabor, A Felicidade Suprema, uma espécie de Amarcord, ou Baaria, reminiscências de sua infância e adolescência, no caso de Jabor, no subúrbio do Rio de Janeiro. Quem acompanha suas colunas em O Globo poderá identificar personagens e cenas as quais, de vez em quando, ele inclui nos comentários. Aqui em seu universo particular, formado pelo pai, aviador da FAB, a mãe, cantora frustrada e forçada a permanecer como dona de casa, segundo os costumes da época e seus avós, onde reluz o avô, magistralmente interpretado por Marcos Nanini, certamente um dos melhores ou o melhor ator brasileiro em atividade. O filme é romantico, lindo, cruel, poético e com um final onde Nanini nos faz despertar os melhores sentimentos de uma bela despedida. E há personagens rápidos, intensos, como o de Emiliano Queiroz, por exemplo. A falta de um maior destaque na imprensa em geral para este filme sensacional chega a ser um absurdo. Jabor é um jornalista polêmico, de opiniões fortes, as quais, quase 100%, compartilho. Mas creio que os que não gostam, se vingam, talvez, relegando o belo filme a uma trajetória meramente comum. Não merece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-4572872287404574747?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/4572872287404574747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=4572872287404574747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4572872287404574747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4572872287404574747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/06/felicidade-suprema.html' title='A Felicidade Suprema'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3808344213598112457</id><published>2011-06-08T10:21:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T10:31:17.159-07:00</updated><title type='text'>Je t'aime Serge Gainsbourg</title><content type='html'>O pessoal de hoje não consegue imaginar como, antigamente, nos ligávamos nas coisas, tão distantes. Em termos de música pop e comportamento, começamos pelos Beatles e demais ingleses. Alguma coisa americana. Demorei para dar atenção aos Doors. Preferia Hendrix. Mas também pouco me importei com David Bowie, por conta do péssimo trabalho de divulgação, no Brasil, de sua gravadora. Enfim, tudo prejudicava. Ouvi inicialmente Serge Gainsbourg sem nem imaginar que era dele uma das músicas que embalou minha adolescência, "Comment te dire adieu", cantada por Françoise Hardy. Depois, através de sua música Je t'aime moi non plus, em dupla com a belíssima Jane Birkin. Antes, já estava apaixonado por Jane, através do filme "La Piscine", onde contracenava com Romy Schnneider (outra paixão), Alain Delon e Maurice Ronet. Je t'aime foi um escândalo, claro, proibida, mas o Edgar, meu irmão, ganhou o compacto. Adiante, na medida em que as comunicações melhoraram, tinha notícias de Serge. Suas músicas, a versão do hino francês tocado em reggae com a galera da Jamaica. Sua morte. Há alguns anos saiu uma biografia onde pude me apaixonar por esse artista provocador, conquistador, desafiador e maravilhoso. Feio, narigudo, orelhudo, fazia certamente como meu avô Edgar, que dizia "seu colega, eu sou feio, mas se me deixar abrir a boca..". Namorou Juliette Gréco, fez Je t'aime para Brigite Bardot, que não gravou porque foi proibida por seu marido, na época, Gunter Sachs. E casou com Jane Birkin, com quem gravou a belíssima música e adiante, outra, bela, "La Decadanse". Está chegando no Brasil um filme, feito por Joann Sfar, muito bom, que combina elementos de HQ muito bem, tem Laetitia Costa como Brigitte e uma moça, como Jane Birkin, que se suicidou pouco antes do filme ficar pronto, dando uma dose de acidez que Serge bem que gostaria. É muito bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3808344213598112457?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3808344213598112457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3808344213598112457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3808344213598112457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3808344213598112457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/06/je-taime-serge-gainsbourg.html' title='Je t&apos;aime Serge Gainsbourg'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-8722393805083829196</id><published>2011-06-08T10:15:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T10:19:58.214-07:00</updated><title type='text'>Morreu Rubilota</title><content type='html'>Seu nome era Wolter Robilota, mas ficou conhecido como Rubilota. Juvenil do Vasco da Gama, creio, veio para Belém jogar no Paysandu, onde fez memorável dupla de área com outro carioca, Bené. Depois foi para o Remo, onde se identificou e também obteve muitas glórias. Era um jogador esguio, elegante, inteligente, que sabia jogar futebol. Atuou em grandes equipes, mas lembro dele ao lado de Caíto, Alcino, Roberto Diabo Louro e outros. Um herói da minha infância e adolescência. Depois, formou-se em Direito, casou, teve filhos e netos. Casado com a irmã da mulher de um dos meus irmãos, encontrávamos anualmente em aniversários, natal, reveillon. Fazíamos uma roda, com Edgar Augusto e Orlando Bordalo e entrávamos pela noite a conversar sobre futebol, principalmente dos tempos passados. Como era bom. Hoje fui dar-lhe adeus. Essas cerimônias de adeus que a partir de uma certa idade, começam a ficar cada vez mais numerosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-8722393805083829196?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/8722393805083829196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=8722393805083829196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8722393805083829196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8722393805083829196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/06/morreu-rubilota.html' title='Morreu Rubilota'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2534377463356430884</id><published>2011-05-19T12:23:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T12:59:47.258-07:00</updated><title type='text'>Edyr Proença, 91 anos</title><content type='html'>Se estivesse entre nós, meu pai faria, hoje, 91 anos. Interessante, porque seriam 91 anos, comemorados em 19 de maio. Leio no facebook mensagens publicadas por seus netos e penso no tempo que passa. Edyr morreu há 13 anos, no dia 5 de maio de 1998. Estava bem de saúde, cheio de vida, em um momento maravilhoso quando se olha para trás e vê que já fez o que tinha de fazer e agora é só aproveitar. Assistir jogos de futebol, vôlei e basquete na tv. Tocar violão, compor músicas e reunir com os amigos. Em 30 dias ele se despediu. Infecção hospitalar, após uma intervenção cirúrgica feita com sucesso. Talvez por essa partida súbita, sem preparo adequado, ele permanece ao meu lado e eu lembro dele ainda comentando, na minha sala, a tal cirurgia. Sendo contrário aos nossos argumentos de operar em São Paulo. "Aqui estou junto de vocês, dos meus amigos e operado por amigos", disse. Estava diariamente comigo colocando o papo em dia. Quando se foi, herdei também amigos como Delival Nobre, Julio Cruz e Carlos Alberto Farias, que uma vez por semana também passavam em minha sala para tomar um café, fumar um cigarro, saber das novidades. Bem, agora, já voltaram a bater papo e contar piadas, em algum lugar. A mim ensinou quase tudo. A ser menos imprudente, o que hoje sei, vem com a idade. A procurar o consenso sobre os assuntos. A ter equilíbrio. A ter a informação precisa para poder emitir opinião. Não era muito fã de teatro. Ia a todas as minhas estréias e claro, dizia ter gostado. Mas não era sua praia, como a música. E posso dizer, com orgulho que o motivei a voltar a compor, após longos anos afastado do violão, dedicado apenas ao trabalho e criar os filhos. Escrevi uma letra, dentro de seu universo poético e lhe entreguei. Virou "Amor imperfeito" que sei, foi sucesso em suas serestas. Lembro outra, "A rua do poeta". Estávamos no Mosqueiro, em férias, quando apareceu na televisão uma reportagem mostrando a troca de nome, no Rio de Janeiro, da Rua Montenegro, que passou a se chamar "Rua Vinícius de Morais". Ele deu o mote e cobrou. Eu doido para ir jogar futebol na praia. Consegui terminar. Meu irmão Edgar gravou. As pessoas gostam. E os sambas do Quem São Eles? Ele gostava era do desafio. Gostava que eu desse idéias. Vinha e mostrava em fitas cassete, gravações caseiras em que ouvíamos, ao fundo, seus curiós cantando. Se estivesse entre nós, quanta alegria, hoje, comemorar seu aniversário. Perdoem o lugar comum, mas ele está permanentemente ao meu lado e hoje, sinto uma mistura de alegria por sua lembrança/presença e alguma tristeza por olhar para o lado e não encontra-lo. Sinto um imenso orgulho de ser seu filho. De ter o seu nome. Quando trabalhei na Tv, comentando jogos, alguns colegas, no corre corre, me chamavam de Edyr Proença, ao invés de Edyr Augusto. Quando se desculpavam, eu dizia que não me importava. Pelo contrário, gostaria que sempre errassem, mas falassem seu nome. Me orgulho tanto de meu pai!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2534377463356430884?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2534377463356430884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2534377463356430884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2534377463356430884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2534377463356430884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/05/edyr-proenca-91-anos.html' title='Edyr Proença, 91 anos'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2252535926571326099</id><published>2011-05-18T11:49:00.000-07:00</published><updated>2011-05-18T12:05:21.607-07:00</updated><title type='text'>Viver por viver</title><content type='html'>Viver por Viver, de Claude Lelouch, de 1967, Globo de Ouro, indicado ao Oscar. Com Yves Montand, Annie Girardot e Candice Bergen. Figurino de Yves Saint Laurent e música de Francis Lai, uma delas cantada por Nicole Croisille.&lt;br /&gt;Aconteceu-me algo muito interessante, muito marcante de vida, que agora divido com os leitores deste blog. O filme francês "Vivre pour Vivre" foi lançado em 1967, dirigido por Claude Lelouch. Foi uma época especial, com desdobramentos sentidos até hoje. Guerra do Vietnã, rock, revolução de costumes, moda, sexo livre, hippies, flower power. Além da assinatura de Lelouch, o elenco tem o super galã Yves Montand, a belíssima Annie Girardot e a americana Candice Bergen, no auge da beleza e juventude que fez Tom Jobim compor "Bonita", somente por vê-la dentro de um avião, ela que acabou nos braços do jornalista Tarso de Castro. Mas é outra história. O autor dos figurinos é ninguém menos que Yves Saint Laurent. E a música, de Francis Lai. O filme é bem romântico, onde Yves faz um repórter especial de televisão que vive viajando e mantém várias namoradas apesar de ser casado com Annie. Surge Candice e é a nova namorada. No triângulo amoroso, a esposa sai perdendo, mas a garota americana, após algum tempo, manda o jornalista adiante e este, sozinho, tenta um retorno ao lar antigo. Há cenas lindas de Paris e Amsterdam mas o que penso é que o personagem de Yves gosta mesmo é de cigarro. Durante o filme deve fumar uns trinta a quarenta, quem sabe. Annie e Candice, lindas, falam, beijam, prometem, e Yves acende cigarros. Em nossa atualidade onde fumar virou algo condenável, Yves chega a chocar de tanta fumaça e em qualquer lugar. Mas não era disso que desejava falar. Certamente um ano depois do lançamento do filme na Europa e EUA, penso que ele foi lançado no Brasil. Com ele, sua trilha sonora, um excepcional trabalho de Francis Lai, com um tema básico lindo, desenvolvido em diversos andamentos, além de outras músicas, algumas cantadas, uma delas por Nicole Croisille. O disco apareceu em casa. Meu pai, à época, escrevia sobre discos em algum jornal. A gravadora enviou. E logo estava em nossos "pratos". Amadureci, envelheci e continuei apaixonado pela trilha. Anos atrás, comprei uma versão em cd, com faixas remasterizadas. O mais incrível: nunca havia assistido "Viver por Viver". Não tinha a menor idéia do roteiro do filme. Nada. Foi amor apenas pela trilha, magnífica. Pois ontem, matei a curiosidade. Sim, hoje faria retoques no roteiro, mas é representativo de época, romantico, super romantico. Gosto disso. Annie e Candice, lindas. E a música, meu Deus, que coisa linda! Quarenta e tantos anos depois, assisti, finalmente, "Viver por Viver". E vocês? Que tal? Procurem nas locadoras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2252535926571326099?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2252535926571326099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2252535926571326099' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2252535926571326099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2252535926571326099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/05/viver-por-viver.html' title='Viver por viver'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3749490354685639347</id><published>2011-05-17T12:53:00.000-07:00</published><updated>2011-05-17T13:10:42.793-07:00</updated><title type='text'>Os Burro</title><content type='html'>O MEC acaba de autorizar a burrice para todos os brasileiros. É a vitória dos cretinos, esses que se orgulham em falar errado, que ficam felizes ao impor sua estupidez a todos. É muito difícil escutar qualquer conversa, hoje, em Belém, ao menos, seja de doutores ou pessoas de escolaridade mais baixa, sem "as pessoa", ou "tu fez". É de dar ódio. Pior para os gaúchos, pois parece já estar inserido em sua fala coloquial. Ontem, no Jornal Nacional, reportagem sobre as escolas brasileiras, estavam em uma das melhores de Porto Alegre ou arredores e vem a professora e pergunta a uma criança "tu vem?" ou "tu sabe". É o fim do mundo. Nossos jovens até lêem, mas não entendem o que leram. Copiam da lousa, do caderno, mas não sabem dizer o que fizeram. E vem nosso amigo que mora no subúrbio de Benevides e nos mostra a prova passada pela professora, com enunciados eivados de erros de português. O que fazer? A irmã do amigo, atrasada, na mesma série, decora a lição para que, na aula de leitura, possa disfarçar e enganar a professora, fazendo-a acreditar que está lendo. Mas todos precisam passar. Precisam seguir adiante e não engarrafar o trânsito de alunos. Até faculdades precisam aprovar x número de alunos a cada semestre, para evitar cortes de verbas. É humilhante. Camile Paglia, aquela filósofa americana "chegada a um barraco", disse que os jovens de hoje não têm material concreto, não tocam, não vêem pessoalmente a arte. Tudo é virtual, cyberespaço. Em várias escolas, os alunos entram com notebooks. O professor anuncia a matéria e a galera "googla" para saber detalhes. E a aula? Todos com fones de ouvido, escutando música, rádio, sei lá. E a distância entre a sala de aula do subúrbio de Benevides e a do Colégio Nazaré? E agora leio que os estudantes de Belém protestam contra o número de livros que precisam ler para fazer o Vestibular. Por si só já é um assunto complexo. A distância brutal que existe entre o universo dos nossos jovens e a Literatura clássica pedida no exame é algo desanimador. Tudo deveria mudar. Os livros deveriam ser de escritores mais modernos, assuntos mais leves. É preciso levar os jovens à leitura e adiante, leitores, passem a ler obras clássicas ou mesmo, sigam leitores. Da maneira atual, tudo é chato, monótono e para sempre, a Literatura estará marcada como algo irritante. Por mim, mudavam os livros e aumentava a quantidade. E discutia em sala, como na França. Mas é somente uma idéia. Os burro ganharam. Que merda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3749490354685639347?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3749490354685639347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3749490354685639347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3749490354685639347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3749490354685639347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/05/os-burro.html' title='Os Burro'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-1625393201894252390</id><published>2011-05-06T12:35:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T12:36:05.479-07:00</updated><title type='text'>Com olhos bem fechados</title><content type='html'>Escrevo de sopetão. Acho até que já escrevi sobre isso. Me repito. Tive dez minutos de folga e cliquei para ouvir Beatles, assim a esmo. Rodou “It’s only love”, uma bobagem deliciosa, que particularmente me lembra uma pessoa, das antigas. Tudo isso me levou direto para a boate da Assembléia Paraense, a velha, na Presidente Vargas, onde havia, aos domingos, uma “Tertúlia”, assim chamavam, ou seja, festa para adolescentes. Rolava também no Pará Clube, na Tuna, T1, enfim, outros lugares. Mas a lembrança é da AP. Dançar de rosto colado. Ouvi a música, fechei os olhos e lembrei das sensações. Um primo, na época, me despertava inveja. Dançava do começo ao fim das festas. Saía de uma para outra menina. Como fazia? Tímido, sonhador, covarde talvez, eu hesitava, olhando as meninas, já deixando de lado as mais lindas e procuradas. Imagina, chego lá, “quer dançar?”, ela me olha de cima abaixo, baixinho, cabeçudo, feio e vai acabar me enxotando. Vai ser pior. E lá ia a noite avançando. Eu nas considerações. Em outra, havia a mãe e o pai. Enfrentar a mãe era uma coisa, mas o pai também, nunca. Um problema, uma tensão insuportável, a vontade de ir para o bar e deixar para um outro domingo, quem sabe. E no bar, ouvir os bonitões comentando que dançaram com essa e aquela, colaram com fulana e sicrana. Ature essa pressão toda. Encher a cara com cuba libre? Vai direto no rum puro? Mas tonto não daria para enfrentar. Afinal, sou um homem ou um rato? Passei a semana pensando nela, naquela uma que está sentada próximo à porta e agora passo, repasso, olho, ela está sentada, por sorte não veio ninguém tira-la para dançar. É a minha chance. Chance? Penso nas probabilidades. Considero pequenas. Diminutas. Bom, ao menos, se levar um “pau na testa”, já saio direto pela porta e vou para casa pra deixar de ser besta. Encho de ar os pulmões e vou caminhando em sua direção, como um grumete condenado, caminhando pela prancha do navio de um pirata sanguinário e vingativo. Olho para baixo e vejo os tubarões distribuindo senha para quem quiser provar meus pedaços. “Quer dançar?” Ela me olha, gelo, e ouço “O quê?” Realmente, a pergunta saíra tão baixa que ninguém ouviria. Ou então já é algum truque para me responder “não, estou cansada”, o que sem dúvida me faria considerar o suicídio, se tivesse nos dentes uma dose letal de estricnina, como aqueles espiões da Guerra Fria. Engato um Cid Moreira e pergunto “Quer dançar?”. Sim. Ela levanta, eu a deixo passar e vou atrás até a pista, onde Guilherme Coutinho toca e Walter Bandeira canta tipo “eu e eu, nesse amor que só vive em mim, que nem mesmo pode morrer, sendo eterno na dor”.. Agora dançamos, sem dizer nada, um ao outro. Percebo que a cabeça dela vai chegando próximo ao meu rosto. Seus cabelos já me espetam o rosto. Sinto seu perfume e agora já não faço a mínima idéia da música. Nossos corpos se aproximam e sinto sua respiração. Estupefato, maravilhado, sin palabras, o coração metralhando, ofereço o rosto e estamos colados. E agora? Qual o próximo passo? Sequer trocamos duas palavras, quer dizer, “quer dançar e sim”. Mais que duas. Concentre-se, pense no que fazer agora. Você se preparou tanto! Preparou nada. Não pensou nessa etapa. Não acreditou que chegasse a isso? Seria uma pobre idéia de mim próprio ou extremo respeito às meninas? Não tergiverse. E agora? Houston, we got a problem. Ajuda dos universitários! Infelizmente, travei. Simples. Nada de alt crtl del. Travei. Termina a música. Talvez decepcionada, ela me sussurra “vamos parar?”. E eu cedo sem luta, sem puxa-la de volta aos meus braços, jogar-me aos seus pés, enfim, sem reação, talvez os olhos baixos, não com ela, mas comigo mesmo. Ela vai para sua mesa e eu vou cabisbaixo em direção à porta de saída quando, boom, ué, ela colou comigo, senti seu perfume, seus cabelos e não nada mais importante no mundo. Dou meia volta. Na próxima música, será que ela dança novamente comigo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-1625393201894252390?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/1625393201894252390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=1625393201894252390' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1625393201894252390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1625393201894252390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/05/com-olhos-bem-fechados.html' title='Com olhos bem fechados'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2588990013023062295</id><published>2011-04-19T13:52:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T14:18:52.489-07:00</updated><title type='text'>De volta ao Zeppelin, o dirigível informativo</title><content type='html'>Um amigo realiza uma pesquisa sobre publicações em Belém e me pede informações sobre o Zeppelin. Fui até minha biblioteca e peguei dois tomos onde estão compiladas quase todas as edições deste jornal no formato de tablóide que circulou com dois números independentes e o resto, por um ano e tanto, creio, em O Liberal e O Estado do Pará. Mergulhei naquilo e lembrei de uma época maravilhosa. O Luiz Braga veio com a proposta. Havia vários jornais no Rio e SP, distribuídos gratuitamente, para um público específico, em edições pagas pelas propagandas que veiculava. Em poucos dias, decidimos suas variadas seções, reunimos no estúdio do Braga, ali na Padre Eutíquio e numa manhã de sábado, esfregávamos as mãos, nervosos, aguardando a impressão, feita nas oficinas de O Estado do Pará. Com 16 ou 20 páginas, não lembro, trazia a fotografia da belíssima Natasha, feita por Luiz Braga, já naquela época o gênio da fotografia. Janjo fazia a diagramação e os que hoje têm o auxílio do computador, não podem ter idéia do trabalho que dava sair do normal, no visual, como era nossa idéia. Havia famílias de letras, desenho de letras, fotos, textos colados, sangrados, trabalho insano. Quanto a mim, escrevia todo o jornal. Simples, não é? O segundo número trouxe Yvonne Mello na capa. E então veio o convite para visitar Rômulo Maiorana. Em sua sala, a proposta irrecusável. "Preciso dar uma rejuvenescida no jornal. Vocês precisam de público. O jornal sai encartado em O Liberal e vocês podem ficar com o dinheiro auferido na propaganda que contratarem". Ótimo. Em duas semanas, saímos de uns dois mil exemplares, para uns noventa mil que, creio, era o que rodava no sábado, O Liberal. Gostaram. Na semana seguinte, passamos a sair aos domingos, em mais de cem mil exemplares. Era uma época em que os jornais impressos eram bem lidos. E entramos numa espiral. José Franco, outro amigo, veio para vender anúncios. Eurico Mendes convidava os entrevistados e os recebia em sua casa, onde o whisky jorrava generosamente. Várias outras pessoas participavam. Mas na hora do vamos ver, Luiz Braga fotografava tudo. Janjo passava as madrugadas no jornal e eu a semana inteira, na máquina de datilografar. Lembro de uma página, Fait Divers, que fazia a partir de revistas importadas que seu Rômulo me mandava semanalmente, como L'Express e Panorama. Era gostoso e reconfortante, tão novos, sermos recebidos de maneira tão entusiasmada. Mas era também extremamente cansativo. Fazíamos com alegria, pela vontade de fazer. Lembro uma noite de sábado, já pronto para ir à uma discoteca, o telefonema de seu Rômulo. Ele somente saía do jornal quando lia o exemplar de domingo. Havia uma questão, lá, que prefiro omitir, mas que precisava nossa intervenção, por sua sugestão. Mexemos. Seu Rômulo, ao invés de mandar, conversava, argumentava, na boa. Como resistir? Uma vez, comemoramos 1 ano de jornal, com uma festa na Signo's, a grande casa da época. Pois é, até Prefeito e Governador foram. Pode? E veio um dia, uma série de mal entendidos, gente dando corda, dizendo que nós é que vendíamos o Liberal aos domingos e seu Rômulo nos chamou e explicou que íamos passar para a segunda feira. Não gostamos. Bobos, metidos, jovens. Gente de dinheiro estava investindo em O Estado do Pará. Contratando as melhores figuras por salário triplicado. Mandaram dizer a nós que disséssemos quanto queríamos ganhar. Que teríamos capa e matérias coloridas. Enfim, o paraíso. Fomos. Foram três meses meio estranhos. Não recebemos. Ninguém recebeu. Fomos à Justiça e ganhamos. Fomos gastar em NY. E paramos. Estávamos cansados, implicando uns com os outros. Éramos poucos. De verdade, bem amadores em organização. Mas para mim, uma grande escola. Com as mais diversas influências, claro, creio que o Zeppelin deixou exemplos de texto. Principalmente influenciou nas fotos de Luiz Braga e mais ainda, muito mais, creio que influenciou muita gente no que diz respeito à diagramação. Até hoje não consegui entender porque ninguém quis saber do Zeppelin. Ninguém estuda, pesquisa, debate, nada. Coisas de Belém. Mas esse amigo conseguiu me fazer voltar no tempo. Rever faces que até hoje estão aprontando, gente que nos deixou e uma super saudade. Quem deu o nome? Acho que foi o Janjo, que mais tarde o utilizou em uma casa noturna. "Dirigível Informativo" acho que é meu, mas não sei bem o que quer dizer. Grande vida. Quero que você me leve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2588990013023062295?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2588990013023062295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2588990013023062295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2588990013023062295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2588990013023062295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/04/de-volta-ao-zeppelin-o-dirigivel.html' title='De volta ao Zeppelin, o dirigível informativo'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7230922259448468005</id><published>2011-04-15T08:26:00.000-07:00</published><updated>2011-04-15T08:58:42.792-07:00</updated><title type='text'>Meu irmão faz 60 anos</title><content type='html'>Edgar Augusto, meu irmão mais velho, completa 60 anos de idade nesta segunda feira. Como irmão, posso dizer que muito me orgulho dele, de sua trajetória, de tudo aquilo que conseguiu realizar até agora. Ser o irmão mais velho não é fácil. Pega pais de primeira viagem. No caso dele, pior ainda, pois veio a revolução de costumes, anos 60, 70, política, ditadura, guerras, rock and roll. Lembro que para usar cabelo grande e botas, precisou refugiar-se na casa de meus avós e de lá retornar somente após longas negociações. Os que apenas o conhecem do rádio e tv podem acha-lo sério, com aquela voz de locutor bem colocada, precisa na dicção. A família, amigos mais próximos, sabem de seu gênio extremamente doce, às vezes meio fechado, sentimental, abraçando o passado com paixão, no amor desmedido pelos Beatles. Eu, que acompanhei bem de perto esse amor, que conheço, também todas as músicas, sei o que é isso. Quando somos muito novos, uma diferença, como a nossa, de três anos, é algo bem forte, que se dilui com o passar do tempo. Mas o que eu prefiro fazer, neste blog, é uma reparação pessoal, no que diz respeito à veia artística, revelada em mim na escrita, seja em Literatura, Teatro, Música. Na maioria das vezes em que toco no assunto, dou créditos ao meu avô Edgar, minha tia Adalcinda e acima de tudo, à minha mãe e meu pai, ambos bem opostos, ela nos devaneios maravilhosos, ele na precisão e equilíbrio. Mas não. Meu irmão Edgar tem tudo a ver. Mais velho, sofreu bastante comigo, seja incomodando-o quando brincava, organizado, com seu trem elétrico inglês, seja procurando acompanha-lo no passo, feito soldado, na ida para o colégio. O que poucos sabem é que, desde cedo, ele me influenciou. As primeiras histórias em quadrinhos quem trouxe para casa foi ele. E adiante, começamos a desenhar nossas próprias Hqs. Nos apelidos que dava a todos. Nas paródias e jingles criados por ele, com letras cheias de comentários, apelidos, ironias para com os outros irmãos. Na parceria do jogo de botão, onde praticou a locução, que mais tarde o consagrou, deixando com que eu assistisse aquilo, participasse, processasse e enfim, mais tarde, também trabalhasse na área. Nos Beatles, que imitávamos em frente ao espelho, ele permitindo que eu fosse, no máximo, George ou Ringo, afinal, ele seria sempre John ou Paul. Antes, bem antes, nas brincadeiras de cowboy, ele sempre sendo o mocinho, Bill, e eu, o bandido, algo que ele pronunciava como Brôu, que mais exatamente seria Brown, ficando minha irmã mais velha sendo a dona do Saloon, que chamávamos Madí, mais exatamente, Maggie. E o Janjo, na falta de melhor meliante para me acompanhar, chamado de Robin Hood. E naquele apartamento grande, na Praça da República, no Farol, Mosqueiro, Casa Celina, no Lago Azul, Maracangalha, inventávamos nossas diversões, comandados por ele e sua fértil imaginação. As músicas! Para tudo havia a música. E jornalismo pois, em nossa pré adolescência, passou a circular, incerto, o jornal A Girafa, por ele escrito e editado, com acontecimentos recentes envolvendo os irmãos, naquilo que havia de pior em suas performances, amizades, namoros e foras. O título em homenagem à irmã, cujo crescimento se deu mais rapidamente que os outros. Um dia o flagrei, no recreio do Nazaré, fumando. Fiz ameaça de contar tudo, como um perfeito pentelho. Foram preciso negociações dignas do Conselho de Segurança a Onu para evitar o pior. E as aulas de piano, onde a professora percebeu que ele tocava tudo de ouvido, por falta de vontade de aprender solfejo? Os apelidos! Não apenas para conosco, mas para todos os personagens que nos cercavam. No futebol, oscilava entre o lateral direito de chute forte, "colherada" e o goleiro "Manga". No Lago Azul, cansávamos de jogar gol a gol na piscina e íamos dar uma volta no campo onde meu pai e amigos jogavam. Faltava goleiro. Lá vinham em comitiva, chamando "Manga! Manga!", suplicando por sua participação. E ele retrucava "não vou porque sou frangueiro". Quanta saudade. Começou a trabalhar bem cedo, fascinado pela locução. Desculpem, mas o considero, depois de meu pai, o melhor narrador esportivo que já ouvi, seja pelo bom humor, correção, precisão verificada nos lances de área, onde muitos ficam nervosos e perdem palavras. Era o "locutor minucioso"! Ele me fez começar a trabalhar. Irritado por me encontrar, com 16 anos, bobando pela casa, deu corda em meu pai e lá fui eu, aborrecido, encontrar a grande maravilha da minha vida que é a radiodifusão. Seu incômodo era porque, já trabalhador, gastava seu dinheiro em camisas crepon, na moda, à época. Com tanta camisa, nem notava, ou notava bem depois, que eu as tomava emprestadas para ir a festas. Juntos, fizemos a Feira do Som e muitas outras coisas. Pensamos tão diferente e no entanto somos tão parecidos! Ele me puxou para o Quem São Eles, onde entrei na ala de compositores por sua exigência, já que chegou em casa e pediu a mim e a meu pai, letra e música para o concurso de samba enredo. Fizemos Cobra Norato, pesadelo amazônico e nunca mais paramos. E tantas outras coisas. Vejam só o quanto ele influenciou em minha vida. Serve este como reparação. Como glorificação de seu talento. O tempo, as modificações na personalidade, por alguma razão, não permitiram que se tornasse um grande escritor ou compositor e sim um grande jornalista e radialista. Grande irmão, grande pai, grande figura do Pará. Eu o amo muito. E o respeito, admiro. E aqui, agora, faço esta reparação. Viva Edgar Augusto, 60 anos e muitos mais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7230922259448468005?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7230922259448468005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7230922259448468005' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7230922259448468005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7230922259448468005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/04/meu-irmao-faz-60-anos.html' title='Meu irmão faz 60 anos'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-4519818943037956848</id><published>2011-04-04T13:13:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T13:26:36.267-07:00</updated><title type='text'>As pretinhas..</title><content type='html'>Acabo de ler que no circuito chic de NY, alguns descolados agora se reúnem, levando antigas máquinas de datilografar. Ficam conversando e "typing", para ouvir o ruído do equipamento a partir do toque de dedos, movimentos com o "carrão", dedos sujos de tinta e palavras no papel. Estão, mesmo, é fazendo pose, que é como vejo esses que anunciam a "volta do vinyl". Abrem páginas para garantir que fábricas antigas voltam a fazer vinyl. Que tal grupo vai lançar seu trabalho também em vinyl. Que o som é melhor, até acho que pode ser, por conta de compressão, enfim. Mas já passou, foi bom e tchau. E eu realmente adorava as "pretinhas", como todos chamavam as teclas das máquinas de datilografia mais antigas.&lt;br /&gt;Fiquei bem chateado quando minha mãe me matriculou, durante as férias, em uma Escola de Datilografia. Era menos tempo para não fazer nada. Hoje, sou-lhe ardentemente agradecido. Na minha profissão, é um ganho e tanto escrever com todos os dedos. Aos poucos, fui deixando até de escrever à mão e quando o faço, vejo que minha letra também diminuiu de tamanho, quase chegando ao das páginas impressas. Meu pai tinha em casa uma "Royal", objeto lindo, portátil. E eu já era bem rápido. Quando veio a máquina elétrica, minha preferência era por aquela que trabalhava com esferas. Tinha um especial prazer em fazê-la travar, dada a minha rapidez. E isso sem errar, naturalmente. Meu primeiro contato com os computadores foi quando trabalhei no Centur, ali nos primeiros anos da década de 90. Usava como uma máquina de datilografar. Deixava pregado na parede os processos para ligar e acessar o programa "Carta Certa". Então fui aos EUA e de lá trouxe um notebook. Engraçado porque o comprei às proximidades da Grand Station, de um comerciante judeu que me enrolou e empurrou uma marca não tão conhecida e que certamente iria falhar em pouco tempo. Sorte minha, durou foi muito. Depois tive um Compaq de mesa, que no mesmo móvel embutia monitor, HD e disquetes. Demorei muito tempo para sair dos PCs, Windows e tal. Mas então vieram iPad, iPhone e vieram os Macs, de mesa e notebook. Lembro agora que a redação do Jornal do Brasil lutou muito contra os computadores. Por fim, foi lançado inclusive um manual de procedimento, que incluiu crônicas de gente como Millor Fernandes, sobre os computadores. Se a idéia era nos escravizar às máquinas, vingou. Mas ao ler sobre os descolados de NY e seu grupo chamado "Type in", me lembrei das "pretinhas"..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-4519818943037956848?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/4519818943037956848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=4519818943037956848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4519818943037956848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4519818943037956848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/04/as-pretinhas.html' title='As pretinhas..'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-5201759174019423502</id><published>2011-04-04T12:57:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T13:12:14.798-07:00</updated><title type='text'>Senna</title><content type='html'>Não gosto de assistir a corridas de F1, mas é evidente que nada tenho contra quem goste. Mas é que realmente não encontro fascínio em uma competição onde, para começar, não sabemos se o atleta é o piloto ou o carro. Depois, se na televisão, há pouco a conferir, mesmo colocando câmeras nos carros, tenho a impressão que a maioria está ali na possibilidade de acidentes espetaculares. Hoje, principalmente com todo o aparato eletrônico nos carros, quem vai ganhar já está decidido antes de bandeirada inicial. Não acho graça. e sobre os acidentes espetaculares, tudo me lembra a famosa a lendária cena da corrida de bigas no filme "Ben Hur". O melhor de tudo estava nos acidentes espetaculares. Outra coisa que não aceito é a transformação de corredores em símbolos da pátria. Não são. Profissionais com contratos de altíssimos valores. Uniformes cheios de marcas. Bonés, capacetes, carros. Nada mais internacional. Comercial. Mas é uma indústria potente a dos carros e motores. Pagam alto pelas transmissões. E os locutores seguem plantando a mentira da torcida pelo brasileiro. Ayrrrrton, Ayrrrrton, Ayrrrton Senna do Brasil! Grita Galvão Bueno. Bem, é uma democracia. Quem quiser que acredite. &lt;br /&gt;O documentário é muito bem feito. Claro que toma o lado do brasileiro, sobretudo nas questões contra Ballestre, o presidente da Federação de Automobilismo e o super rival Alain Prost, este, francês, antipático, metido, mas nem sempre errado. Senna era excelente piloto, mas levava o limite de segurança ao impossível, movido pela vontade de ganhar. E ainda dizia que Deus entrava em contato e o fazia vencer. Menos, Ayrton, menos. Pode ser que ele, com muita energia pessoal, em algum momento da corrida, conseguisse como que entrar em transe, homem-máquina, sei lá, mas, menos, por favor. E lá vêm entrevistas com brasileiros anônimos, orgulhosos daquele brasileiro que dava tantas alegrias ao Brasil. E la vem a maluca da Xuxa, Adriane Galisteu e o acidente na curva de Tamburello. No documentário, o médico e amigo de Senna, revela sua morte, ainda na pista. A sorte o abandonara. Uma batida tão forte mas nenhuma fratura, além da peça que lhe entrou na cabeça. Na F1, ninguém morre na pista. Somente ao entrar no hospital. Foi interessante assistir ao documentário. E você, foi fã de Senna? Passava os domingos ouvindo os gritos de Galvão Bueno, vendo passar aqueles bólidos e vibrando com a bandeira do Brasil, enquanto engolia todos aqueles comerciais?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-5201759174019423502?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/5201759174019423502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=5201759174019423502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/5201759174019423502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/5201759174019423502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/04/senna.html' title='Senna'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-1030577106754767918</id><published>2011-03-29T10:32:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T10:41:00.441-07:00</updated><title type='text'>O pior lugar do mundo para estar</title><content type='html'>"Restrepo", posto avançado das forças americanas no Vale do Korengal, Paquistão. Em poucos meses, cinquenta jovens soldados voltaram para casa no caixão. O documentário é muito bom. Os caras participaram da aventura. Camera ligada. Os soldados, na ida, brincando de maneira juvenil e após, dando depoimento, o sorriso amarelo, tiques nervosos, pausas, olhos vermelhos. Um deles informa que os médicos ainda estudam a melhor maneira de acompanha-los, pois havia poucos soldados que passavam tão pouco tempo em um lugar e voltavam tão estressados. Uma média de cinco confrontos por dia, em um local inóspito, de dia calor abrasador, de noite frio de matar. Pouca vegetação, pedras, tudo cor de cinza. Americanos saudáveis, com suas máquinas modernas em um mundo que se diz moderno, vivendo no fim do mundo (ou começo), tudo cinza, conversando com lideranças das tribos, os velhos, de cócoras, mascando tabaco, cagando e andando para os americanos. Tudo vai continuar o mesmo. E tome tiro. Morre um. O amigo chora descontrolado. Os outros arrumam a mochila. Voltam para casa. Chamaram de "Restrepo" uma posição que assumiram e instalaram um posto, em homenagem ao primeiro companheiro que morreu, logo ao chegar, soldado médico, de sobrenome latino. É tudo muito estúpido. Como querer entender? Os americanos atrás de óleo, mandando seus jovens para um mundo tão diferente quanto a Lua, Marte, Plutão, sei lá. Outra cultura. Outro tudo. Como chegar lá e se impor? Só se for gastando muita bala. E recebendo. Os americanos com seu equipamento top de linha e os paquistaneses atirando pontualmente e acertando. Lembra da Guerra de Canudos. Choque entre Culturas. E eu é que não queria ir fazer turismo em Restrepo. O documentário foi feito pela National Geographic. Procurem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-1030577106754767918?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/1030577106754767918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=1030577106754767918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1030577106754767918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1030577106754767918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/03/o-pior-lugar-do-mundo-para-estar.html' title='O pior lugar do mundo para estar'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6035661706875613850</id><published>2011-03-29T10:23:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T10:32:36.946-07:00</updated><title type='text'>Casamento por contrato é uma boa idéia?</title><content type='html'>Uma boa idéia, sem dúvida, o mote da comédia-romantica-despretenciosa que assisti, com o título, acho, "Casamento por Contrato". David Duchovny e Demi Moore chegam a um subúrbio chic de alguma cidade americana, acompanhados pelo casal de filhos adolescentes. Recebem vizinhos, frequentam o clube e são de tal modo simpáticos, dados, bonitos, charmosos e sobretudo elegantes, up to date, que em pouco tempo todos os homens usam as mesmas roupas, o mesmo taco de golf, bebem cervejas importadas, jogam games em monitores gigantescos e andam de Audi. As mulheres usam os mesmos cremes, mesmas roupas de ginástica e assim com os filhos adolescentes. Só tem uma coisa: eles não formam uma família e sim uma equipe escalada cuidadosamente e plantada no lugar para estimular o consumo. Vender produtos. Suas vendas são monitoradas com mão de ferro e eles precisam vender, vender e vender. Não é uma boa idéia de marketing? Se estou sendo idiotamente ultrapassado, desculpem. Claro, para derrubar uma idéia como essa, que brinca com a instituição do casamento, pior, da célula familiar, nos Estados Unidos, seria preciso que os vendedores fossem seres humanos. Duchovny apaixona-se por Demi que após resistir, adere. A "filha", que uma noite é flagrada pela "mãe" na cama do "pai", tem um affair com um coroa casado. O filho, que namorava uma gata, apaixona-se pelo irmão da garota e assume-se gay. Mas o pior, mesmo, é o vizinho que resolve disputar com Duchovny. Vai à falência. Suicida-se. Claro, o filme nem é bem feito, nem queria chegar muito longe na boa idéia. Imagino que em livro seja bem melhor. Mas recomendo. Pela idéia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6035661706875613850?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6035661706875613850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6035661706875613850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6035661706875613850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6035661706875613850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/03/casamento-por-contrato-e-uma-boa-ideia.html' title='Casamento por contrato é uma boa idéia?'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-1758153646156057451</id><published>2011-03-23T13:42:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T13:51:15.606-07:00</updated><title type='text'>É Permitido Estacionar</title><content type='html'>Os flanelinhas e a egolatria mandam nas ruas de nossa cidade sem lei. Há alguns dias fui até a Fox Livros, ali na Dr. Moraes. Não havia vagas. É um trecho, entre Conselheiro e Mundurucus, bem complicado. Há uma loja Pet, um Mecânico de Carros que sempre trabalhou na rua, um edifício comercial, lavanderia, Fox e um restaurante bem frequentado. O estacionamento, em ambos os lados da rua, por imposição dos flanelinhas é feito na diagonal, deixando para o forte tráfego apenas uma nesga de rua. Dei a volta e consegui espaço na Benjamin. O flanelinha da área me disse que uma fiscalização havia passado e guinchado alguns carros que estavam na diagonal. Ele, flanelinha, achava isso um absurdo. Me calei. Argumentar era pior. E todos os carros, na Dr. Moraes, já estavam na diagonal. Os flanelinhas mandam. Na Boaventura é um problema. Além de carros na diagonal, a rua tem recebido, nos últimos cinco anos, vários edifícios em construção. Em todos, as construtoras deixam caminhões gigantescos à porta, fazendo concreto ou em outras atividades. Pior, há duas ou três escolas e os civilizados pais dos alunos estacionam em filas triplas, porque não se dignam estacionar mais distante para buscar seus rebentos. Na Osvaldo Cruz, que margeia a Praça da República, chega a ser um escandalo. Pior, coisa de uns dois anos, um flanelinha faz fortuna na Riachuelo, entre Presidente Vargas e Primeiro de Março. Além do antigo estacionamento em diagonal, sem razão alguma, instituiu, porque assim desejou, o estacionamento na outra margem da rua, dificultando quem vai entrar na garagem do edifício Renascença e deixando uma nesga para um brutal tráfego que ali passa. Além disso, ególatras, na Osvaldo Cruz, param em fila dupla para atender os potentados que moram nos prédios de luxo que ali ficam. Quem regula isso? Ninguém. O próprio serviço de guincho é mais um rentável negócio para seu explorador do que um ato que faz parte de uma ampla determinação para obedecer a lei, agir com civilidade na direção de uma cidade feliz. Pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-1758153646156057451?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/1758153646156057451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=1758153646156057451' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1758153646156057451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1758153646156057451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/03/e-permitido-estacionar.html' title='É Permitido Estacionar'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-582243813640285430</id><published>2011-03-23T13:23:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T13:28:53.386-07:00</updated><title type='text'>Veneza Belém</title><content type='html'>Acabo de assistir um filme que junta Angeline Jolie e Johnny Depp em um thriller que se passa em Veneza. Dois atores bonitos e famosos, a cidade maravilhosa de fundo, um enredo bobo mas bem conduzido e tudo bem. Mas Veneza e seus canais, lembrando o que Belém poderia ser. Em uma das cenas, os atores desembarcam em um cais, coisa simples, bem feita, limpa, nada de suntuosidade e atrás, o aeroporto com seus grandes jatos. E novamente lembramos de Belém e seu aeroporto com sua saída, de carro, passando por favelas, pobreza, vida miserável e violenta, ao invés de oferecer a possibilidade de vir pela Baía do Guajará, mesmo que com novas cenas da nossa orla horrorosa. O que dá raiva é perceber que são toques simples, totalmente simples, onde o que mais aparece é a civilidade, a correção, a honestidade das coisas sendo o que têm de ser. E nada disso acontece aqui. Choro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-582243813640285430?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/582243813640285430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=582243813640285430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/582243813640285430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/582243813640285430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/03/veneza-belem.html' title='Veneza Belém'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6398089819961184800</id><published>2011-03-23T13:12:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T13:19:05.067-07:00</updated><title type='text'>A Cosanpa completamente equivocada?</title><content type='html'>Ontem, Dia da Água, o assunto tomou conta das pautas jornalísticas. Assistia ao Jornal da Record, local, muito bom, e há uma reportagem, mostrando o desperdício da água em Lava a Jatos, canos defeituosos despejando nas vias e nas torneiras, quando jorra é em cor amarelada, cheiro putrefato. Sei o que é isso. Na casa de um amigo, ali na Duque, próximo à Dr. Freitas, depois de jogar futebol, fui tomar uma chuveirada. Fiquei parecido aqueles operários de campos de petróleo. Em seguida, a reportagem traz um professor da Ufpa que, com voz mansa, declara que a Cosanpa está completamente equivocada. Que armazena, trata e distribui água de maneira errada, utilizando equipamentos ultrapassados e pior, em uma operação muito cara, pois utilizada água de superfície, ao invés do lençol freático subterrâneo. O quê? Está tudo errado? É um professor garantindo. Penso que a galera encontrou um grande gancho para a reportagem. O que é isso? Tudo errado? Equivocado? Equipamentos obsoletos? Tratamento errado? Caro? Equivocado? A repórter está agora com um porta voz da Cosanpa, que responde a perguntas genéricas. Os apresentadores ainda arriscam uma ou duas perguntas, nada relativo ao grande gancho dado pelo professor. Fiquei sem saber. Ainda há tempo. Juntemos o professor, naturalmente com mais provas do que disse e do outro lado, alguém da Companhia com material para responder. O assunto é seríssimo e importante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6398089819961184800?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6398089819961184800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6398089819961184800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6398089819961184800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6398089819961184800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/03/cosanpa-completamente-equivocada.html' title='A Cosanpa completamente equivocada?'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-223689897723020183</id><published>2011-03-22T11:36:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T12:01:38.102-07:00</updated><title type='text'>Quem lê tanta notícia?</title><content type='html'>O Curso de Jornalismo, ainda que exista briga sobre a validade do diploma, é sempre um dos mais disputados. Os blogs se multiplicam aqui e ali. Jornalistas são presos, assassinados ou torturados trabalhando em terras distantes, reportando guerras absurdas. Estive por alguns dias em Londres. Além dos seus famosos jornais, impressos ou na internet, um sem número de publicações é distribuída gratuitamente, com notícias de todos os tipos. À noite, assisti a uma mesa redonda maravilhosa, reunindo os editores dos principais jornais ingleses, além da presença de um jornalista do Google. Lembrei do meu Pará, onde a Cultura e a Educação agonizam e com isso, o interesse pelo noticiário, fora corpos despedaçados sangrando, talvez o meu choro por tanta violência a caminho do final do abismo, porque no abismo já estamos. Em uma cidade com quase 2 milhões de habitantes, a tiragem diária talvez não alcance, hoje, dia de semana, a uns dez mil exemplares. E com poucas propagandas veiculadas. Quase todos também já estão na internet, mas eu diria que sua leitura ainda é exígua, comparada ao número de habitantes. O que fazer para chamar de volta esse leitor em papel ou na internet? Talvez falar da vida local. Transformar as grandes pautas nacionais ou internacionais em regionais. Mas para isso, é necessário investir em pessoal. Sem jornalista até se faz jornal, mas muito mal. E nossas empresas jornalísticas preferem apostar em equipamento. Ambos jornais compraram recentemente máquinas moderníssimas, que imprimem jornais em uma velocidade espantosa. Para quê? Para quem? Para que tanta velocidade se imprime apenas dez mil exemplares? Servem os jornais para um exercício fantasioso de poder. Uma ciranda onde o anunciante paga alto e mostra ao cliente. Mas quantos leram? Uma minoria formada por leitores de idade avançada, acostumados aos impressos, agências de propaganda, naturalmente interessadas e funcionários públicos em sua eterna modorra. E mandam recados, criticam o governo, recebem verba oficial, apoiam candidaturas, tão focados em seu jogo que esquecem o principal, a razão de sua existência: o público.&lt;br /&gt;Em Londres, a reportagem acompanha um senhor que distribui jornais em algumas casas de manhã, bem cedo. Entrevista alguns leitores, esses senhores que acordam bem cedo e aguardam avidamente o jornal, como um ritual. Depois, alguém mais novo diz que não lê impressos porque as notícias são antigas, de ontem, demoraram várias horas até serem impressas e entregues. Por exemplo, essa guerra na Líbia. Até o jornal impresso chegar na minha mesa, as notícias já estão velhas. Isso é verdade. Mesmo uma análise sobre a guerra pode estar obsoleta. Na mesa redonda, alguém diz que nenhuma mídia é obsoleta. Sim. É verdade. Às vezes, para raciocinar melhor, é bom ler e reler, com o conforto de um impresso às mãos. Ler um artigo mais longo. Outro jornalista argumenta que o grande problema hoje, com internet, é que ninguém quer pagar para ler. O New York Times, por exemplo, tem uma grave discussão interna sobre o assunto. O jornalista do Google é a favor de highlights das notícias gratuitos. Quem quiser se aprofundar, que pague por um noticiário mais abrangente, afinal, para fazer jornalismo é preciso jornalistas e alguém há que pagá-los. O bom de ter uma assinatura é que você também tem os dados do seu leitor, sabe suas preferências e pode oferecer essas garantias aos anunciantes. E sobre essa profusão de blogs? Achei a resposta muito boa. Hoje, quem quiser tem um blog. Mas quem sabe em quem acreditar? Qualquer um pode postar o que quiser. Emitir opinião. A diferença está no bom jornalismo. O texto bem escrito e acurado. Sim, o jornalista perdeu o monopólio da notícia. Qualquer um pode postar. Há como que uma promiscuidade de notícias. Em quem acreditar? E afinal, iPad e Website, não juntam papel, vídeo e som, um complementando o outro? É sobretudo jornalismo bem feito, por bons profissionais e boa apuração de fatos. Sim, hoje não dá para mentir. Está tudo no You Tube, Orkut, Facebook, Google. Quem vai mentir? Mas também tem uma coisa: não se faz jornalismo somente com twitter. Fazer jornalismo leva tempo para apuração e sobretudo, custa caro. Mas é assim que deve ser feito. Infelizmente, nenhuma dessas opiniões serve para Belém do Pará, onde vivemos uma acelerada volta à selva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-223689897723020183?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/223689897723020183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=223689897723020183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/223689897723020183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/223689897723020183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/03/quem-le-tanta-noticia.html' title='Quem lê tanta notícia?'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6034164086826417330</id><published>2011-03-17T12:24:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T12:27:14.189-07:00</updated><title type='text'>O centro avante de botão</title><content type='html'>Poucos sabem, mas fui um grande jogador de botão. Não o celotex, com aqueles botões grandes, cada um jogando uma vez, com juízes, federação e tudo. Meus botões eram daqueles vendidos em loja, de plástico, que vinham ou com a fotografia pequena de cada jogador ou o escudo do time. Lá em casa, quem trouxe a novidade foi o Edgar Augusto. Não sei de onde trouxe. Já comprava a Revista do Esporte, que auxiliava, com fotografias, o reconhecimento dos jogadores que disputavam o campeonato carioca, que nos interessava, completando a informação diária da Rádio Clube do Pará. O jogo vendido nas lojas trazia, além dos dez botões, um goleiro, que contava com uma espécie de cabo de metal que imagino, servia para mover na direção da bola chutada. Bem, não era bola e sim um disco plástico, como também eram as traves e as redes. Lá em casa, não. Pra começar, decidimos usar caixas de fósforos como goleiros. Depois, nossa mãe ajudou a confeccionar traves de arame com redes de filó e o toque final, bolas de lã, cuidadosamente preparadas. Mais emocionante, lá em casa, era na base do bate leva, ou seja, a jogada seguia até que a bola tocasse no botão adversário ou se errasse a bola, para nós, um absurdo. Devo confessar que não estava bem preparado para meu primeiro jogo. Sem ainda me dar conta da cerimônia e circunstância de um jogo de campeonato, escandalizei meu irmão com uma equipe que contava com umas duas tampas de remédio, uma delas, Lilly, que chamei de jogador. Bom, o goleiro era Simbad (o marujo) e um dos laterais era Vlamir, em homenagem ao fabuloso armador da seleção brasileira de basquete da época. Chamado às falas, banimento, reunião do STJD, enfim, voltei atrás. Jogávamos basicamente o campeonato carioca. Nossas equipes preferidas, Flamengo e Botafogo, naturalmente, eram as favoritas. Mas havia desde Campo Grande, Canto do Rio, Madureira, Olaria, São Cristóvão e América, além de Vasco da Gama e Fluminense. Todos com suas escalações e alguns reservas. Nosso campo de jogo era uma mesa de fórmica, a qual foi devidamente demarcada. Os times jogavam com uma formação quase estática de dois, três, um, quatro, mas posso garantir que havia muita emoção e habilidade na condução das jogadas. Dribles, passes, lançamentos, chutes e gol e faltas bem cobradas. Creio que o Edgar era quem mais sentia as derrotas. Costumava jogar um por um dos atletas/botões na parede, como punição. Se o goleiro frangava, era esmigalhado.. Os jogos contavam com narração, claro, feita pelo Edgar, eu fazendo o ponta de gol. Puxa, como era bom! Uma brincadeira que depois virou séria. Meu irmão foi trabalhar narrando jogos de verdade e eu saí à procura de parceiros, encontrando minha turma de colégio. Rápido, decidimos fazer um torneio. Claro que desde o regulamento, houve discussões dignas não de um Conselho de Segurança da ONU, mas de moleques de esquina. Enfim, chegamos à uma decisão e os jogos foram marcados. A primeira rodada no estádio da casa de Abílio Cruz, meu saudoso amigo, que competia com seu Botafogo. Eu levei meu Flamengo. Haveria um rodízio de juízes. Enquanto dois jogavam, um apitava e o restante ficaria no quintal, jogando futebol. E vem aquele competidor e começa a alinhar os jogadores em campo. Anuncia que é a equipe do Clube do Remo. Os botões têm a fotografia da equipe azulina da época. Pronto, estão as duas equipes preparadas para iniciar. Não. Temos um problema. Precisamos reunir para decidir uma grave questão. Aquele competidor escalou um jogador inexistente na equipe azulina. Ele argumenta que aquele é o seu Remo e não o do futebol. Houston, we have a problem. Mas afinal, que jogador é esse? De centro avante, nada mais, nada menos que o hoje célebre Dr. Sérgio Zumero, o qual, continuou argumentando sem parar, em discussão cada vez mais acalorada, onde gritava “o que é que tem eu jogar de centro avante do Remo no meu time de botão?”....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6034164086826417330?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6034164086826417330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6034164086826417330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6034164086826417330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6034164086826417330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/03/o-centro-avante-de-botao.html' title='O centro avante de botão'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7883608913257415417</id><published>2011-03-09T11:52:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T12:11:33.344-08:00</updated><title type='text'>De Paris</title><content type='html'>É simples mas emocionante sair do centro de Londres, via Eurostar, mergulhar no canal da Mancha e chegar ao centro de Paris em duas horas, se tanto, mais específicamente na Gare Du Nord. Há uma mudança imediata. Uma semelhança com algumas cidades brasileiras. Já vemos alguma sujeira aqui e ali. O povo gesticula. Peça Pardon para pedir licença. Primeiro encontramos Tê, há alguns anos por lá, casada com um francês que trabalha para a comunidade européia. Fomos jantar em sua casa, em Poutoux, espécie de cidade satélite, Wall Street de Paris, com imensos edifícios e cenários modernos. E tanto em Londres quanto em Paris há poucos prédios. É proibido derrubar as casas antigas. Quer construir prédios, vá para longe. Parece Belém. Depois encontramos Sidney, ex-bailarino, ex-Experiência, que se formou em Francês e Turismo. É a cara do Lázaro Ramos. Grande figura. Finalmente Mari Noelle, que muitos davam como falecida. Espera mais dois anos pela aposentadoria e volta para o Brasil. Também fez Experiência e é francesa, oui. Com eles rodamos Paris em táxi, ônibus e metrô. Montmarte, Igreja de Sacre Coeur, Champs Elysées, Arco do Triunfo, Bastilha, Tulleries, Centro George Pompidou, Torre Eiffel. Que cidade linda, quarteirões enormes, que se perdem na vista. Aquele carrinho Smart é o fusca da cidade. O detalhe final: Mari Noelle chamou seu primo Jacques e ele trouxe sua van, com a qual circulamos um dia inteiro. Fomos almoçar na Bastilha. E depois, aeroporto. Não. A Polícia levou a van por estacionamento em local proibido. Com todas as malas. E agora? Fomos de metrô para o aeroporto. Jacques foi recuperar a van. E se fosse como aqui, tipo "agora só amanhã para retirar o carro. E ainda tem de pagar no banco a multa, reconhecer assinatura", essas coisas. Deu certo. A estação do Charles De Gaulle de onde saem os aviões da Tam é horrorosa e pobre. Eram três vôos saindo, um para o RJ e dois para SP. Em um deles, Ricardo Teixeira, o triliardário presidente da CBF. E está faltando um passageiro. Do guichê, chamam em francês um tal Monsieur Macumba! Ele aparece, neguinho serelepe, atrasado, mas embarca. Ah, Paris!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7883608913257415417?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7883608913257415417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7883608913257415417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7883608913257415417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7883608913257415417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/03/de-paris.html' title='De Paris'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-1973770233150507778</id><published>2011-03-09T11:39:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T11:52:40.810-08:00</updated><title type='text'>De Londres</title><content type='html'>"Viajar é mais", diz a letra de "Manoel, o Audaz". Tenho ido sempre a Londres. Me sinto bem. Só não digo que "parece que vivi ali em outros dias", porque certamente não diria o mesmo de Picos, Piauí, se me entendem. Nunca ninguém viveu outras vidas em Picos.. A primeira constatação é da falência do aeroporto de Guarulhos, SP. Está completamente superado, sem espaços, serviços, uma porcaria. A segunda, se me permitem, é que só vai para Londres quem é muito especial. Deixo que a maioria vá a New York, Miami, Paris. Reparo nos companheiros de viagem. Quem vai a Londres é very special. Chegamos e um brasileiro nos acolhe em sua van. Mora há alguns anos, reside com outros brasileiros, namora uma brasileira. Diz que o bom de Londres é que um motorista é tão importante quanto um médico. Não há diferença de tratamento. Ele está errado. Há resquícios de nobreza, algum preconceito contra estrangeiros, que lá costumam pegar apenas o serviço pesado. Eles, ingleses, não. Penso que ele está feliz em seu discreto cotidiano e que em seu lugar, já teria feito outras coisas. Não sei a razão mas Londres pareceu lotada de turistas. Há serviços aqui e ali por conta das Olimpíadas em 2012, creio. E brasileiros. E portugueses. No St Giles, Luciana nos atendeu. No Garfunkel's Olga é portuguesa. Está sempre entre 3 e 5 graus, o que é uma delícia para quem sai do nosso forno constante. Minha amiga Silvana nos leva para dar uma volta na Abbey Road. Wlad e Olinda lagrimam ao entrar no The Globe, o mítico teatro de Shakespeare. E em uma terça feira, assistimos no Victoria Theatre, "Billy Elliott", quase lotado. O que chega a espantar é o envolvimento do povo com a Cultura. Há raríssimos outdoors, mas há propaganda em ônibus, metrô e totens. Em 90%, a propaganda de filmes, livros e teatro. Esses informes estão o tempo todo sendo esfregados em nossas mentes. A cidade toma conhecimento. Há uma incitação ao consumo de Cultura. E os teatros lotados. Em Paris, a mesma coisa. A Oxford Street é uma babel. Assisto na tv uma mesa redonda sobre o fim dos jornais impressos. Presentes, todos os editores de Londres, mais um cara do Google. Depois comento. Saudades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-1973770233150507778?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/1973770233150507778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=1973770233150507778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1973770233150507778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1973770233150507778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/03/de-londres.html' title='De Londres'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-5220924385913281126</id><published>2011-03-09T11:16:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T11:38:31.368-08:00</updated><title type='text'>A defesa do Barcelona</title><content type='html'>Aos que gostam de futebol. Um grande jogo entre Barcelona e Arsenal, na terça feira gorda. Como enfrentar a equipe espanhola? O Arsenal preferiu o contra ataque, talvez querendo repetir o que a Inter fez na temporada passada, creio, humilhando-se ao manter em sua grande área quase todo o time, terminando por obter o escore necessário. Isso foi muito chato de assistir, pois o time de Arsene Wenger era tido como o único capaz de enfrentar de igual para igual o Barcelona. O Arsenal também é formado por jovens atletas e seu esquema de jogo procura deter em seu poder, no maior tempo possível, a bola, ou seja, rodando, invertendo o jogo, até que surja a jogada de velocidade e conclusão. No campeonato inglês é assim, até mais rápido que a decisão do Barcelona, que costuma durar mais tempo. Se o Arsenal jogasse como sempre, teríamos uma partida épica, em que dois grandes esquadrões se esmagariam ali na metade do campo, em passes, inversões, ações de pura habilidade. Mas não. Wenger jogou na defesa. No jogo anterior, contou com o ponta Walcott, veloz, para o contra ataque. Dessa vez, não. E então o Barcelona desenvolveu seu jogo, esmagando osso por osso o grupo adversário, que vai recuando pouco a pouco até aquartelar-se dentro de sua área. Os laterais ficam bem abertos, como pontos, na intermediária adversária. Na metade do círculo central, campo do Arsenal, o cabeça de área e dois zagueiros, também participando da troca de passes. O Barcelona tem a volúpia do passe. A sabedoria do passe. A bola corre, impossível acompanhar. E seus craques, Iniesta, Xavi e principalmente Messi, brilham. Os jogadores do Arsenal, mais que tudo, estavam nervosos. Não conseguiam trocar passes. A bola foi sempre retomada, tanto que em toda a partida, deve ter havido um ou dois chutes que passaram perto do goleiro Valdez. O gol marcado foi contra, em escanteio. E se é tão fabuloso o Barcelona em seu ataque, eu diria que também é fabuloso em se defender. Para um esquema tão ousado, que joga no campo adversário no limite do passe, no limite do risco, é preciso ter muito preparo físico. Mais do que tudo, uma noção perfeita de equipe, onde cada um sabe sua função mas está disposto a exercer a do companheiro para sanar alguma dificuldade. Em toda a partida, creio, houve um erro sério, do lateral brasileiro Adriano, mas que não resultou em nada. A consciência do passe curto. A sabedoria do mínimo espaço entre os atletas faz com que corram menos e também recuperem a bola. A idéia de jogar futebol e retomar a bola sem fazer faltas. Os ingleses simplesmente não conseguiam trocar passes, a bola sendo retomada ainda em seu campo de defesa, em um torniquete implacável. Transformam um grande campo de futebol em uma quadra de salão. Em um garrafão de basquete, onde circulam a bola e fazem infiltrações, pivôs, enfim, grande repertório. Nenhuma outra equipe no mundo tem uma performance como esta do Barcelona. Nenhuma. Como ataca e como se defende o Barcelona! Vemos as jogadas e repetimos para nós mesmos: é isso! é isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-5220924385913281126?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/5220924385913281126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=5220924385913281126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/5220924385913281126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/5220924385913281126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/03/defesa-do-barcelona.html' title='A defesa do Barcelona'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-4905818356867346310</id><published>2011-02-11T07:46:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T08:06:31.117-08:00</updated><title type='text'>Cadê o "s"?</title><content type='html'>Sei perfeitamente que a Língua é um organismo vivo e que acompanha os corcoveios do desenvolvimento da sociedade em seus diversos níveis. Acho encantadora a forma com que os jovens usam a escrita em chats, desde que não errem nas concordâncias e que nas mudanças e resumos se mostrem criativos. Mas ultimamente tenho estado incomodado, mais do que isso, insuportavelmente incomodado com o Português falado em Belém, nas mais diversas faixas sócio econômicas. Um dialeto, que vinha há vários anos se desenvolvendo a partir das classes menos atingidas pela Educação se espalhou, como era de se esperar e hoje está insuportável. Pra mim ir, pra ti fazer e coisas assim ficaram triviais em qualquer Doutor da Universidade. E o "s"? Há vários anos atrás, éramos conhecidos por ser um povo que falava bem o Português, diferentemente do gaúcho, por exemplo, que usa o "tu", mas conjuga como você. Cadê o "s"? As coisa. Os perfume. Os time. Os problema. Todo mundo parece falar assim. E se começamos a corrigir, parecemos errados, ou defensores de algo antigo, que não se usa mais. O ex-presidente era o maior garoto propaganda desse dialeto.&lt;br /&gt;Pensei nisso e pensei também no enfrentamento de uma sala de aula, professor x aluno. Estou assistindo a quarta temporada da série "The Wire", passada em Baltimore, mostrando o início do ano letivo. Meu filho, que estudou por 1 ano em El Paso, Texas, fronteira com México também me garantiu que nos EUA o sistema está falido. Professores fazem que ensinam e alunos nem fingem que aprendem. Há um outro mundo aqui fora. Uma outra linguagem. Como pode um professor enfrentar alunos sem armas dignas? Não é preciso ser classe média para chegar a um computador. Em uma cidade como Belém, há lan houses e o mais incrível, uma maneira absolutamente criativa de encarar a modernidade. O inglês, os gadgets tecnológicos chegam e sua utilização, sem que ninguém entenda inglês ou os detalhes técnicos de cada aparelho, é desenvolvida. E o professor ali, com um quadro negro atrás de si, ensinando Matemática. Mas em casa ligam a tv e ouvem, se não é um Português com um sotaque paraense, ao menos é falado corretamente e isso não se impõe. Pais e filhos falam o dialeto. Leio em um blog do primeiro dia de aula, na Universidade, turma de Ciência Política e me pergunto que tipo de retorno haverá. Sure, os alunos estão ali com algum nível de entendimento e interesse, penso. Mas haverá neles algum discurso? Ouço jovens e cada vez mais me desespero. Essa geração atual parece gostar mais de bater palmas, estar na platéia do que no palco, protagonizando os acontecimentos. O que um professor de Ciência Política fará para alcançar o interesse? E a turma de alguma maneira animará esse professor? Ensinei por alguns poucos anos na Ufpa, Curso de Jornalismo e Propaganda. Um dos motivos para deixar o Magistério foi porque um dia, voltado ao quadro negro, ensinando como fazer um jingle publicitário, virei-me para os alunos e percebi, de alguma maneira, estar mais animado, mais envolvido do que eles. E me perguntei o que fazia ali, nove horas da noite, após um dia inteiro de trabalho, ensinando, empolgado, para uma turma de "não estou nem aí". Dá vontade de agir como Tim Maia: Mais grave, mais agudo, mais médio, mais tudo! Tergiversei? Então tá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-4905818356867346310?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/4905818356867346310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=4905818356867346310' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4905818356867346310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4905818356867346310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/02/cade-o-s.html' title='Cadê o &quot;s&quot;?'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2377703079706754943</id><published>2011-02-02T12:35:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T12:51:36.186-08:00</updated><title type='text'>Comment te dire adieu</title><content type='html'>Ouvi como trilha sonora de uma novela da Globo, não sei qual. Uma nova gravação, penso, para Comment te dire adieu, que foi um grande sucesso ali no final dos anos 60, começo dos 70. Tinha um arranjo simples, pop francês e tudo que me lembro é que estava perdidamente apaixonado, platônicamente apaixonado, e quando essa música tocava, não sei se no clube Netuno do Mosqueiro ou na boate da Assembléia Paraense, meu coração parava. Ainda pára, hoje, ao ouvir. Com o tempo, consegui várias regravações. Quem canta no original é Françoise Hardy, linda, magrinha, loura e francesa. Quem compôs foi o gênio Serge Gainsbourg e claro, Jane Birkin também gravou, inclusive, ambas, Françoise e Jane (inglesa), gravaram uma homenagem a Serge, muito bonita. Segue a letra em francês e após, a tradução. É preciso se ligar no jogo de sons que Serge propõe, usando o "ex" como uma vírgula, como um compasso, dividindo palavras inteiras. Bom, Serge tem um parceiro, Gabriel Yared, famoso compositor de trilhas para filmes, que fez a melodia.&lt;br /&gt;Sous aucun prétexte je ne veux, Avoir de réflexes malheureux, Il faut que tu m'expliques un peu mieux, comment te dire adieu&lt;br /&gt;Mon coeur de pyrex, résiste au feu, je suis bien perplexe, je ne veux, me résoudre aux adieux, comment te dire adieux&lt;br /&gt;Je sais bien qu'un ex amour n'a pas de chance ou si peu, mais pour moi une explication vaudrait mieux&lt;br /&gt;Sous aucun prétext je ne veux, devant toi surexposer mes yeux, derriére un Kleenex je saurais mieux, comment te dire adieu&lt;br /&gt;Coment te dire adieu &lt;br /&gt;Tu as mix à l'index, nos nuits blanches, nos matins gris bleu, Mais pour moi un explication vaudrait mieux&lt;br /&gt;Sous aucun prétexte je ne veux, devant toi surexposer mes yeux, derriére un Kleenex, je saurais mieux, comment te dire adieu&lt;br /&gt;comment te dire adieu&lt;br /&gt;comment te dire adieu&lt;br /&gt;Tradução&lt;br /&gt;Sem nenhum pretexto eu não quero ter reflexos infelizes, preciso que eu me expliques melhor, como te dizer adeus&lt;br /&gt;Meu coração de silex rápido pega fogo, teu coração de pirex resiste ao fogo, fico perplexo, não quero, já decidi dizer adeus&lt;br /&gt;Eu sei muito bem que um ex amor não tem chance de sucesso, mas eu queria uma explicação&lt;br /&gt;Sem nenhum pretexto não quero chorar na tua frente, se eu tivesse um Kleenex seria bem melhor&lt;br /&gt;Como te dizer adeus&lt;br /&gt;Tu me lembraste de nossas noites em claro, nossas manhãs cinzas e tristes, mas eu queria uma explicação&lt;br /&gt;Sem nenhum pretexto, não quero chorar, se eu tivesse um Kleenex seria melhor&lt;br /&gt;Como te dizer adeus&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2377703079706754943?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2377703079706754943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2377703079706754943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2377703079706754943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2377703079706754943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/02/comment-te-dire-adieu.html' title='Comment te dire adieu'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-4551600704095917448</id><published>2011-01-31T11:50:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T12:04:28.087-08:00</updated><title type='text'>Em pó todos nos tornaremos um dia</title><content type='html'>Como todos, estou chocado com a queda do edifício Real Class, na 3 de maio. Estava em um clube, antes de jogar futebol e os amigos também chocados, ligados na web e na tv para detalhes. É um absurdo sem tamanho a ocorrência, não bastasse a do Marques Farias, onde, por lentidão de nossa Justiça, todos escaparam impunes. E olha que um dos construtores é meu amigo. Outro amigo, também engenheiro, não permite que façamos logo especulações sobre fundações ou traço de concreto. Sim, é cedo, claro. É preciso um laudo. Cursei quatro anos de Engenharia Civil para saber meros detalhes. Não há terreno enlameado, ou encharcado que não permita fundação. Há fundações mais caras e mais baratas, no tanto que se deve cavar até alcançar a "nega", parte dura do solo e há tambem diferentes tipos de estacas, conforme o tipo de terreno. Quanto ao traço do concreto, onde poderíamos especular que tivessem levado o coeficiente de segurança à insegurança, há exames de corpos de prova que acompanham tudo. Nada disso irá salvar as vidas que lá ficaram ou a empresa de engenharia construtora que tem seu nome desabado em um mercado que vive momento de selvagem concorrência. Pior o rapaz, filho do dono, um ano de formado, responsável pela obra. Não há nada de errado. O problema é que caiu e aí? Quanto custará? Vai fechar a firma e abrir outra, outro nome, outro tudo? Haverá punidos? Como fica o nome da Engenharia no Pará? Há realmente fiscalização? Eu, que sou um leigo, quando passo ali pelo Umarizal, cercado por prédios em construção, cada um acima de trinta andares, não posso deixar de me perguntar para onde vai todo o cocô dessas famílias inteiras que ali vão morar. Há estrutura de esgotos, galerias pluviais? Não, acho que não. E o solo, revolto, as ruas estourando em buracos enormes, interditadas. Ali na Pedro Álvares Cabral, monumentos de concreto, gigantescos, bloqueando o vento. E vem a combinação de chuva e maré para invadir a loja, tão cara, cheia de carros preciosos, estragando os móveis, as vendas. O preço nas alturas. E quem está comprando esses apartamentos de 500 mil reais? Prédios novos, vendidos ainda na planta e depois de inaugurados, às escuras. Quem comprou foi para investir ou para lavar? E desaba esse gigante de trinta e poucos andares em um, dois segundos, transformando anos e anos de credibilidade da empresa e da Engenharia local em poeira. Em pó todos os tornaremos um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-4551600704095917448?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/4551600704095917448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=4551600704095917448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4551600704095917448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4551600704095917448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/01/em-po-todos-nos-tornaremos-um-dia.html' title='Em pó todos nos tornaremos um dia'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-1477751796466039011</id><published>2011-01-16T18:57:00.000-08:00</published><updated>2011-01-16T19:19:18.394-08:00</updated><title type='text'>Uma guerra perdida?</title><content type='html'>Todo ano passa parte das férias conosco uma menina que fez um dos filmes da série Tainá, como coadjuvante. Na época, devia ter seus cinco, seis anos, acho, mas agora já está com quatorze. Aconteceu com ela quase o mesmo que com Eunice, a Tainá. Foi encontrada na roça, passou por diversos testes e fez o filme. Como não eram atrizes, passaram por um treinamento específico para cada cena. Cinema é filmado aos pedaços. Não atores fazem muitos filmes. A produção, muito digna, além de cachê e outros cuidados, cuida de toda sua Educação até a Universidade. A sorte de Eunice é que encontrou em uma das produtoras, uma segunda mãe. Com todas as autorizações, claro, mora há vários anos em SP e está linda, inteligente e feliz. A outra menina, não encontrou uma alma salvadora. Voltou para sua casa, com melhorias feitas e como Eunice, custos com Educação totalmente pagos. Mas não foi suficiente, o que me leva a pensar até que ponto foi bom fazer o filme. Se não tivesse, continuaria no século 19 e viveria em sua comunidade. A menina tem problemas. Aos quatorze anos, vai passando de ano, mas não tem nem nenhum amadurecimento. É como se recusasse crescer. Em sua cabeça, penso, ela acha que ao deixar de ser a menininha índia que todos queriam afagar e mimar, será esquecida. Pior é perceber seu nível cultural, certamente devido aonde vive a família. Não sabe de nada, não tem respostas, não responde a nenhuma pergunta. Fala esse dialeto usado por um número cada vez maior de pessoas, até mesmo em Belém. Mas Justin Bibier, sabe quem é. A banda Calypso, também.&lt;br /&gt;Por coincidência, estavam juntas a menina, de 14 anos e outra, de 7 anos, muito viva, vindo de uma dos municípios mais distantes do Pará, mas filha de pai prefeito e de mãe professora. Foi humilhante, ou seja, a escola, de Abaetetuba, que parece ser péssima e o habitat, cercada inclusive por ameaças claras de pedofilia, a deixam em absoluta desvantagem. A outra, morando distante, mas em uma boa escola (parece), mãe e pai de relativa Cultura, está pronta para seguir adiante. E se a menina do filme está em uma posição tão humilhante, mesmo tendo sua Educação paga no melhor colégio de sua cidade, imagine na Jamaica.. Quando leio que as estatísticas demonstram ser o Brasil um dos países em franco desenvolvimento, classes baixas ingressando na classe média, me pergunto se é verdade. O que vejo é o contrário. Um país, um estado em que Educação e Cultura não valem absolutamente nada, gerando cidadãos idiotas, burros, sem opinião, vivendo no século 19 e falando um dialeto absurdo. É uma guerra perdida? Garanto a vocês que é desestimulante corrigir a linguagem a cada duas palavras faladas, gerando inclusive um desconforto na criança, que já nem quer falar, pois não consegue se expressar em nossa Língua Portuguesa. E a ignorancia? E a burrice? Meu Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-1477751796466039011?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/1477751796466039011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=1477751796466039011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1477751796466039011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1477751796466039011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/01/uma-guerra-perdida.html' title='Uma guerra perdida?'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7066035486406847009</id><published>2011-01-16T18:52:00.000-08:00</published><updated>2011-01-16T18:57:10.786-08:00</updated><title type='text'>Hendrix sensacional</title><content type='html'>Há muito tempo um disco não me deixava tão satisfeito quanto "Up from the skies", gravado pelo duo brasileiro Sambulus, com a obra de James Marshall Hendrix, um dos maiores músicos de todos os tempos. Luana Mariano canta divinamente e toca piano melhor ainda. Caesar Barbosa é um ótimo guitarrista, executando todos os solos difíceis de Hendrix de maneira quase didática, limpa, linda. O encontro de piano e guitarra é sensacional porque possibilita uma observação ainda melhor dos caminhos harmônicos de Hendrix, um gênio a unir diversas correntes musicais como rock, jazz, country, blues, soul, e o que mais aparecer. A melhor não sei dizer, mas a faixa título. mais "The wind cries Mary", "Castles made of sand"e "Are you experienced", são maravilhosas. Como duvido que o cd chegue por aqui, anotem o site do selo  que é www.discobertas.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7066035486406847009?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7066035486406847009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7066035486406847009' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7066035486406847009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7066035486406847009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/01/hendrix-sensacional.html' title='Hendrix sensacional'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2763895236461959699</id><published>2011-01-13T10:00:00.001-08:00</published><updated>2011-01-13T10:04:44.352-08:00</updated><title type='text'>Cafonice na Cultura</title><content type='html'>Também sou daqueles que acham que deve haver irregularidades na gestão do Hangar. Mas enquanto não tiver provas reveladas, nada é possível afirmar. É absolutamente cafona a atitude do atual Secretário de Cultura, em mandar peritos, polícia, mequetrefes para vistoriar e receber o Centro de Convenções. Coisa de gente cafona, doida por um escândalo, no qual é especialista e sempre encontra um repórter disposto a dar guarida a esse barulho. Acho que ele pensou em entrar com grande pompa e a diretora de lá, ao depositar a chave em Cartório, o enganou. Com que cara essa figura acorda e vai até o Hangar, entra com policiais e peritos, distribui panfletos, dá declarações. Parece coisa de quintal. O Hangar que tenha suas contas fiscalizadas por quem de direito. E o cara, aborrecidinho, enciumado de terem tomado conta de um brinquedo que ele julga ser seu, mas que é do povo e será administrado por ele transitoriamente, faz essa cafonice.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2763895236461959699?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2763895236461959699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2763895236461959699' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2763895236461959699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2763895236461959699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/01/cafonice-na-cultura.html' title='Cafonice na Cultura'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-469493079302281386</id><published>2011-01-13T09:52:00.000-08:00</published><updated>2011-01-13T09:59:53.751-08:00</updated><title type='text'>As autoridades mentem</title><content type='html'>Não deveria ser anormal ou encarado como uma insolência, cobrar das autoridades o serviço do qual são encarregadas. No entanto, o que vemos no Brasil é "artoridade" aborrecida, insultada quando as perguntas desagradáveis são feitas ou pior, uma técnica que vem sendo usada principalmente pelas autoridades municipais. Após o assalto e esfaqueamento de um casal no final de uma tarde, na Praça da República, o coronel ou cargo que o valha da Guarda Municipal, respondia, tranquilo, que há policiamento suficiente, rondas constantes e absoluta normalidade. Quem frequenta o logradouro sabe que é mentira. Os guardas ficam em altos papos no abrigo. Eles também estão ali, não para policiar nada, ou se arriscar, mas apenas para bater ponto e receber seu pagamento. Quando há algum assalto, ouvem gritos das pessoas e tardiamente, gordos, dão passos largos para não pegar ninguém. Não sou contra os gays que lá têm território livre para namorar, mas tudo tem limites e o consumo de drogas é absolutamente liberado a qualquer hora e sem medo. Depois veio o Prefeito, que usa uma técnica melhor. A tudo que é reclamado, diz que vai começar um grande projeto de forma a transformar aquilo tudo, no valor de xis milhões, e que deve começar dentro de pouco tempo. Bem, já ultrapassamos a metade do seu segundo mandato e nada. Então é entrevistada a diretora de Economia, qualquer coisa assim, a respeito da fiscalização da feira da Barão, ali no Guamá, que é simplesmente um escandalo. Ela também, obedecendo o chefe, declara que vai iniciar um grande projeto ali, no valor de xis milhões e que deve começar logo. Ocupa o espaço da declaração em televisão e não havendo tempo para uma devida contestação, vida que segue. Que merda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-469493079302281386?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/469493079302281386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=469493079302281386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/469493079302281386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/469493079302281386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/01/as-autoridades-mentem.html' title='As autoridades mentem'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-580792873699460884</id><published>2011-01-07T06:29:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T06:48:35.638-08:00</updated><title type='text'>A Cabanagem</title><content type='html'>O dia de hoje devia ser mais comemorado. Sete de janeiro de 1835 foi a data da explosão da revolta conhecida como Cabanagem, única, no Brasil, onde o povo realmente teve o poder nas mãos. Ao contrário, nome de rua é a 13 de maio, ali no Comércio, data de sua rendição. A data é importante para mim. Em 1985, 150 anos a revolta, o governo de Jáder Barbalho resolveu fazer uma comemoração digna. Alguns meses antes li a respeito e resolvi escrever uma peça. Já havia alguns anos desde Foi Boto, Sinhá, meu primeiro trabalho. Cacá Carvalho havia passado por aqui com Antunes e seu Macunaíma. Assisti várias vezes aquelas cenas lindas, com muita gente no palco. Também havia assistido Danton, o elogio da revolução, de um cineasta polonês Andrei Vajda, acho, com Gerard Depardieu. Havia lido muitas coisas sobre a Revolução Francesa. Estava, vamos dizer, empolgado com o assunto. Obtive com o Professor Clóvis Moraes Rego todo o material necessário para a pesquisa. Conversei muito com o poeta Rui Barata, que me visitava no escritório da Rádio Clube e adiante, na Rádio Cidade Morena. Ele me dizia para não tomar partido. Toda revolução dita sua própria moral, dizia. Meu amigo Rohan Lima resolveu produzir. Geraldo Sales e o Experiência. Têka Sallé para dança. Antonio Carlos Maranhão compôs uma valsa, linda, gravada no Rio de Janeiro por Fafá de Belém, especialmente. Conseguimos a boa vontade do Governador, através de Acyr Castro, então Secretário de Cultura e daí em diante, um empréstimo do Banpará, não lembro ao certo, talvez, de 80 mil cruzeiros, assinado pelo Dr. Hamilton Guedes. Ensaiamos por alguns meses no último andar de ensaios do Teatro da Paz. No penúltimo, Teka Sallé e seus bailarinos, incluindo Ronald Bergman. Estreamos no dia 7 de janeiro. Na manhã, o Governador inaugurou o monumento de Niemeyer homenageando os cabanos. O que não esperávamos, aconteceu na véspera. Domingo, praça da República lotada de foliões e blocos carnavalescos (sim, brincava-se carnaval desde o primeiro domingo de janeiro, nas praças, naquela época), recebo uma ligação. Nosso ator mais importante, que permeava todas as cenas fazendo comentários, Sidnei Pinon, havia se retirado do elenco, insatisfeito por não ter seu nome em destaque no cartaz da peça, onde preferimos colocar autores, diretores e patrocinadores. Havia uma solução. Edgar Castro, jovem ator, em outro papel, quase figuração, sabia o texto decorado. Alberto Silva, na época um garotinho, sempre presente, também sabia, mas ainda não era ator. Ensaiamos por muitas horas e estreamos. Banda de música na porta, autoridades, teatro lotado, espetáculo lento. Foi tudo bem. Após, Pascoale di Paolo, que estava prestes a lançar seu livro sobre o assunto, me entregou uma prova que guardo até hoje. Ficamos em cartaz por três meses no Teatro da Paz. Uma façanha. Não consigo lembrar o nome de todos. Grandes nomes. Henrique da Paz, Andréa Rezende, Sonhão, Paulo Fonseca, Rui Cabocão, Cleodom Gondim, o rapaz que fez Angelim que agora não lembro o nome. Tanta gente linda. Gosto do texto até hoje. Quando Edmilson foi prefeito, ouvi alguns comentários querendo remontar, mas foi apenas papo de mesa de bar. Hoje, 7 de janeiro, lembrei dos Cabanos. Ah, mais importante, para verem como estávamos engatinhando no que diz respeito a patrocínio cultural: ao final de três meses, devolvemos 80 mil cruzeiros que o Banpará nos havia emprestado. Isso mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-580792873699460884?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/580792873699460884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=580792873699460884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/580792873699460884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/580792873699460884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/01/cabanagem.html' title='A Cabanagem'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-1442524159332089682</id><published>2011-01-06T11:00:00.001-08:00</published><updated>2011-01-06T11:02:05.622-08:00</updated><title type='text'>Fundo do poço</title><content type='html'>Depois de ver uma fotografia feita ontem, no Suriname, onde Remo e Paysandu disputam um torneio "internacional", fiquei entre o riso e a pena por perceber quão fundo é o poço em que está nosso futebol. O centro avante tem mais de 50 anos e é simplesmente o presidente do país. Pior, com uma pança gigantesca. Seu filho é o artilheiro do time. E lá estavam Remo e Paysandu. Péra lá....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-1442524159332089682?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/1442524159332089682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=1442524159332089682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1442524159332089682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1442524159332089682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/01/fundo-do-poco.html' title='Fundo do poço'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3157528403078631802</id><published>2011-01-04T10:25:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T11:54:37.312-08:00</updated><title type='text'>Carlos, o Chacal</title><content type='html'>Acabo de assistir, cinco horas, direto, uma série de grande sucesso na Europa, produção francesa, sobre vinte anos da vida de Illych Ramirez Valdez, que se tornou conhecido mundialmente como Carlos, um dos terroristas mais procurados de todos os tempos. Tudo é bem antes de Bin Laden, da queda das torres, mas já estava lá, crescendo, lentamente, essa revolta islâmica e sua interpretação absurda do Alcorão. Estava a disputa sangrenta entre israelenses e palestinos. Iraque, Síria, Iêmen, Sudão, Arábia Saudita, todos contra os europeus. Muito bem feita, às vezes mescla ficção com imagens de telejornais da época. O mais incrível é perceber que Carlos é mais um Che Guevara, alguém que dedica a vida a "fabricar guerras e se divertir. Goza a vida assim". É interessante como se torna um mercenário, um terrorista de aluguel. a quem devota ódio, afinal? Ou franceses, americanos, ingleses, são todos um inimigo comum, criado para se ele se habilite a realizar tarefas lucrativas? Carlos esquece completamente, seja a Venezuela, seja a América do Sul, por pura conveniência. Um professor de espanhol em Londres. Venezuelano que estudou em Moscou. Fazem oposição, como tantos sulamericanos exilados ou estudando ricamente em Londres ou Paris. Ms aí vai ficando mais sério e ele percebe que gosta daquilo ao contrário de alguns companheiros. Em uma espiral ascendente os golpes vão crescendo de importância e ele escolhe o apelido "Carlos", para homenagear o então presidente venezuelano Carlos Perez, creio. Forma um grupo, trabalha para árabes, sequestra, explode, mata com facilidade e crueldade. Fica famoso. Entre os golpes, foge até para a Hungria. Vai se tornando desagradável por conta das pressões dos países. Vai para a Síria, Iraque, Sudão. Bebidas, mulheres, de vez em quando um atentado. Mas o mundo muda. Cai o muro. Cai a Rússia. Ele agora incomoda. Os sudaneses o entregam à França, onde cumpre prisão perpétua. Carlos, o Chacal. Gostei muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3157528403078631802?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3157528403078631802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3157528403078631802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3157528403078631802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3157528403078631802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2011/01/carlos-o-chacal.html' title='Carlos, o Chacal'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6259858604065895144</id><published>2010-12-31T07:40:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T07:43:54.495-08:00</updated><title type='text'>Sem surpresas</title><content type='html'>Acabo de assistir uma entrevista feita pelo blog Espaço Aberto com o novo Secretário de Cultura. Sem surpresas. Ele continua acreditando ardentemente que ser Secretário de Cultura é fazer exatamente o que fez em 12 anos trágicos. Vai continuar sua tarefa de matar a Cultura de maneira serena e tranquila, porque acredita no absurdo, acha que sabe o que não sabe e faz com a habilidade de jogar areia nos olhos dos cretinos. Trabalha em suas respostas ser vítima de ódios partidários, de gente que prefere o atraso, quando é ele a agir desta maneira por absoluta ignorancia. Pena. O que podia piorar ainda mais, piorou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6259858604065895144?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6259858604065895144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6259858604065895144' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6259858604065895144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6259858604065895144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/sem-surpresas.html' title='Sem surpresas'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-5414772040706888125</id><published>2010-12-31T06:53:00.001-08:00</published><updated>2010-12-31T07:05:02.419-08:00</updated><title type='text'>2011</title><content type='html'>2010 foi muito intenso. Escrevi duas peças, compus as músicas e as dirigi. Tive mais duas apresentadas, uma delas também com minha direção. E trabalho na divulgação. E ensaiar quase todos os dias. Você está no seu trabalho e de repente sai para ensaiar. Ou chega em casa, à noite, toma um banho rápido e vai para o teatro ensaiar. E isso é cansativo mental e fisicamente. O resultado compensa. Meus amigos pensam que é charme quando digo que não penso em voltar a dirigir, mas é a pura verdade. Muito difícil, cansativo. Prefiro escrever. Dirigi as peças por circunstâncias próprias de nossa atividade. Foi um ano dedicado inteiramente ao crescimento do Teatro Cuíra, do Grupo Cuíra, seja em repertório, orçamento, divulgação e presença de público. Sobrevivemos graças a leis culturais e prêmios federais. Agora, conseguimos o patrocínio da Petrobrás e isso é como ir para o céu. Até 2012 desenvolvemos o projeto Cuíra por Memórias. Uma grande vitória. E isso tudo aconteceu à parte as relações maravilhosas travadas com os elencos de As Gatosas e Sem Dizer Adeus. As amizades são o melhor do fazer teatral. &lt;br /&gt;Para 2011, muito trabalho. Nossa parceira Leal Moreira entregou finalmente dois banheiros instalados no hall do Cuíra, para o público. Puxa, como isso é importante. Também devemos em janeiro colocar um forro e instalar splinters de ar condicionado. Cara, o Cuíra começa a ficar chic. Temos dois espetáculos montados, que retornarão à cena. E toda a pesquisa do Cuíra por Memórias. No meu caso, pretendo voltar a escrever Literatura. Tenho material para livros de poesia, crônica, romance e um outro a partir do pensamento de fazer um seriado de televisão passado todo em Belém. Não sei quando vou começar. A qualquer momento. Como será o romance? Não sei. Tenho muitos recortes, amigos a quem recorrer para explicações técnicas, mas o drama, a história, não faço idéia. Temerário? Talvez. Sorte de quem escreve porque deseja escrever. Sem pressões. Para mim sempre foi assim. Parece chavão, mas os personagens ditam os acontecimentos. &lt;br /&gt;É bom comentar que todo esse trabalho se dá paralelamente ou nas folgas de minha real ocupação em rádio, jornal e publicidade, com que lido no dia a dia. Tudo acaba sendo a mesma coisa. Tomara que 2011 funcione como 2010 funcionou. Sou sério, honesto e quero sempre o melhor para todos. Assim o Cuíra. Espero que todos também se realizem e apareçam lá no Teatro. Feliz Ano Novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-5414772040706888125?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/5414772040706888125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=5414772040706888125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/5414772040706888125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/5414772040706888125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/2011.html' title='2011'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7565527984456028687</id><published>2010-12-29T11:39:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T12:41:28.607-08:00</updated><title type='text'>Cultura de volta à escuridão</title><content type='html'>Estamos perdidos. Após o vendaval que colocou por terra todas as pequenas iniciativas na área de Cultura, com doze anos de PSDB, veio o PT e ao invés daquele discurso que o PT gostava de Cultura, os artistas eram todos petistas, Ana Julia fez uso da Secult para que seu escolhido passasse quatro anos viajando pelo Estado e se elegesse deputado. A Cultura foi para o fundo do abismo. E agora vem Jatene, com esse jeito de ex-músico, sensível à Cultura, que foi atrapalhado por Almir ao iniciar seu governo tendo de engolir sapos e agora, na volta, absolutamente tranquilo e sem dever nada a ninguém e sabedor de tudo de mau que algumas figuras fizeram e repete a dose. Estamos perdidos. Jatene revela a mais completa insensibilidade para com a Cultura e não tinha esse direito, sabendo da absurda quase total rejeição ao escolhido.&lt;br /&gt;O arquiteto Paulo Chaves não entende nada de Administração Cultural e suas diversas áreas a serem desenvolvidas. Atende a solicitações que ele próprio inventa, elege, acredita, todas, absolutamente erradas. Gasta milhões em ópera, porque precisava botar ópera após recuperar o Teatro da Paz. Será que gastará milhões em Teatro ou Música, agora que o Schivazapa está quase caindo de podre? Será que vai corrigir os absurdos arquitetônicos cometidos no Teatro da Estação das Docas e do Parque Residência? Ou vai chamar aquele famoso diretor carioca e montar, por milhões, texto daquele autor amazonense, sem nenhum resultado prático? Ou vai inventar outros bibelôs para se divertir, gastando milhões, jogando areia nos olhos de bobos. Menos mal que Nilson Chaves vai para a Fundação Cultural Tancredo Neves. Pena por Nilson, que certamente não terá qualquer ajuda, nada funcionará como um sistema, por falta de postura do comandante. Coitada da Cultura no Pará. Estou devastado. Nos últimos dias li aqui e ali os boatos. Começou o mal estar. Agora, com a revelação, puxa, isso é mostrar como as coisas podem sempre piorar ainda mais. Desculpem a falta de astral. Meu pai dizia que no Pará "a gente cansa cedo". Não vou me cansar. Continuo como sempre. Nem os doze anos tucanos, nem os quatro petistas, conseguiram destruir tudo. Prejudicaram grandemente, enormemente, mas ainda há pulso. Haveremos de sobreviver. Apesar de você amanhã pode ser outro dia. Aguardemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7565527984456028687?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7565527984456028687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7565527984456028687' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7565527984456028687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7565527984456028687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/cultura-de-volta-escuridao.html' title='Cultura de volta à escuridão'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7556710405481925164</id><published>2010-12-29T11:22:00.001-08:00</published><updated>2010-12-29T11:27:51.883-08:00</updated><title type='text'>The Boardwalk Empire</title><content type='html'>Têm razão os que dizem que o bom cinema americano migrou totalmente para as séries de televisão. Acabei de assistir a primeira temporada de The Boardwalk Empire, dirigida e produzida por Martin Scorcese, a partir de roteiro escrito por Terence Winter, premiado roteirista de "Os Sopranos". Vem também daquela série o protagonista, Steve Buscemi. Ali por volta de 1930, o crime organizado se reúne em Atlantic City, por conta da Lei Sêca. A cidade, praieira, é uma festa para quem gosta de cassinos. Minha tia Adalcinda às vezes ia passar  férias com seu Tom, por lá e mandava fotos do "boardwalk". Winter misturou fatos como o surgimento de Al Capone e Lucky Luciano, entre outros, com ficção, sem deixar de tocar em temas como o direito a voto por parte das mulheres. A produção, elenco e direção são magníficos. Os cenários também. Sem a pressão por parte dos estúdios, sem precisar da aprovação de grupos de pesquisa, quanto ao final ou circunstâncias do roteiro, todo mundo dá show de bola. São quatro episódios, cada um com mais de 50 minutos e fica o gosto de quero mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7556710405481925164?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7556710405481925164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7556710405481925164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7556710405481925164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7556710405481925164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/boardwalk-empire.html' title='The Boardwalk Empire'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7715602827536168834</id><published>2010-12-28T11:51:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T12:05:15.790-08:00</updated><title type='text'>A vida de Keith Richards</title><content type='html'>Conheci os Rolling Stones quase ao mesmo tempo em que conheci os Beatles. Naquele tempo, as informações eram escassas, mas tínhamos tempo de digerir os elepês inteiros, entender cada faixa. Para irritar meu irmão Edgar, dizia que os Stones eram minha banda preferida. A jogada de marketing era exatamente essa, os Beatles bonzinhos, os Stones malvados. Já estava bem adolescente quando veio Get yer ya ya's out e o Sticky Fingers, significando mudanças. Enfim, os caras estão aí até hoje e depois de ler "Vida", biografia de Keith Richards, escrita com James Fox, dá para entender. Eles se adaptaram às mudanças, algumas muito cruéis, afetando as relações. A banda é sobrevivente e percebeu que poderia ganhar dinheiro a partir dos anos 80, 90. Até lá tudo era muito complicado de entender. Agora que o disco acabou como mídia, mais do que nunca, shows ao longo de um, dois anos. &lt;br /&gt;Lá pelo meio do livro, a relação com heroína começa a incomodar pra valer. Ao acabar de ler a bio de Eric Clapton, também fiquei muito decepcionado com a pessoa. E como é que debaixo de todas aquelas drogas eles ainda nos dão coisas lindas para ouvir? É tudo baseado na amizade, desde a infância, entre Keith e Mick. E acho que Keith, por sua maneira de ser, por dar a perceber a todos os outros a importância da banda, da amizade e do profissionalismo, é que mantém os Rolling Stones na ativa. Logo ele que foi viciado em heroína por mais de dez anos. Ele e sua esposa Anita Pallemberg. No meio disso tudo, o filho Marlon, durante anos, o único autorizado a acordar o pai antes dos shows. Keith dormia com um revólver debaixo do travesseiro. Trabalho, muito trabalho. Keith se fechou durante muito tempo entre o trabalho e o vício. Para onde ia, pensava, antes, como obter herô. Vai dando um enjôo. Um por um os amigos vão caindo, morrendo, sendo presos. Ele consumia apenas o melhor, a mais cara. E na dose certa. Bom malandro. Nunca aloprou. A morte de Brian. A saída de Mick Taylor. A saída de Bill Wyman. Mick Jagger traindo o grupo e fazendo carreira solo. A carreira solo com os X Pensive Winos. O retorno com Steel Wheels. A separação de Anita e o casamento com Patti Hansen. O rei dos riffs. São tantos que em um show, antes de uma música, ficou em dúvida. Qual o riff agora? O segredo da afinação em aberto da guitarra. E como saem as músicas de Jagger e Richards. Acho que vale a pena por isso. Os Stones são tão importantes quanto os Beatles. Menos simpáticos, talvez. Keith aproveita para esclarecer que nunca trocou seu sangue na Suiça. Foi uma resposta torta que deu a um repórter, que virou contra si. Se não houvesse as drogas, será que ele seria ainda melhor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7715602827536168834?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7715602827536168834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7715602827536168834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7715602827536168834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7715602827536168834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/vida-de-keith-richards.html' title='A vida de Keith Richards'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3522494079759504070</id><published>2010-12-24T05:37:00.000-08:00</published><updated>2010-12-24T05:56:32.105-08:00</updated><title type='text'>Feliz Natal</title><content type='html'>Veríssimo já disse que os cronistas se repetem no Natal. Deixo pra lá. Adoro o Natal, as compras, as trocas de presentes. Quem quiser que vire o nariz e se queixe de consumismo, falsidades nas relações, desagradáveis reuniões com familiares. Para mim é ao contrário. Desde muito cedo, minha mãe transformou o Natal em um momento maravilhoso para nós, seus filhos. Éramos cinco capetas em férias e ela já anunciava um tal de "anjinho Pedroca", ajudante de Papai Noel, de olho se procedíamos bem, passando de ano, se nos comportávamos corretamente. Quando pequenos, a festa era ao acordar, no dia 25, correr até a árvore que ela armava com todo cuidado, incluindo presépio e bonecos infláveis do Noel. Uma festa.&lt;br /&gt;A recordação mais antiga vem de um tempo em que havia, no térreo do Edifício Renascença, a loja Salevy, de Samuca Levy, a quem chamava de tio, uma espécie de bazar, precursor dos shoppings de hoje. Na semana do Natal, barraquinhas eram instaladas na calçada e em determinada noite, havia a chegada do Papai Noel, na verdade, o "Buraco", profissional da propaganda volante, cuja família é dona hoje do Grupo Rauland de Comunicação. Ele chegava mais cedo e ia para o último andar do Renascença. Na frente do prédio, juntava uma multidão. "Lá vem o helicóptero do Papai Noel" e todos olhávamos, aceitando qualquer coisa, até mesmo que existisse Noel e o helicóptero. O "Buraco" começava a descer, indo de apartamento em apartamento, distribuindo balas e jogando lá do alto para a correria das crianças. Quanto a mim, ficava dividido entre a curiosidade da visita e o pavor dessa coisa que animava meus sonhos. Edgar Augusto conta que sua primeira estupefação foi constatar hálito de bebida em Noel. Depois, ele conhecer nosso pai com quem conversava sobre futebol. "Então o Noel é amigo do meu pai?" Não posso acrescentar mais nada. O medo foi mais forte e me escondi debaixo de um sofá até Noel descer. Outra lembrança é de ter revelado ao meu irmão Janjo, o truque de nossos pais para deixar os presentes na árvore. Eles aguardavam que fôssemos dormir e os levavam. Mas, naquela noite, com os corações aos saltos, estávamos escondidos atrás de uma cadeira, na sala e vimos quando papai e mamãe depositaram nossos presentes. Se até hoje lembro disso é porque ainda não me perdoei por isso. E a crônica do "Papa Filas". Era um sonho. Um ônibus de grande tamanho, puxado pelo que chamam de "cavalo de aço". Era tudo o que eu queria ganhar. E ganhei. O Natal caiu em um domingo. Após a abertura dos presentes, fomos para nossa casa de campo no Lago Azul, hoje lugar de endinheirados. Saí, garboso, com meu papafilas puxado por um fio a passear. Encontrei Cícero, filho de Seu Antônio, caseiro do lugar. Ele vinha puxando um caminhão, em tudo diferente do meu. Era feito a partir dessas latas de alumínio que guardam querosene Jacaré. As rodas feitas de tampas de refrigerantes. Belo. Criativo. Diferente. Difícil foi explicar em casa, quando cheguei, a razão de ter trocado de presente com Cícero e entregue o tal papafilas. &lt;br /&gt;Estarei reunido logo mais com meus irmãos, filhos, namorada e minha mãe. Ela está velhinha mas razoavelmente lúcida e ministrando aulas de Redação para candidatos ao Vestibular. A festa toda ainda é a partir dela, de sua alma cheia de imaginação, criatividade, alegria, teatralidade. Sinto falta de meu pai, que também adorava a data, presenteando a todos nós e seus amigos. Após a meia noite e as orações, trocamos presentes alegremente, como se ainda fôssemos crianças. A família cresceu, os sobrinhos já adolesceram. Talvez seja o momento de chegarem netos. Mas a alegria é a mesma. Feliz Natal para todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3522494079759504070?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3522494079759504070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3522494079759504070' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3522494079759504070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3522494079759504070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7411885718025386887</id><published>2010-12-23T09:08:00.001-08:00</published><updated>2010-12-23T09:18:37.511-08:00</updated><title type='text'>Gente Estranha</title><content type='html'>When you're strange é o documentário feito por Tom Dicillo sobre a banda americana The Doors. É muito bom. Curioso que quase não curti o grupo, sendo mais atingido por Beatles, Rolling Stones, Janis e Hendrix. Talvez tenha sido falha da gravadora na questão da divulgação. Talvez porque a música dos Doors fosse estranha, diferente. Mesmo Light my Fire, que não é de Jim Morrison e sim de Robby Krieger, foi sucesso aqui em Belém com o violonista cego Jose Feliciano, em arranjo magistral. A música dos Doors é estranha. Seus integrantes vieram do jazz. O guitarrista Krieger preferia o violão onde arpejava como um flamenco. O baterista John Densmore tinha uma técnica mais próxima da bossa nova do que rock. E Ray Manzarek era um organista que fazia o contrabaixo nos teclados. Quando chegam perto do rock é quase um tatibitate como Hello I Love You, ou Break on through to the other side. A diferença está nos versos de Morrison. E em suas performances. A partir de um certo momento, não há mais controle. Jim, à frente, bêbado, chapado, vai inventando, declamando e atrás a turma improvisando. Um shaman em sua cerimônia. Foi uma espiral e tanto. &lt;br /&gt;Somente fui realmente gostar dos Doors após o filme de Oliver Stone, com Val Kilmer no papel de Jim. Ali deu para sacar tudo. Curioso no documentário é notar o quanto Stone e Kilmer se aproximaram do real. Como era a época em que viveram. A coincidência de Jim, Janis e Jimi (todos começando com J), morrerem aos 27 anos, cheios de glória. O som dos Doors é estranho, diferente, mas super rock and roll.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7411885718025386887?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7411885718025386887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7411885718025386887' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7411885718025386887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7411885718025386887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/gente-estranha.html' title='Gente Estranha'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3414091389465081347</id><published>2010-12-23T05:26:00.000-08:00</published><updated>2010-12-23T05:40:42.993-08:00</updated><title type='text'>Tá lá o corpo estendido no chão</title><content type='html'>Meia noite de ontem, ouço discussão, ruído e um tiro. Vou à janela. Vêm dois homens correndo, um atrás do outro, revólver em punho. Vestem-se como esses molecões, camiseta, bermudão com sunga por baixo e chinelas. De uma distância muito próxima, um ou dois passos, vem novo tiro e o da frente cai de cara no chão. O baixote, volta, sempre correndo, olhando em volta, assustado, em guarda e vai para a Primeiro de Março. Só então chegam os notívagos para conferir. O pivetão caído de bruços sangra no asfalto. Alguém comenta que ainda está vivo. Respira. Que o assassino pegou a moto e fugiu. E chegam os caras das rondas particulares. Chega uma dessas tartaruguinhas da Polícia. Corro para a janela que dá para a Primeiro de Março. Há uma perseguição. Hoje alguém me disse que pegaram o atirador. Na Riachuelo, após uns 15 minutos, chega o Samu. E há também seis tartaruguinhas da Polícia. &lt;br /&gt;Relembro a sequência dos tiros, sem nenhum glamour ou ângulo privilegiado, como no cinema. O da frente corria desesperado e o de trás também, para não errar o tiro. O ruído é forte, agressivo, rompe o silêncio da madrugada e a carne da vítima, rasgando órgãos, cortando veias. Ficou muito fácil matar em Belém. E muito barato. Os matadores não precisam de nenhum refinamento. Chegam e atiram. Pronto. Deve custar uns R$500? Talvez menos. Muito menos. Nesse retorno de nossa sociedade à selva, há um capítulo para as motos, que são como os cavalos do velho oeste. Para elas não há sinalização de trânsito, mão, contramão, calçadas, nada. O capacete é mais um artefato para esconder o rosto do que para proteger de acidente. E essa facilidade em ter nas mãos uma arma de fogo. &lt;br /&gt;Quanto à Riachuelo e Primeiro de Março, posso falar de tudo. A zona de prostituição que ainda persiste é digna de vala. Técos de crack são vendidos para uma galera desde bacanas até pés de chinelo. O que não entendo é o funcionamento de uma pensão, na Primeiro de Março, miserável, suja, imunda, com prostitutas esfomeadas, arrebentadas pela vida, vendendo drogas, sem nenhum temor, absolutamente tranquila. Quem a protege? Será que paga todos seus impostos em dia? E as drogas? Na Primeiro de Março, próximo à saída dos artistas do Cuíra, são apenas senhoras prostitutas. Barrigudas, folós, tranquilas, aguardam por seus clientes, senhores, também. Algumas têm casa montada, marido, filhos e até empregada. Mas vão até lá para a espera. Há no momento um casal desfeito. Dizem que têm uma casa no Che Guevara, mas preferem morar na rua, naquela esquina. Ele, grisalho, peito de pombo, passa as manhãs fumando seu cigarro e lendo jornal. Dorme sesta, toma banho, põe seu sapato de couro branco e fica por ali. Ela, Bete, recebe, às vezes, correspondência do Cuíra. Foi presa vendendo drogas. Dizem que já foi solta mas não retorna por medo de vingança dos traficantes. Imaginem. E vem esse corpo estendido no chão desarrumar o cenário daquela madrugada de lua cheia, aparentemente tranquila, mas agora, cheia de vingança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3414091389465081347?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3414091389465081347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3414091389465081347' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3414091389465081347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3414091389465081347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/ta-la-o-corpo-estendido-no-chao.html' title='Tá lá o corpo estendido no chão'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-4713054621712759224</id><published>2010-12-22T12:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-22T12:40:50.853-08:00</updated><title type='text'>Para onde vai a Cultura?</title><content type='html'>Anna de Holanda é a nova ministra da Cultura, substituindo a gestão Gil/Juca Ferreira, que enrolou por oito anos a renovação da Lei Rouanet e outras novidades. Anna já foi secretária de Cultura em Osasco/SP e estava na Funarte. É da corrente do ator Fernando Grassi, também histórico petista, saindo então o PV da área. Como é também cantora, e vem da Funarte, imagino que o setor musical deva sair levando alguma vantagem, mas também acho que as demais áreas vão estar bem. Juca Ferreira preferia discutir, debater, ir empurrando com a barriga as situações. Aumentaram o percentual da arrecadação para a Cultura? Deve ter sido de 0,5 para 1 ou 2% o que é vergonhoso. E outras e outras. Tomara que dê certo. Há uma movimentação forte de grupos de teatro de todo país que vêm se reunindo e traçando metas para apresentar à nova ministra. &lt;br /&gt;No Pará, ainda não sabemos quem será o Secretário de Cultura, apesar de alguns nomes ventilados. Mas aqui, quem tem o nome "ventilado", é justamente queimado, alvejado por obuses de todas as direções. A curiosidade é porque pior do que está, não pode ficar. Após oito anos de um vendaval destruidor, veio Jatene e na última hora, também teve seus desejos frustrados, preferindo, então, fatiar o setor e destruí-lo ainda mais. No governo do PT, Ana Júlia conseguiu ser pior ainda, nomeando uma figura que lá esteve apenas para circular por todo o Estado durante quatro anos e se eleger deputado. Hoje temos um deserto, um nada negativo na Cultura. Se até agora ninguém foi anunciado, é porque também a Cultura não tem nenhuma importância. Nossos governantes continuam dando à Cultura e ao Turismo um tratamento absolutamente amador. E com isso, perdemos milhões. Pior, mesmo, é a questão da Cultura na Prefeitura. Estava lendo alguém elogiando a nomeação de Anna de Holanda para a Cultura, comentando sua passagem por Osasco. Dizia "o município é a primeira instância" do cidadão em relação à Cultura. E nesse instante, fico ainda mais triste. Ao longo dos últimos vinte anos, sei lá, nos acostumamos a xingar A Secretaria de Cultura do Estado. E no entanto, o município não promove nada de Cultura nos últimos 30 anos, talvez. Lembro de Paes Loureiro à frente da Semec, não era isso? É a volta às cavernas, a vitória dos boçais, com seus carros gigantescos, dvds sertanejos, porres homéricos, despejando suas necessidades num mar de lama que um dia há de engolir toda a Doca. Desculpem o mau jeito. Feliz Natal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-4713054621712759224?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/4713054621712759224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=4713054621712759224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4713054621712759224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4713054621712759224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/para-onde-vai-cultura.html' title='Para onde vai a Cultura?'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-1802339384203161851</id><published>2010-12-15T11:17:00.000-08:00</published><updated>2010-12-15T11:44:40.689-08:00</updated><title type='text'>Jards Anet da Silva, ou melhor, da Selva</title><content type='html'>Acabo de assistir ao dvd "Jards Macalé - Há um morcego na porta principal", de Marco Abujamra, sobre a vida e obra de uma das figuras mais importantes da música brasileira, chamada Jards Macalé. Desagradável, antipático, grosseiro, boca suja ou ousado, brilhante, músico, arranjador, compositor, cantor, ator, performer dos melhores? Qual você prefere? Macalé está na base da revolução musical brasileira a partir do final dos anos 60. Seu violão, inicialmente, com Caetano, Gil, Bethânia e Gal. Aos poucos, foi participando de todos os famosos discos da Tropicália, como autor e arranjador. Por si só, surgiu em um Festival Internacional da Canção de cabeleira afro gigante, vestes africanas, cantando "Gotham City", protestando contra a revolução. Está ao violão e nos arranjos de Transa, o disco de Caetano no exílio. Faz "Movimento dos Barcos" para Bethânia. Faz cinema com Nelson Pereira dos Santos. Briga à morte com os baianos. Caetano, somente há poucos anos, no relançamento do Transa, reparou o erro cometido, quando o nome de Macalé foi omitido. E foi um álbum histórico. Gravou um disco genial, com capa de Helio Oiticica, ele vestindo os penetráveis. Dentro, ao lado de Lanny Gordin e Tutti Moreno, arrebenta em jazz, rock, mpb, funk, soul, maravilhoso, com suas letras belas, parceiros como Waly Salomão, puxa, o cara é demais. Nada aconteceu. Passa um tempo e ele vem com o sensacional "Aprender a Nadar" ou "A linha da morbeza romântica", onde acompanhado de grande banda mais orquestra, arrebenta em "Rua Real Grandeza" (sou um cara sem saída, mas não se iluda com essa minha vida) ou "Quando você passa dois tres dias desaparecida, eu me queimo num fogo louco de paixão), é rock, jazz, blues, mambo, bossa nova, simplesmente demais. Ainda gravou mais um disco para a Som Livre. Sumiu. Então resolveu entrar em uma linha Moreira da Silva, com quem fez vários shows. Há pouco tempo, outros dois discos, creio, maravilhosos. Um cara aparentemente difícil, já prometendo aos meninos que fizeram o documentário processá-los se não ficasse contente. Um malandro cheio de histórias para contar, passando dias e noites na beira de um bar, cervejinha e violão. Um cara que já iniciou com Bethânia no show Opinião. Gil está lá dando sua opinião. Hermínio Belo de Carvalho, Bethânia, alguns outros. Mas não sei se ficou bom, sabe? Eu queria saber mais, muito mais. "Meu nome é Jards Anet da Silva, ou melhor, da selva, ou pior, da Silva. Tem para alugar lá na Fox.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-1802339384203161851?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/1802339384203161851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=1802339384203161851' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1802339384203161851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1802339384203161851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/jards-anet-da-silva-ou-melhor-da-selva.html' title='Jards Anet da Silva, ou melhor, da Selva'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2436310599752009359</id><published>2010-12-14T20:13:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T20:40:32.229-08:00</updated><title type='text'>A caixa de Gal Costa</title><content type='html'>Foi somente há alguns poucos anos atrás, já bem maduro, que pude ter idéia da trajetória de Gal Costa, uma das maiores cantoras brasileiras, a qual acompanhei bem de perto. Saiu a caixa "Gal Total", idéia das fábricas para provocar os tiozinhos, público que ainda adquire cds, com a vantagem da remasterização do material. Com efeito, podemos ouvir melhor as gravações e até detectar evoluções instrumentais que antes estavam escondidas. &lt;br /&gt;O que mais me chama atenção na carreira de Gal, é a impressão de ter sido marcada pela falta de um foco pessoal, algo que ela realmente queria. Gal, aparentemente, é dessas cantoras que não sabem a razão de cantar, o que realmente dizem as letras, ao contrário de uma Elis Regina. Há muitas. &lt;br /&gt;Maria das Graças Burgos e Caetano Veloso eram muito ligados. O primeiro disco deles, na hoje Universal, foi lançado em 67, chamado "Domingo", bem joãogilbertiano, voz pequena, correta, arranjos limpos, feitos por Dori Caymmi, Roberto Menescal e Francis Hime. No repertório, além de Caetano, há Edu Lobo, Gil e Sidney Miller. Ali está a cantora, inteira, voz linda, límpida.&lt;br /&gt;Mas então vem o vendaval do final dos anos 60, Tropicália, Janis, Hendrix, Beatles, tudo o que se sabe. E Gal surge em 69 como a diva da Tropicália, cabelos revoltos, roupas rock and roll e interpretação de Joplin. Os arranjos agora são de Rogério Duprat, Gil e Lanny Gordin. Um dos maiores discos da música brasileira. Tem Jovem Guarda/Tropicália em "Não identificado", guitarras com orquestras, timbres diferentes, uma dificuldade de mixar; "Sebastiana", com arranjo rock, Caetano, Tomzé, Roberto e Erasmo, Jorge Ben, maravilhosos. Tudo é moderno, transgressor, perfeito. Há "Saudosismo", "Se você pensa", "Divino Maravilhoso", "Que Pena" e "Baby", só para adiantar. E há Gal, gritando, esganiçando, excelente, super cantora. Agora, não é Gal e sim a Gal planejada, ensaiada, direcionada. Ela vai muito bem. &lt;br /&gt;No mesmo ano, mas outra situação, Caetano e Gil exilados, ainda com arranjos de Rogério Duprat, mas agora com participação especial de Lanny Gordin e violão de Jards Macalé. Arranjos maravilhosos, econômicos, modernos, ousados, como "Cinema Olympia", "Tuareg", "País Tropical", "Meu nome é Gal", uau. No repertório, Caetano, Ben, Gil, Roberto e Erasmo e Macalé. Há um lado mais popular e outro onde se misturam canções mais políticas, mais áridas, mais rock and roll e Gal botando a voz Janis. Gal é Janis. Bem direcionada.&lt;br /&gt;Em 1970 eu estava no Rio e a Rádio Mundial tocava todo tempo o "Legal", com uma capa absolutamente genial, feita por Helio Oiticica. Lanny Gordin e Jards Macalé são os principais arranjadores, mas há alguma orquestra com Chiquinho de Moraes. Duprat está fora. A Tropicália acabou. Mesmo assim, que show de arranjos, evoluções de bateria, baixo e guitarras, sopros. O repertório vem logo de "Eu sou terrível", de Roberto e Erasmo. Sim, eles estavam sempre presentes e sempre ótimos. Havia também Gil, Macalé, Caetano e Geraldo Pereira. Gil e Caetano exilados. Caetano mandou  "London London "e "Deixa sangrar"(que apresenta o frevo baiano com guitarra elétrica). Há a música tradicional com arranjo elétrico, "Acauã", de Zé Dantas e o remake de "Falsa Baiana". Há "Hotel das Estrelas", cara, genial. Gal era a musa, a diva do pop. As dunas de Gal, em Ipanema, durante a construção de um emissário submarino. E novamente percebo que Gal é verdadeira somente no arranjo bossanovista de "Falsa Baiana". Amanhã escrevo sobre "Fatal", um dos mais emblemáticos discos brasileiros em todos os tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2436310599752009359?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2436310599752009359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2436310599752009359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2436310599752009359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2436310599752009359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/caixa-de-gal-costa.html' title='A caixa de Gal Costa'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-9201896367243896415</id><published>2010-12-14T11:20:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T11:27:24.027-08:00</updated><title type='text'>The Wire</title><content type='html'>Até hoje creio ter acompanhado somente West Wind e Lost, das séries de tv. É preciso fazer uma opção, como, por exemplo, jogar futebol somente uma vez por semana. Há outros prazeres como assistir filmes, ler livros, namorar. E eu quero tudo. Com a opção feita, os horários são melhor utilizados. Meu filho comentou sobre The Wire, série aparentemente obscura, ao menos por aqui. Acreditei. Acabei de assistir as duas primeiras temporadas, na base de três episódios por dia, três horas direto. E são quinze capitulos. É realmente muito boa. O cenário é diferente, Baltimore, EUA. Os capítulos e temporadas seguem uma linha, de tal forma que um personagem da primeira, surge na segunda, encadeando uma grande história. Há um detetive, McNulty, irlandês. Beberrão, conquistador, em permanente litígio com a linda mulher e sofrendo por não estar com os filhos, é um excelente profissional. Por isso, odiado por companheiros que ao invés do risco de novos casos, vão levando com a barriga. Aos poucos, forma uma equipe, onde nem é o chefe. Policiais de diversas procedências, todos com qualidades e defeitos. E há muita coisa suja em Baltimore. Enquanto os casos vão razoavelmente resolvidos, as vidas e seus problemas acontecem. A oficial que vive com outra mulher, que engravidou propositalmente e que não suporta o trabalho de risco da companheira. Um assassino das ruas, cruel e honesto, que se vinga porque mataram seu namorado. Droga, droga, droga. Mulheres escravas de sexo. Jogo de poder. Está tudo lá. Assistam. Vou agora para a terceira season.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-9201896367243896415?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/9201896367243896415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=9201896367243896415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/9201896367243896415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/9201896367243896415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/wire.html' title='The Wire'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-1898117318043285370</id><published>2010-12-14T11:11:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T11:20:15.733-08:00</updated><title type='text'>Antologia Pan Americana</title><content type='html'>Quero dividir com as pessoas que lêem este blog, a alegria pelo lançamento da Antologia Pan Americana, pela Editora Record, organizada por Stéphane Chao, após quatro longos anos de trabalho. Reúne autores contemporâneos das três Américas, incluindo escritores das Guianas. Dos que conheço, Margaret Atwood, do Canadá, Ugo Benedetti (recentemente falecido) do Uruguai, mais Luiz Ruffato e Marçal Aquino, brasileiros como eu, que surjo como que representando o Norte do Brasil. O convite veio após a leitura do livro "Um sol para cada um", da Editora Boitempo. Depois, creio que através da Bertrand, selo da Record, fui convidado para o livro "Todas as Guerras", quando houve um sorteio entre os convidados e tive a sorte de receber a incumbência de escrever um conto sobre a guerra entre palestinos e judeus. Daí rolou outro livro, lançado no Peru, com escritores contemporâneos brasileiros, deve rolar um no México e vem esta Antologia que me parece completa. Sinto um super orgulho de estar presente e em boa companhia. Penso na distância entre Belém e São Paulo, onde tudo se decide. Penso na diferença de cena, de atividade na área literária. Penso no mais absoluto desconhecimento dos paraenses em relação à minha obra, no momento em que subo mais um degrau e procuro trocar de pensamento. Dividir com vocês a alegria. O lançamento vem no momento certo em que me convenço a escrever literatura, ano que vem, após quase dois anos somente de teatro, todos os dias e noites. Recuperar meu ritmo de escrita. Juntar as anotações. O mundo está indo tão rápido. Será que lançarei em formato para iPad? Será que lançarei outro livro? Outros livros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-1898117318043285370?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/1898117318043285370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=1898117318043285370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1898117318043285370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1898117318043285370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/antologia-pan-americana.html' title='Antologia Pan Americana'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-813728008562819256</id><published>2010-12-14T10:01:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T10:12:33.400-08:00</updated><title type='text'>A Modern Sound vai fechar</title><content type='html'>A notícia saiu no Globo de hoje. Depois da Livraria Letras &amp; Expressões, o Rio de Janeiro perde mais um point de cultura. A loja, que reinou desde os anos 70 como um ícone em discos importados, fecha as portas no dia 31. Últimamente, seu movimento estava bem fraco. Melhorava à noite, para lançamentos de discos em pocket shows em seu Café. Uma tristeza. &lt;br /&gt;Conheci a Modern ali nos anos 70. Era uma mina de ouro para um garoto que saiu de Belém, onde entrava nas lojas procurando discos da Mahavishnu Orchestra e recebia olhares estupefatos dos vendedores. Não era tão grande. Mas lá encontrei "In the wake of Poseidon" e "Islands", creio, do King Crimson e entrei em pânico. Sem dinheiro, escondio-os na seção de discos infantis e voltei até minha avó para conseguir a grana. E lá havia também um garoto irritante, dizendo os nomes dos discos com acentuado sotaque britânico. O relacionamento se tornou profissional enquanto tive uma loja de discos aqui, a 33 1/4, na Brás de Aguiar e mandávamos buscar muitos discos importados. Mas o tratamento não era tão cordial. Os cariocas com algum poder, ficam quase insuportáveis de antipatia. Então, o cinema Caruso, creio, que ficava atrás da loja, na Barata Ribeiro, foi adquirido. A loja cresceu, ficou linda, grande catálogo, cds, dvds e o Café Allegro, sempre com um pianista e aos finais de tarde ou no sábado, dia inteiro, grandes músicos, alguns contratados, outros se divertindo, tocando maravilhas do jazz e bossa nova. Algo próximo do paraíso. Com o tempo, conheci todos os veteranos vendedores, fiz amizades. Um dia, sentindo a diferença do movimento, perguntei ao dono a respeito. Ele confirmou o perigo. Quem compra discos, hoje? Não digo Ivetes e Sangalos, mas discos de mpb, jazz? Somente adultos e cada vez menos. Não sustenta uma loja grande. Havia muitos turistas, sempre, mas agora, acho que até eles desapareceram. Uma pena. Uma catedral da boa música. Ali vivi grandes momentos, surpresas, alegrias. Estive na loja há uns vinte dias atrás. Foi minha despedida. Vai fazer uma imensa falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-813728008562819256?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/813728008562819256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=813728008562819256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/813728008562819256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/813728008562819256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/modern-sound-vai-fechar.html' title='A Modern Sound vai fechar'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-8105163377109759312</id><published>2010-12-13T11:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-13T12:04:58.302-08:00</updated><title type='text'>Amarga Dulce</title><content type='html'>Eu também sou fã de Dulce Quental e estive no Margarida Schivazappa assistindo seu show. Vivi minha adolescência nos anos 70 e na década seguinte, estava com uma rádio FM, Rádio Cidade, tocando todos os hits do que se chamou Rock B. Dulce surgiu com o trio Sempre Livre, tentativa da Sony em emplacar um grupo feminino. A rigor, teve apenas um sucesso, "Esse seu jeito sexy de ser" e acabou. Dulce fazia parte e foi autora da música. Então compareceu em parcerias com Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho entre outros. Conviveu com Cazuza, Herbert Vianna. E lançou três discos solo. O primeiro deles, "Délica" é uma jóia do pop, casando voz charmosa, melodias, letras e arranjos primorosos. Apesar disso, pouca gente notou. Não sei se houve falta de empenho da gravadora, ou o temperamento esquivo da autora. Nada aconteceu. Veio "Voz Azul", mantendo a qualidade e novamente nada aconteceu. Houve mais outro disco, também ótimo e Dulce não apareceu mais, a não ser incluindo parcerias em discos de Barão e Paralamas, creio. Também andou escrevendo crônicas em sites. De repente, Luizão Dom King anuncia sua vinda. &lt;br /&gt;Quando entrei no Teatro, percebi que aquela era uma verdadeira reunião de uma tchurma dos anos 80, todos conhecidos, jornalistas, músicos, atores, artistas plásticos, toda uma galera que no meio de todos aqueles hits percebeu Dulce Quental. Ou seja, Dulce já subiu ao palco vencedora, abrindo os braços, receberia aplausos. Estávamos todos saudosos, querendo cantar nossos hits, bater palmas, fazer carinho, reconhecê-la. Mas não. O show foi absolutamente esquizofrênico. Há versões diferentes dos motivos que a fizeram chegar aqui. Iria fazer outro show para uma Ong no Marajó. Viria, como disse, ano que vem, mas foi chamada por Luizão e não teve tempo para ensaiar. Acompanhada por baixo, violão e percussão. Muito bons os músicos. Dulce, nervosa. Abriu com musica de seu último cd, que quebrou ausência de alguns anos, "Beleza Roubada", infelizmente, muito fraco. Veio "Voz Azul", com voz fria, nervosa, sem alcançar agudos ou baixos. E após ser aplaudida carinhosamente, começou a desdenhar estar ali. "É, vamos fazer uma volta ao passado, um pouco, depois mostro minhas coisas novas". "Ah, tenho muitas coisas novas, estou em outra fase". "Puxa, como nós tocávamos e cantávamos mal antigamente. Essa música "Esse seu jeito sexy de ser", tem uma melodia linda, mas a letra, só não tenho mais vergonha porque chega a ser engraçada". E logo depois da platéia cantar junto, chorando. Em dado momento, pensou estar indo para a última música. Foi informada pelos músicos que ainda não era hora. "Olha, estou aqui em Belém por conta desse maluco do Luizão. Ele é quem é culpado". "Olha, quero dizer a vocês que sou uma compositora dando uma de cantora". "Olha, agora vamos terminar. São mais duas músicas e não tem bis". Errou música, pediu para voltar e tocar novamente. Errou mas continuou. Pediram pra tocar "Délica". "Não vai dar. É muito complicada. Olha, eu até tentei. Tentei novo arranjo e nada. Mas puxa, eu toquei muito, muitas músicas. Olha, escolham uma que eu já cantei no show. "Capuccino", tá, então vai ser essa". Isso aconteceu na hora do bis. A platéia batendo palmas, até que Dulce voltou. Na saída, aquela turma toda, maltratada, mas feliz. Não sei o que Dulce pensa de si. Se acha que é grande artista, ninguém sabe de sua existência. Seu último disco é ruim. Há outro, tomara que seja bom, vou comprar de qualquer maneira. Ela devia era montar esse show com todos os hits antigos e faturar algum com a galera saudosa dos anos 80. E, pior, não cantou "Pros que estão em casa". Amarga, Dulce..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-8105163377109759312?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/8105163377109759312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=8105163377109759312' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8105163377109759312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8105163377109759312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/amarga-dulce.html' title='Amarga Dulce'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6431149278523803204</id><published>2010-12-10T11:15:00.000-08:00</published><updated>2010-12-10T11:46:04.208-08:00</updated><title type='text'>Uma casa chamada Celina</title><content type='html'>Leio no jornal que Marcílio Costa está lançando um livro com poemas inspirados em uma casa, no Mosqueiro, chamada "Celina", na qual, segundo o autor, morou Maria Lúcia Medeiros, mãe de Mariano Klautau Filho. É verdade. Maria Lúcia passou lá seus dois últimos anos de vida. Marcílio deve tê-la visitado muito e se sentiu inspirado pela casa e seu nome. Mas o que Marcílio talvez não saiba, embora nada disso afete o que deve ter escrito, pois as emoções são diferentes, é que a casa se chama "Celina", por conta de minha avó, Celina Paiva Proença. Que aquela casa, no Farol, abrigou a felicidade de toda uma família durante longos anos. O Mosqueiro está na base das minhas lembranças de infância e adolescência. A casa, também. Quando lá chegávamos, para as férias de julho, vindos no Presidente Vargas, com bagagens carregadas pelo "Sete" e no carro americano ou inglês do Seu Cecy, ela nos aguardava com um cheirinho de casa fechada. Com uma frente onde havia jardim com jasminzeiro, vinha logo um grande pátio. Houve pequenas mudanças no pátio, tornando-o maior. Uma sala grande, de refeições, uma suite, onde ficavam meus avós, dois quartos onde ficavam meninos e meninas e o quarto de meus pais. A cozinha, pequena, onde Biá se arrumava. Atrás, outro jardim, uma pequena casa onde dormiam as empregadas e a seguir, um longo quintal, que ia até a Estrada da Bateria. Um mundo. Nos quartos, íamos direto aos armários onde estavam brinquedos antigos, pranchas de "pegar jacaré", bolas de futebol. Levávamos amigos, amigas, virava uma festa. Uma vez Seu Rubem Ohana chegou com a kombi cheia de meninos e meninas do Chapéu Virado. Alguém botou discos e dançaram. Tinham a minha idade, mas eu era muito acriançado, ficava olhando meu primo dançando de menina em menina. Havia uma praça em frente onde, certa vez, dia de semana, meus pais, mais Celina e Edgar foram a Belém, eu me pendurei em um galho de árvore e fiquei pensando na vida, naquele lugar parado, sem trânsito, o barulho do vento nos açaizeiros, o paraíso Mosqueiro. No final das tardes, bicicleta, cair, ralar o joelho, esperar na fila que o Seu Harley Vieira passasse com seu kart e nos levasse para dar uma volt . E no pátio da "Celina", ficávamos conversando, cantando, ouvindo meu avô contar histórias, meu pai tocar violão, as visitas de final de semana, meu avô no portão, saudando quem passava para a praia. E no quintal, o campo de vôlei que meu praia e Seu Zumero construíram. A trave onde eu chutava para que Antônio Valentim pegasse a bola, fazendo o goleiro. E de repente o chamado para a merenda, banana com leite em pó, mais nescau, acho. O tempo a perder de vista. Acordar e ficar ouvindo, ao fundo, as ondas indo e vindo, o vento nos açaizeiros, as brincadeiras, o primeiro amor - será que ela está namorando comigo? Mas como se eu nem a pedi em namoro? O murmúrio de minha mãe e as empregadas, no dia de voltar para casa, bem de madrugada, deixando para nos acordar somente no momento final, esperar o ônibus ou Seu Cecy e ir até a Vila, pegar o "vapor". Tomar banho de chuva na lateral da casa, a cabeça debaixo do esguicho que vinha do telhado. Ah, "Celina", tantas emoções e alegrias passaste! Nós éramos cinco danados vivendo nosso aprendizado para uma vida inteira em brincadeiras, imaginação e felicidade. O tempo veio, crescemos, Salinas ficou na moda, nossos filhos fizeram sua escolha e a casa foi vendida. Sempre que vou a Mosqueiro, passo na frente, como uma reverência respeitosa. Que bom que continuaste a ser importante, viver novas vidas e agora, gerar livros. Quanta saudade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6431149278523803204?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6431149278523803204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6431149278523803204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6431149278523803204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6431149278523803204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/uma-casa-chamada-celina.html' title='Uma casa chamada Celina'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-4743877560964314734</id><published>2010-12-02T13:17:00.000-08:00</published><updated>2010-12-02T13:33:25.501-08:00</updated><title type='text'>As Copas no Brasil, Russia e Qatar</title><content type='html'>Nos próximos dias leremos comentários mais informativos a respeito da escolha de Rússia e Quatar como países sede das próximas Copas do Mundo. A escolha foi em Zurich, onde fica a sede da Fifa, esta entidade particular, com número de países filiados maior que a ONU e que passou a crescer assustadoramente após a passagem por lá de um certo João Havelange, que ao sair da CBF, no Brasil, deixou em seu lugar Ricardo Teixeira, casado com sua filha. Ao deixar a Fifa, deixou em seu lugar outro assecla e aos poucos, vamos chegando ao absurdo. Hoje, o que menos importa é o futebol. Há muito dinheiro envolvido. Para ir à África do Sul, quase inóspita para futebol, terra do rugby, bilhões foram gastos em estádios que, ou serão abandonados ou transformados para a prática do esporte mais popular. A imprensa local denunciou mas foi abafada. Aqui no Brasil, os mesmos absurdos, como reconstruir o Maracanã, desprezar o Morumbi, desprezar o Vivaldão em Manaus. Esse último, então, é um escândalo, pois o futebol local não existe mais. Ricardo Teixeira acaba de ser acusado de corrupção. E a Copa aqui nem começou. E na Rússia? E no Qatar? Se fizessem na Inglaterra, não gastariam quase nada em construção. Preferiram a Rússia, onde o futebol é disputado em época diferente, tendo em vista o frio que faz na maior parte do ano. Um país que enfrenta graves problemas entre ditadura, democracia e máfias. O ex-presidente Putin nem foi a Zurich. Disse, antes do resultado,  que era um absurdo deixar a Rússia de fora. Um blefe, claro. E no Qatar? Quase ninguém vai aos campos, todos artificiais. Muito dinheiro. Isso deixando o esporte de lado. Falando nele, a Fifa nem quer saber, mas as Copas vêm perdendo interesse há muito tempo. Disputada no período de férias para os atletas da Europa, recebe seleções de craques milionários, estressados, machucados, cansados e que somente para atender contratos, algum patriotismo e prêmios, aparecem por lá. Ganham de seus clubes salários estratosféricos, mas são cobrados violentamente no físico e psicológico. Chegam à Copa arrasados. Copa do Mundo, mesmo, é a Copa dos Campeões, onde estão os grandes jogadores, no seu ápice, defendendo seus clubes. Até quando essa roubalheira irá?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-4743877560964314734?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/4743877560964314734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=4743877560964314734' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4743877560964314734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/4743877560964314734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/12/as-copas-no-brasil-russia-e-qatar.html' title='As Copas no Brasil, Russia e Qatar'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2751762078371285126</id><published>2010-11-30T11:54:00.001-08:00</published><updated>2010-11-30T12:07:34.677-08:00</updated><title type='text'>A limpeza no Rio de Janeiro</title><content type='html'>Ainda estava em São Paulo quando começaram a incendiar carros no RJ. Estava na rua e percebi todos de olho na tv. Invasão na Vila Cruzeiro e tudo o mais. Havia uma euforia por parte dos jornalistas, também. Uma raiva incontida pela marra dos traficantes, o medo que todos temos de andar à noite, de dia, cruzamento no trânsito. É curioso como o fenômeno "Tropa de Elite" motivou no povo essa idéia de reagir. De que há Polícia boa. E eu escrevi aqui que "Tropa" é apenas um filme. Ali, na tv, era de verdade. As reportagens muito boas. A voz nervosa da repórter. A câmera, nervosa, também, pegando detalhes, querendo duplicar o "Tropa". Onde está o capitão Nascimento? Houve um momento importante, de mostrar que a Polícia também é exemplo de ética, voluntarismo. Mas depois fiquei pensando, e lendo em diversos jornais. Imagine o preço da droga, hoje, no Rio. Porque os viciados não podem parar. O que dá uma trégua é aquele pessoal que dá sua fumada ou cheirada no final de semana. Posso falar porque não faço isso. Haverá uma substituição? Virão as milícias? As UPPs? Foi importante retomar território mas o que vem a seguir? Outra coisa que me deixa desconfiado é a razão pela qual, bandidos que já têm seu território definido, tudo certo, funcionando, propinas pagas a políticos, autoridades e de repente, a título de intimidação, começam a tocar fogo em carros, agredindo seus consumidores e fazendo com que todos fiquem contra. Só sendo muito imbecil, não é? E justamente quando o Rio é pressionado a fazer uma limpeza, por conta da Copa do Mundo, das Olimpíadas. E muito convenientemente, após a reeleição do governador Sergio Cabral. Não é? Será que desta vez é pra valer? Houve outras invasões antes. Queremos que todos morram? Onde estão as autoridades? Onde estão seus deveres para com o povo? Dotar as comunidades de escolas, hospitais, serviços, oferecer emprego. Várias vezes a pergunta "porque não fez antes" foi feita e sempre com drible na resposta. Os traficantes fugindo morro acima e todos querendo que os helicopteros liquidassem a todos, como se fosse uma guerra e não uma ação policial. Como deixaram as coisas chegarem a esse ponto? Conivência de muita gente. Muita gente. Será que essa gente vai ficar sem a propina que vinha limpa, sem rastro? E o negócio das drogas? E a venda de armas? Há muitas respostas a serem dadas mas, principalmente, não entendo a aparente burrice dos traficantes em "provocar" essa guerra onde somente eles saem perdendo. Saem? No dia em que voltei, passei ao lado do Complexo do Alemão, pela Linha Vermelha e tudo estava tranquilo. Aparentemente. No final da manhã, começou a invasão. Mas eu já estava em casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2751762078371285126?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2751762078371285126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2751762078371285126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2751762078371285126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2751762078371285126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/11/limpeza-no-rio-de-janeiro.html' title='A limpeza no Rio de Janeiro'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-7353021852118465816</id><published>2010-11-30T11:43:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T11:53:44.411-08:00</updated><title type='text'>O novo Hair</title><content type='html'>Eu não assisti a montagem de Hair, seja em NY ou no RJ. Mas eu era moleque e ganhei o disco com a trilha sonora e capa linda, um contraluz de uma cabeleira afro. Era uma época efervescente. A informação que chegava até aqui em Belém era rala. Não entendia a razão de músicas tão curtas, outras maiores. Não entendia que era um musical rock. Aí veio o 5th Dimension com "Aquarius/Let the sunshine in". Claro, assisti à montagem de Milos Forman, para o cinema. "Hair" tocava em diversos assuntos que revolucionavam costumes. Cabelo, roupas, desapego, sexo livre, hippies, recusa em ir para o Vietnã, musica, amor. E isso foi chocante. Quanto desse choque fica para uma montagem no século 21, Rio de Janeiro, cidade hedonista, mas que vive momentos perturbadores? Na noite em que fui assistir, as polícias do Rio de Janeiro estavam na Vila Cruzeiro, disparando. Era Tropa de Elite ao vivo. Chovia. Mas o teatro estava lotado. Não há cenário nem projeções. Andaimes e luz. Elenco grande, moças e rapazes bem jovens e bonitos. Cantam bem. Mas querem saber? Não funciona. Uma das causas talvez seja a falta de carisma do líder dos hippes, Berger. O ator é bonito, canta bem, mas não tem carisma. Fala como um dublador de filmes americanos que passam nas tardes de sábado. E sem isso, desaba tudo. Berger é lindo, simpático, alto astral, todos querem namorar com ele, meninas e meninos. Também não sei onde foi parar o desejo de romper com tudo. Sim, há a tal cena de nu coletivo, mas os rapazes à frente e as meninas, bem escondidas. Andamos para trás? E justamente no Rio onde um ou dois centimetros de pano escondem vaginas e bicos de seios? Errado também que levaram uma banda para o palco, mas não lhe aplicaram nenhum figurino. O maestro é careta, os músicos também, com exceção do guitarrista que dá show. Mas não cativa, não conquista. E acaba por ficar um tanto longo. Uma boa tesoura tirava uma meia hora e ficava bem. E quando, ao final, cantam "Let the sunshine in", fica bem bonito, só isso. É preciso encerrar, botar a banda para tocar forte e repetir para a casa levantar e aplaudir. Esperava mais. Tenho assistido a alguns musicais no Rio e gostado. Talvez tenha esperado demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-7353021852118465816?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/7353021852118465816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=7353021852118465816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7353021852118465816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/7353021852118465816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/11/o-novo-hair.html' title='O novo Hair'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-1797611094061053853</id><published>2010-11-30T11:18:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T11:40:52.040-08:00</updated><title type='text'>Eu assisti Paul McCartney em São Paulo</title><content type='html'>Cheguei em São Paulo no domingo. Assisti, no Fantástico, highlights do show. Às quatro da tarde daquela segunda, olho para o tempo e vejo a chuva. Ah, vai passar logo. É verão aqui no sudeste. Até a hora do show está limpo. Foi a primeira vez em que pensei se tinha idade e disposição para encarar aquela chuva. A idéia de assistir ao show de Paul McCartney no Morumbi veio em uma empolgação, a partir de uma lembrança maravilhosa, quando assisti, no mesmo estádio, ao show de Roger Waters, tocando "Dark side of Moon". Lembrei de estar ali, à altura da intermediária de um dos gols, ouvindo aquele som alto, muito alto e a emoção que senti. Emoção acumulada por todos os anos, a diferença de informação, a pesquisa, curiosidade, que vive um cara que mora no extremo norte do Brasil. Comprei o ingresso. Peguei o taxi, preventivamente, às seis da tarde. O esporte preferido dos motoristas paulistas é analisar quais as melhores rotas para chegar ao seu destino. O rapaz bem que tentou. Esgotou. Enfim, com a chuva engrossando, cheguei às proximidades do Morumbi depois das oito da noite. No caminho, compro por 10 reais (depois soube que antes era 5 e mais tarde, virou em 20 reais) uma capa de chuva, uma espécie de saco plástico que nos envolve. Entro sem dificuldade. Compro camisas comemorativas. Faz parte. E entro no campo, com um piso especial, de borracha. Tocam clássicos do rock, tipo "Born on the Bayou". E rapidamente percebo algo errado. Não consigo ver o palco, a não ser por frestas ou quem sabe, saltando. Praguejo contra a natureza que me fez tão baixinho. Há como que uma parede de seres humanos mais altos à minha frente. Vou bordejando, procurando uma boa posição. Um tiozinho com camisa da primeira vinda de Paul ao Brasil grita: vamos fazer uma hola! Porra, ninguém quer fazer uma hola comigo? Adiante, um casal jovem. Ele, estupefato, diz à moça: quer dizer que você só está aqui para me fazer a vontade? Se dependesse de você, não vinha? Ela confirma. Não sei o resto. Uma moça uniformizada vende batatas chips, gritando "Olha a batata do Paul! O tempo vai passando, a chuva continua, mas não estou molhado. As pernas doem e me pergunto se tenho idade para estar ali. Há muitos tiozinhos. Muitos fumam maconha. O cheiro no ar é bem forte. Vem uma série de projeções nos telões, hits de Paul e pronto, vai começar o show. Ao contrário de muitos, não vi ninguém. Procurei e não achei. Será que eu era o único representante do distante Pará por aqui? Claro que não. Mas não vi ninguém. Sabe de uma coisa? Fui postar-me por trás dessas casas onde ficam os técnicos de luz e de som, gigantescas, absurdas, incompreensíveis, incomodando estéticamente e em termos de visibilidade, todo mundo. Será que ninguém consegue uma alternativa. Pois bem, atrás da casa, estava bem legal. Tiozinhos e tiazinhas com filhos, dançando e cantando. E ele abre com "Magical Mystery Tour". E vem "All my loving". Não deu pra segurar. Chorei. Macca é muito profissional. Sabe conduzir o espetáculo. Não é um showman de grandes movimentos e gestos. Está sempre tocando baixo ou piano. Os coroas da banda são irrepreensíveis. Tudo bem ensaiado e até natural. Vibram, dançam, solam, têm seu espaço. O baterista Abe Laboriel um show à parte. "Blackbird singing in the dead of night".. Ligo para a garota. Ouve aí. Ciao. Homenageia George Harrison, John Lennon na bela e tocante "Here Today", levemente estragada pelo público, que acompanhou batendo palmas. Quebrou o clima. E vem "Live and let die", com seus fogos de artifício. Vai embora e pedem bis. "Helter Skelter". Perto de mim, um tiozinho toca uma guitarra imaginária. Ao lado, seu filho resmunga "Ê pai, pára com isso, pô..". "Yesterday" ao violão, linda. Mas eu queria o final. Eu sabia o final. Primeiro o encerramento de "Sgt Pepper", "we're sorry but it's time to go". E quebrando para "The End". Gosto de acreditar que foi a última música gravada pelos Beatles. Desde sempre, basta ouvi-la, fico tocado. Há acordes de guitarra, riffs, vem o solo de bateria de Ringo Starr e finalmente "and in the end, the love you take, is equal to the love you make". Se no disco é bonito, imaginem em um show para 65 mil pessoas! E o cara inteirão, gostando de estar ali, de receber aplausos, de "when you got a job you gotta do it well", voz inteira, sem rouquidão, feliz da vida, super profissional. Saio e pelos corredores do estádio a multidão canta "Hey Jude". Que sensação deve ser essa? Ando, subindo uma ladeira, dois quilometros até conseguir um taxi que me cobra 80 reais para levar para casa. Tiro a capa de chuva e percebo que estou ensopado de suor. Chego ao hotel ainda excitado, feliz. Depois do jantar e do banho, deito e repasso o que vi. Grande show, mas querem saber se iria novamente? Não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-1797611094061053853?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/1797611094061053853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=1797611094061053853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1797611094061053853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/1797611094061053853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/11/eu-assisti-paul-mccartney-em-sao-paulo.html' title='Eu assisti Paul McCartney em São Paulo'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-3519441197720825465</id><published>2010-11-30T08:01:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T11:17:51.664-08:00</updated><title type='text'>Aconteceu em 67</title><content type='html'>Eu tinha 13 anos de idade, o que em termos de um garoto de hoje, equivale a ter uns nove anos apenas. Não lembro bem, deveria perguntar ao Edgar, se acompanhamos tudo isso aqui em Belém, pela Marajoara, que recebia os tapes ou quando estivemos passando uma temporada no Rio de Janeiro, na casa de nossos avós. A verdade é que, para mim, é absolutamente inesquecível e formador cultural. Os elepês, ouvíamos contritos, emocionados. Sei a maioria das músicas. Quando as ouço, lembro de tudo, cenas, acontecimentos, enfim, como era bom. Os Festivais da Record. Naquela época, ao invés de novelas, o horário nobre era ocupado por programas musicais. O cast da Record tinha o melhor da mpb e também o programa Jovem Guarda. E por muita sorte, reuniu mais de uma vez, todos muito jovens, cheios de sonhos, artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Roberto Carlos, Chico Buarque, Edu Lobo, precisa continuar? Quando, em outro tempo, tanta gente boa se reuniu? Os mais jovens podem dizer que houve outro grande momento, nos anos 80, com o rock nacional. Ponto de vista. A televisão era em p&amp;b. Imaginem a distância de São Paulo para Belém. A platéia, não sei quantas pessoas, participava vaiando, cantando, aplaudindo, interferindo nas apresentações. Quem eram essas pessoas, essa fatia de público, formada por jovens universitários, gente classe média, que passava para o resto do Brasil sua preferência por um tipo de música, letra, arranjos? Renato Terra e Ricardo Calil fizeram o documentário excelente, reproduzindo os melhores momentos e entrevistando protagonistas. Chega a chocar a fumaça em todos os ambientes. Como se fumava! Reali Jr e Cidinha Campos faziam entrevistas nos bastidores, sem nenhum problema em ter entre os dedos, cigarros. A pergunta era feita com a fumaça saindo da boca e o entrevistado devolvia, também com fumaça. O cenário era ridículo, com plantas no palco. Blota Jr e uma locutora que não lembro o nome, caprichando nos "erres". Edu Lobo, emocionado, com Marília Medalha e o Momento Quatro, grupo vocal onde vemos Zé Rodrix e Maurício Maestro. Tão jovens em "Ponteio". Na entrevista, Edu e sua absurda antipatia e imbecilidade. Chico Buarque também nunca está à vontade nas entrevistas. Não lembra das letras, não considera importante. E lá está ele com o Mpb4 em "Roda Viva", que até hoje cantamos. Caetano Veloso fala muito. Solano Ribeiro, organizador, conta que o baiano ia cantar apenas com gola rolê o que ele achou errado. Mandou comprar um paletó. "Alegria Alegria" é uma marcha lusitana, com guitarras, refrão forte e letra irresistível. Edu e Chico dizem que ficaram desconfortáveis depois que os baianos vieram com todo aquele som e cores. Tornaram-se aos 23 anos, artistas superados, antigos. Outro que comparece com seu mau humor e boçalidade, embora seja um gênio é Dori Caymmi, que surge novinho, já de bigode, tocando violão para Elis Regina, a maior cantora do Brasil, já naquela época. Dori odeia o arranjo do maestro Gaya para seu "Cantador". Ao contrário, seu parceiro Nelson Motta, conta que ao ouvir Caetano em "Alegria Alegria", tentou torcer contra, por ser um oponente, mas acabou cantando junto. E Gil que entrou em pânico e decidiu não ir cantar seu "Domingo no Parque"? Arranjo de Rogério Duprat. Mutantes. Demais. Uma letra cinematográfica, genial, com abertura orquestral irresistível. E Nana Caymmi, que era casada com Gil, cantando "Bom Dia", linda e forte, magrinha, cheia de atitude. E Roberto Carlos, contratado da emissora, cantando um samba de Luiz Carlos Paraná, apenas razoável. E Sérgio Ricardo quebrando o violão. Solano Ribeiro esculhambando o ótimo Sidney Miller, já falecido, que cantou a beleza que é "A Estrada e o Violeiro", com Nara Leão. Que elenco! Eles não tinham idéia, mas faziam história, influenciavam um país inteiro, moldavam destinos. E era tão bom! A língua portuguesa no seu melhor, a música em diferentes gêneros, arranjos e vêm Caetano e Gil com seu liquidificador sonoro. E ganha "Ponteio", de letra política. Aconteceu em 67, mas mexeu com toda a minha vida, eu, ali, com 13 anos de idade, um garotinho magro, cabeçudo, feio, mas que apreendia tudo o que era mostrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-3519441197720825465?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/3519441197720825465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=3519441197720825465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3519441197720825465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/3519441197720825465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/11/aconteceu-em-67.html' title='Aconteceu em 67'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-8024778751225992544</id><published>2010-11-29T13:10:00.000-08:00</published><updated>2010-11-29T13:18:03.212-08:00</updated><title type='text'>Heliópolis</title><content type='html'>Me decepcionei com a leitura de "Heliópolis", romance escrito pelo americano James Scudamore, que viveu algum tempo no Brasil e também em várias outras cidades do mundo. Logo que saiu, estranhei não ser originalmente brasileiro, até descobrir o autor. Mais curiosidade ainda. Um americano escrevendo sobre a maior favela de São Paulo e sendo elogiado, deve ser algo bom. Saiu no Brasil. Li e me decepcionei. Scudamore conta a história de um garoto que, juntamente com a mãe, foi adotado por um homem muito rico. Cresceu na fazenda de seu benfeitor, convivendo também com a filha do cara, de sua idade. Em dado momento, é levado para voltar a morar em SP, desta vez, em um super apartamento, vida de rico. Estudou e tal. O pai adotivo há anos não pisa na terra da cidade. Seu transporte é o helicóptero. Heliópolis vem somente ao final do livro. Insuficiente. O romance poderia se passar em qualquer outra cidade do mundo. As referências são frágeis. No que tange à convivência do garoto, seus pensamentos, seu choque entre pobreza e riqueza, valores e amor, a escrita é bem interessante. Mas talvez eu esperasse muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-8024778751225992544?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/8024778751225992544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=8024778751225992544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8024778751225992544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8024778751225992544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/11/heliopolis.html' title='Heliópolis'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-2207886913141113054</id><published>2010-11-18T09:22:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T09:30:51.249-08:00</updated><title type='text'>Ai que vontade de estar lá</title><content type='html'>Assistirei ao show de Paul McCartney na próxima segunda feira, mas já estarei em São Paulo no domingo. O pessoal do Sem Dizer Adeus me liberou por um dia. Aproveito para comparecer ao último evento de mais uma Balada Literária, promovida por meu amigo Marcelino Freire, jovem e premiado autor pernambucano que chegou à grande cidade há alguns anos e ao mesmo tempo que escrevia suas obras, também inventava eventos, coletâneas, incendiando os ambientes. Essa Balada Literária é ótima, a partir da Mercearia São Pedro, emblemático bar em Vila Madalena, onde já tive o privilégio de lançar um de meus livros. Mistura autores de diversas procedências, passando por cima das grandes e poderosas editoras, além de prêmios a Chico Buarque. Ai que vontade de estar lá. Quando entro nos blogs de colegas escritores atuando em Sp, dou conta da atividade frenética de todos, seja em mesas redondas, discussões, seminários, reuniões, exposições, entrevistas, onde se colocam na mídia, no noticiário, chamam a atenção para seus trabalhos. Obtive algum pouco êxito no Rio de Janeiro e São Paulo com meus trabalhos. O último, "Um sol para cada um", parecia fadado ao sucesso, mas nada aconteceu, paciência. O problema é a distância. Moro longe, muito longe. Distante demais para comparecer aos eventos, circular, conversar, aparecer e principalmente, ser lembrado. E assim, rápido, sou esquecido. Quando leio sobre essa movimentação toda, me dá uma cuíra por estar lá, com a galera. Um escritor quer ser lido, consumido, debatido. Isso não acontece aqui no Pará, onde sequer há uma cena literária, mas eu tinha chances, sei lá, posso volta a ter, com o próximo livro que lançarei, ainda não sei a data. Por isso, quando sei da Balada Literária, ai que vontade de estar lá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-2207886913141113054?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/2207886913141113054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=2207886913141113054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2207886913141113054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/2207886913141113054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/11/ai-que-vontade-de-estar-la.html' title='Ai que vontade de estar lá'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-6204774369597447162</id><published>2010-11-12T08:03:00.000-08:00</published><updated>2010-11-12T08:13:00.301-08:00</updated><title type='text'>O Filho do Hamas</title><content type='html'>Acabei de ler o livro com a história de Mosab Hassan Yousef. O assunto está todos os dias nos jornais. Me interessa. Já escrevi um conto para uma coletânea de edição nacional, chamada "Entre Guerras". Para minha sorte, houve sorteio de temas e me caiu, justamente, o conflito entre árabes e judeus. Minha amiga Silvana, que mora em Londres, foi tocada por alguns desses levantes que ocorrem quase sempre entre as partes. Foi a manifestações, reuniões, tudo em Londres, e ficou do lado dos palestinos. Não vejo muito assim. Todos sabem que quando todos têm razão, acontece uma tragédia. O livro de Mosab vem mostrar que pelo menos do lado do Hamas e outros como Arafat, a guerra não pode parar. Sem ela, eles não existem. Não recebem dinheiro, armas, nada. Não têm interesse em seu povo, mas somente em liquidar Israel. Do lado dos judeus, claro, há muitos erros, também. Mas eles, pressionados pela comunidade mundial, principalmente EUA, já fizeram boas propostas de conciliação, recusadas pelos radicais, pelos motivos citados. Enfim. O livro. Muito redondo. Bate tudinho. Achei isso demais. Será verdade? O pai de Mosab é um islâmico ferrenho, que segue o Alcorão, e por isso prega a palavra de Alá. Mas aí vêm os israelenses, vistos como inimigos. Ele joga pedras. Adolescente, vai preso. O pai, também. Mas não desiste da palavra, ao invés das armas. Dentro da prisão, Mosab conhece os métodos do Hamas. Alguém do serviço secreto de Israel o convida para ser agente duplo. Ele concorda. Primeiro acha que liquidará israelenses dessa maneira. Mas os judeus parecem certos, ele concorda com suas idéias. Começa a frequentar um grupo que estuda a Bíblia. Vira cristão. Agora começam as intifadas, reuniões de cúpula, Prêmio Nobel para Arafat e Peres, creio. Mosab protege o pai que é sheik, mas vai delatando todos os criminosos que planejavam ataques suicidas. Salva muitos israelenses, mata muitos palestinos. Escapa e vai morar nos Estados Unidos. Será mesmo verdade? Acho que vou dar uma espiada no Google e tentar achar o nome do pai e tal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-6204774369597447162?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/6204774369597447162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=6204774369597447162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6204774369597447162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/6204774369597447162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/11/o-filho-do-hamas.html' title='O Filho do Hamas'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-8807762557992568723</id><published>2010-11-12T07:53:00.000-08:00</published><updated>2010-11-12T08:02:49.827-08:00</updated><title type='text'>A morte de um amigo</title><content type='html'>Li com surpresa, hoje, sobre a morte de Rui Pinto, ontem, após jogar futebol na Assembléia Paraense. Não era exatamente um amigo, mas um companheiro de futebol, essas figuras que encontramos aos sábados, conversamos amistosamente e depois do motivo comum que nos levou ali, nos separamos e seguimos nossas vidas. Português, ia de vez em quando ao Velho Mundo, como dizia. Gostava de conversar com ele sobre a Europa. Engenheiro, tinha uma firma de fundações, creio. Foi figura de uma de minhas crônicas, exatamente aquela que mostrava como nossas mentes ainda raciocinam como se tivéssemos 15 anos, durante um jogo de futebol. A bola veio, ele decidiu dar uma "bicicleta". Estatelou-se no chão, com dores. O corpo não aceitou a proposta. Artilheiro, pedia a bola o tempo todo. Separou-se e foi para a vida de solteiro. Protagonizou umas duas paradas engraçadas, daquela moça bonita, no Boêmios, que fazia sinal que ele pensava ser "paz e amor". Quando chegou perto, ela disse que era 200 reais. Pode ser piada antiga, nem ter sido com ele, mas contaram assim. Ou então quando foi vítima de "Boa noite Cinderela". Seu apelido, na pelada, passou a ser Ruipinol. Coisas de colegas. Era uma pessoa alegre, comunicativa, inteligente, sobre qualquer assunto. Mas fumava. Bastante. Dei corda, fez uma tentativa, reduzindo o número de cigarros. Não deu. Ao que parece, após jogar no Campeonato de Super Máster, sofreu um infarto fulminante. Estou chocado com a perda do amigo, colega. Mas também fico pensando na rapidez da morte. Esse rompimento da vida, sem avisar. Fica tudo pelo meio, sem despedida, sem preparação. E os compromissos que hoje ia cumprir? Tinha marcado para sair com alguma garota? Interrompido. E claro, tinha apenas 47 anos. Bem mais velho, também reflito sobre isso, apesar de malhar semanalmente e ter no frequencímetro, meu batimento cardíaco. E não fumar mais há uns cinco anos. Mesmo assim. Jogamos nas tardes de sábado, sob um calor terrível. Mal podemos esperar pelo horário e já estamos, feito crianças, a correr e  chutar a bola. Há umas duas semanas, tive o que chamam de "fugiu-me o sangue". Ou "tela branca". Tonto, sem forças, pernas bambas, o jeito foi parar e molhar a cabeça. Fiquei mais uns dois dias com dores no corpo, cansado. Agora, tudo bem. Mas querem saber, acho que vou fazer um exame de esforço. Nunca é tarde. Saudades do meu amigo, colega, Rui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-8807762557992568723?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/8807762557992568723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=8807762557992568723' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8807762557992568723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8807762557992568723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/11/morte-de-um-amigo.html' title='A morte de um amigo'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-5862515920420574264</id><published>2010-11-12T06:03:00.001-08:00</published><updated>2010-11-12T06:03:42.090-08:00</updated><title type='text'>O Super Dal</title><content type='html'>Adalberto Gomes, desde criança, gostou de ler gibis, principalmente com aventuras de super heróis. A facilidade veio por conta do pai, proprietário de banca de revistas em esquina de grande movimento. O pai envelheceu, o filho assumiu suas funções e freguesia. Entre uma venda e outra, Adalberto ou “Dal”, como era chamado, tinha muito tempo para conversar, seja com aqueles habitués que cercam toda banca, seja com clientes das mais variadas faixas de idade e finanças. Jovens hipnotizados pelas capas de revistas pornográficas, senhores que comentavam as notícias políticas, econômicas e policiais. Dal tinha uma predileção, depois dos gibis de super heróis, por páginas policiais. Ficava revoltado com os casos. Com a lentidão da Justiça. A falta de equipamento da Polícia. Jovem de corpo atlético, além do futebol de fim de semana, também malhava em Academia, variando entre corrida, boxe e jiu jitsu, chegando a conquistar alguns troféus. Havia uma motivação secreta, algo que lentamente foi ganhando corpo em sua mente, mas que tinha receio de externar por acreditar que podia ser mal compreendido. Algo que o convenceu a partir do momento em que alguns dos super heróis dos quais era fã nos gibis, tiveram aventuras transformadas em filmes de grande sucesso mundial. De todos, com seus super poderes, seu preferido foi justamente aquele que usava apenas poderes absolutamente humanos para resolver os casos: Batman. Dal sonhava em ser um super herói em Belém. Sim, uma coisa era o que estava nos gibis e telas e outra a vida real. Nem ele era o milionário Bruce Wayne, nem tinha mordomo. Dinheiro, bem contado, trabalho duro na banca. A vontade de defender a sociedade foi maior. Dal intensificou seus exercícios. Era importante estar absolutamente em forma. Também não podia usar armas. Seria complicado e suspeito tentar porte. Instalaria na banca um radio na frequencia da Polícia, que ouviria em fone de ouvido, para não chamar a atenção de ninguém. Também sabia que a maioria dos delitos realmente importantes acontecia à noite. Havia um auxiliar na banca, para as ocorrências diurnas. Bastaria inventar uma desculpa e sairia, voltando rápido. Mas como deslocar-se rapidamente, na direção dos acontecimentos? Tinha apenas um Palio, com mais de três anos de uso. Não era um batmóvel, mas quebrava um galho. Levou para um amigo ali na Marquês dar um grau. Gastaria mais combustível, mas seria rápido. Precisava pensar em outra possibilidade, um veículo mais ágil, uma motocicleta por exemplo. Suas finanças não permitiam altos vôos. Então comprou, para pagar a perder de vista, uma moto Dafra 6200 CG. Alugou, próximo à banca, uma kitnet e vaga de garagem. Já em plenos preparativos, terminou o namoro com Glaucirene. Foi duro, mas não podia deixar pistas, tampouco permitir que alguém sofresse qualquer consequencia de seus atos. Seu velho pai agora pouco ia à banca. A mãe morreu alguns anos atrás. Estava pronto para entrar em ação. E a roupa? Não, seria muito ridículo inventar essas fantasias de um Homem Aranha, Batman, Capitão America. Muito louco. Pena, porque tinha admiração pelos trajes. No fundo, talvez se imaginasse vestido daquela maneira, sendo recebido por autoridades, como Batman e o Comissário Gordon. Acorda, Dal, isso é Belém e sua tarefa, de grande importância e seriedade. &lt;br /&gt;Madrugada de terça para quarta. Estava de vigília, ouvindo o radio da Polícia. Somente coisas de pouca monta. Não. Marginais assaltaram casal na Doca e estão fugindo na direção do Telégrafo. Num instante estava ao volante do Palio, cruzando ruas em velocidade, obedecendo as instruções que ouvia no radio. Estava quase chegando a uma distância de poder encontrá-los, passou pela Ferreira Pena feito bala e de repente, freios fortes. Uma blitz. Documentos do carro e do motorista. Seu guarda, tenho muita pressa. Aqui não tem pressa. Documentos. Dal aguardou enquanto o guarda analisava seus documentos. Por favor, encoste e saia do carro. O que foi? Ipva atrasado. O carro vai ficar retido. Olha o guincho aqui, por favor! Mas seu guarda. O senhor por favor desce do carro. Dal desceu. Todos ficaram surpresos com suas roupas. Gorro, camisa gola rolê escura, calça de couro colada e botas. É alguma fantasia? Não, senhor. O senhor vai desculpar, mas isso não é roupa de dia a dia. Dal pensou em dar uma ponta para o guarda. Não, não podia fazer isso. Era um heroi, um defensor da sociedade. Não podia começar subornando a autoridade. Então eles ouviram o radio da Polícia. Acho que o senhor vai ficar aqui e prestar esclarecimentos. Porra, mas vai logo esquecer de pagar o Ipva!&lt;br /&gt;Aquela noite o deixou deprimido. Teve prejuízo em retirar o carro do curral, pagar o imposto e ainda se explicar com a Polícia, por conta do radio na frequencia. Felizmente tinha ficha limpa, endereço, local de trabalho e um delegado que naquela madrugada não estava muito interessado em encher o saco de ninguém. Mas a vontade de ajudar a sociedade não passou. Um dia ainda vão todos me agradecer.&lt;br /&gt;Estava na banca, de bóba, chateado, quando veio o Femq, vendedor de filmes piratas se queixar do Birosca, que vivia pela Primeiro de Março traficando pasta de cocaína para pés de chinelo. O Birosca meteu a mão no Femq. Quebrou nariz, maxilar, fez o serviço. Dal achou que estava na hora de parar com as aventuras de Birosca. Seria um bom retorno às aventuras. À noite, fechou a banca, foi pro kitnet, vestiu sua roupa de combate e tirou a moto. No centro da cidade, ruas estreitas, melhor a moto. Estacionou próximo ao buraco da Palmeira. Sorrateiro, jogou-se atrás de um carro, quase por baixo e ficou olhando. O Birosca ali, naquele não faz nada, aguardando os clientes, arengando com as prostitutas. Birosca, vem cá. Eu te conheço? Não interessa. Acabou pra ti. Não quero ver mais a tua cara nessa rua, vendendo crack. Estás me ouvindo? E quem és tu? Puxa, ainda não havia pensado nisso. Como se chamaria? Super Dal? Não interessa o meu nome. Cara, tu sabes com quem estás falando? Birosca pôs à disposição do meio ambiente todo seu repertório de palavrões e insultos. Mas quando levantou a mão, Dal agiu, com um single leg, que aprendeu no wrestling. Surpreso, Birosca foi ao chão, imobilizado. Mermão, só saio daqui morto! Conseguiu um murro em Dal, que reagiu com outro, bem colocado. Perdeu, perdeu, outra voz dizia. Dal olhou. Um cara de moto. Aê Birosca, qual é, pegando porrada de qualquer um? Larga ele, vai, senão leva bala. Revolver em punho. Dal largou. Birosca aproveitou e lhe deu um tapão. Ardeu. Passa a grana. O cara era arrecadador apenas. E tu mermão, dá o fora. O Birosca é nosso, ninguém encosta. Um tiro. Dal sentiu próximo ao joelho. O cara errou por muito pouco. A moto saiu. Birosca ficou rindo. Levou um socão e dormiu. Mancando, Dal pegou a Dafra e foi atrás. O cara estacionou na 28, pouco depois do Importadora. Subiu. Esperou e foi atrás. O porteiro parou. Vou atrás desse cara. Ele me deve uma grana. Qual andar? Primeiro, cento e dois. Valeu. A calça empapada de sangue. Foi pela escada, suportando a dor. Ouviu a porta bater. Bateu discretamente na porta ao lado. Abriu uma senhora. É caso de vida ou morte, me deixe entrar. O senhor é ladrão? Tarado? E esse sangue. Melhor chamar a Polícia. Qualquer um sobe nesse prédio. Não tem condomínio mesmo! Quem mora aí do lado? Não sei, mas é um entra e sai danado. Cada cara de bandido terrível. Já me queixei, mas o senhor sabe, velho quando fala ninguém escuta. Eu posso ir até aquela sacada? Pode. Dava pra ouvir a conversa. Coisa grande. Drogas. Um grande primeiro caso. Tinha a bala na perna, mas afinal, era parte do risco. Era possível passar de uma sacada à outra. Não uma pessoa comum, mas ele, com seu preparo e agilidade. A velha dizia que não ia dar. Não vai dar. Ih, não disse? Não deu. Dal caiu. O pé da perna baleada não aguentou o peso. Acordou no Hospital da Ordem Terceira. À sua frente, o Birosca e o cara da moto. Na porta, um guarda. O que aconteceu? Doido, tu caíste do terceiro andar. Tua sorte foi que tua queda foi amortecida pela barraca do vendedor de cachorro quente. Só quebrou a perna direita. A esquerda, já estava baleada, mesmo. E o que é que vocês estão fazendo aqui? Tu não é o Dal, lá da banca? Não. Eu sou o Super Dal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-5862515920420574264?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/5862515920420574264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=5862515920420574264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/5862515920420574264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/5862515920420574264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/11/o-super-dal.html' title='O Super Dal'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-336380410329492500.post-8619930182936436407</id><published>2010-11-11T12:17:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T12:25:15.046-08:00</updated><title type='text'>Quanto vales, Cultura</title><content type='html'>Continuam os debates sobre as novas direções da Lei Rouanet. Com isso, as pesquisas. A mais recente, dá conta que 96% das pessoas não frequentam museus. Que 93% nunca foi a uma exposição. Que 78% jamais viu um show de dança. Que 86% não vai ao cinema. e que 90% das cidades brasileiras não contam com teatro. Essa é uma situação que não pode ser combatida a partir das cidades, dos Estados. Creio que precisa vir e Brasília. Imaginem que o sudeste ficou com 70% do dinheiro arrecadado através da Rouanet, apesar de contar com apenas 42% da população. Claro, é uma região melhor dotada financeiramente, onde estão os grandes anunciantes, os atores da Globo e os departamentos de marketing que decidem. O pior é que se trata de dinheiro público. Os recursos são de impostos que deixam de ser pagos, revertendo para a Cultura. Muito difícil. Hoje, quem quiser fazer televisão, por exemplo, que se mude para o Rio de Janeiro e dê um jeito de ser notado. Rio e SP são as cidades geradoras de tudo. As emissoras de televisão geram material próprio, quase todo. Quem se formar em jornalismo, roteirista, sei lá, ator, e quiser ter uma empresa que produza material, não tem para quem vender, a não ser que seduza as grandes, ou alguns canais à cabo. Parece simples, deve ser muito difícil, mas penso que Brasília devia setorizar o Brasil, de tal maneira que aos poucos, em vários anos, fosse criando o mercado de Cultura. Primeiro, investir, não apenas nos artistas, mas também em espaços. Na medida do crescimento, a troca entre setores. Parece utopia. Nosso país tem tantos contrastes. Enfim, é difícil. Em termos de Estado, tenho bem medida a idéia de uma solução, mas isso já é outra coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/336380410329492500-8619930182936436407?l=opiniaonaosediscute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/feeds/8619930182936436407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=336380410329492500&amp;postID=8619930182936436407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8619930182936436407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/336380410329492500/posts/default/8619930182936436407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaonaosediscute.blogspot.com/2010/11/quanto-vales-cultura.html' title='Quanto vales, Cultura'/><author><name>Edyr Augusto Proença</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15778395195084128609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
